sexta-feira, 9 de julho de 2021

 

Casa Allemã


Loja de departamentos de São Paulo, fundada em 1883 na rua 25 de Março que depois foi aberta em outras localidades, que funcionou do final do século XIX até meados do século XX.

Sempre lembrada como uma loja dedicada à elite paulistana, a Casa Allemã começou na rua 25 de Março, vendendo linho alemão, rendas e outros produtos que comprava para revender, em 1883 transferiu-se para a Rua General Carneiro (antiga Rua Municipal) e alterou o nome para Casa Alemã.

Fundada pelo imigrante alemão Daniel Heydenreich, com a ajuda de seus irmãos que estavam na Alemanha (Adolf, Hermann e Traugott), importava mercadorias a loja. 

Em 1883, Adolf veio para o Brasil e logo em 1890, seu irmão Hermann também. A empresa tornou-se "D.& A. Heydenreich". 

Em 1890 muda para a Rua direita e em 1895 seria ampliada, ocupando mais dois andares para depósito e atendimentos a clientes.

Em 1895 com a chegada de seu irmão Traugott, a empresa passa a ser "Irmãos Heydenreich" e em 1896 passa a ocupar o prédio inteiro, ganhando duas vitrines na parte central. 
Em 1904 mudaria novamente, permanecendo na mesma rua Direita, porém em um edifício melhor, equipado até com elevador, e com frente também para a Rua da Quitanda.

Organizada em departamentos, vendendo uma variedade de produtos: armarinhos, perfumaria, bordados, artigos para cavalheiros, cortinas e tapetes, a partir de 1920 cria o departamento de roupas para esportes, e para "banhos de mar" e artigos para patinação.

Havia uma distinção entre o masculino e feminino,  masculino visando à intelectualidade e praticidade, e para as mulheres, que representavam a maior parte da clientela, eram relacionadas à perfeição, delicadeza e intuição cujo consumo era estimulado pela urbanização e busca pelo luxo europeu e bem-estar.

Foram abertas filiais em:  Campinas (1887), Santos (1890), Ribeirão Preto (1910) e Jaú (1912), a filial de Santos localizava-se à rua 15 de Novembro, esquina com a Frei Gaspar, e oferecia serviços de tapeçaria.

Com a crise econômica mundial ocasionada pela quebra da Bolsa de Nova Iorque em 1929, e a Revolução de 1930, depois a Revolução Constitucionalista de 1932, a elite paulista perdeu muito seu poder aquisitivo a loja foi forçada a se popularizar.

Com a Segunda Guerra Mundial são obrigado a mudar de nome para não demostrar ligação com a Alemanha nazista, passado a se chamar  Galeria Paulista de Modas.

Em 1059 depois de enfrentar grandes dificuldades encerra suas atividades. 

Em 1929 a família Heydenreich havia cria a Fundação Heydenreich, em reconhecimento ao seu sucesso nos negócios no Brasil, preocupada com a difícil situação de outros imigrantes alemães e para não desamparar viúvas de ex-funcionários da Casa Alemã, a família doou parte de seus bens para empreendimentos de utilidade pública e a atividades filantrópicas.

Mesmo com o enceramento das atividades da loja a Fundação continua com suas atividades ate os dias de hoje.

fontes: wikipedia vejasp http://www.fbh.org.br
fotos:  
novomilenio  
museudaimigracao wikipedia 
pinterest









 

Rua "Asdrúbal do Nascimento", Bela Vista

Ruas de São Paulo e sua Historia ou Historia do Homenageado:



Asdrúbal Augusto do Nascimento, nasceu em Rezende, no estado do Rio de Janeiro, a 11 de julho de 1854. Era filho de Francisco Augusto do nascimento e de Inácia jardim Nascimento. Aos 12 anos foi para a capital da república a fim de trabalhar no comércio. Em 1884 veio para São Paulo e exerceu o cargo de guarda-livros na Cia. Antártica que naquele tempo explorava a indústria de banha e outros produtos. Foi vereador da Câmara Municipal de São Paulo e vice-prefeito em exercício durante o ano de 1907. Foi também diretor da Companhia Antártica Paulista, transformando-a em fábrica de cerveja e refrigerantes. Faleceu no dia 25 de fevereiro de 1926.
Logradouro oficializado através do ATO nº 972, de 24 de agosto de 1916.
Nome anterior do logradouro: Rua São Francisco.




 

"Rua da Quitanda", Sé

Ruas de São Paulo e sua Historia ou Historia do Homenageado:


Nome popular que relembra o comércio miúdo ali estabelecido
no século XIX e que era chamado de "quitanda". conhecida em 1822, também como "Rua do Cotovelo", pois lembrava um cotovelo, que foi amenizado com retificações, mais ainda atualmente a curvatura da rua e marcante.
Em meados do século XIX, foi denominada como "Quitanda",
pois as "quitandeiras", mulheres que vendiam miudezas e alimentos cozidos ou ao natural.
Seu primeiro quarteirão era conhecido como "Beco da Cachaça"
entre as ruas Alvares Penteado e 15 de Novembro, pois ali era comum o comercio de bebidas.
Nome oficializado pelo, ATO nº 972, de 24 d agosto




de 1924.


"Avenida Nove de Julho"

Ruas de São Paulo e sua Historia ou Historia do Homenageado:


Seu nome é uma homenagem à Revolução Constitucionalista de 1932.
No dia nove de julho de 1932, começa o conflito entre as forças paulistas e o governo provisório de Getúlio Vargas, pois o mesmo estava tomando normas contra a democracia que diminuíram a participação política dos estados por meio, como a anulação da Constituição Federal de 1892 e da deposição de vários governadores estaduais.
O movimento paulista pela reivindicação do poder contou com diferentes segmentos da sociedade que auxiliaram na organização e confronto armado que se desenvolveu.
O Projeto da Avenida Nove de Julho na década de 1920 pelo prefeito Pires do Rio que pretendia que esta corresse no meio de um parque desde o vale do Anhangabaú até a Avenida Paulista, mais só foram iniciadas e prosseguidas pelos prefeitos Fábio Prado e Prestes Maia.
Em 1941, foi oficializada mantendo a homenagem ao grande evento paulista e a avenida funciona como ligação dos bairros da zona sul ao centro da cidade seguindo pelo vale do Saracura Grande.
Caracteriza-se ainda, especialmente no trecho que se localiza no centro, como uma avenida de fundo de vale.
A avenida faz parte do trecho da rede viária da cidade que surgiu a partir do ordenamento sugerido pelo Plano de Avenidas do prefeito Prestes Maia.



sexta-feira, 11 de junho de 2021

 Lassale


O automóvel mais luxuoso fabricado no Brasil, montados pela Ita Motores e Montadora de Veículos Ltda., de Itaquaquecetuba (SP).

Apresentado pela primeira vez em 1987, durante a V Brasil Transpo. pela Park Motors Projetos Automotivos, de Nova Iguaçu (RJ). 

Construído em plástico reforçado com fibra de vidro a partir dos moldes da carroceria do Equus, o veículo era montado sobre chassi tubular projetado pela LHM. Utilizava todos os componentes mecânicos do Chevrolet Opala 4.1, do qual mantinha a mesma largura, porém com distância entre eixos 30 cm menor.

Lançado em duas versões: Box, com aerofólio sobre o porta-malas, e Digital, com o pneu de reserva embutido na tampa traseira, ao estilo do Lincoln Continental, com duas opções de capota: conversível de lona e teto rígido desmontável de fibra de vidro.

Em tecnologia o Lassale, por possuir muitos equipamentos raros estava a frente de todos, até para os dias atuais: painel digital, regulagem do tom da buzina e sistema eletrônico de regulagem da intensidade dos faróis, estofamento de couro, abertura remota do capô e do porta-malas e vidros verdes com acionamento elétrico, havia também detalhes extremamente luxuosos: rodas raiadas douradas, cigarreira e emblemas banhados em ouro e placa de identificação com o nome do comprador.

Park Motors Projetos Automotivos, pretendia entregar 10 carros por mês, mais seis meses depois de iniciar a produção, e acusada de não entregar os carros vendidos, transferiu os direitos de produção para outra empresa, a Ita Motores e Montadora de Veículos Ltda., de Itaquaquecetuba (SP).

A ITA fez algumas alterações no carro: aboliu o modelo Box, eliminou excessos (rodas raiadas e peças douradas), melhorou o acabamento e retocou o estilo, conseguindo solucionar os principais erros de design.

O Lassale foi relançado com o mesmo nome, em três versões (teto rígido, conversível e com duas capotas), mas mal conseguiu chegar à década seguinte. 

Mais uma tentativa de lançar um veiculo nacional, e como sempre derrotados pelo lobby e burocracias.

fontes: lexicarbrasil. wikipedia
fotos: Crônicas Automotoras:
lexicarbrasil.






terça-feira, 6 de abril de 2021

                     Maria de Paula Machado

                                          Patrona da rua Maria Paula 

 



Maria de de Barros Penteado nome depois de casada mais seus 
biógrafos sempre deram preferencia ao nome da 
família da mãe. 

 

Filha de Salvador Jorge Velho, Neto e Genebra Maria Machado, casada com Antonio de Barros Penteado, não foi encontrado registro de sua data de nascimento.


  


Filhos: Anna Joaquina de Barros; Genebra de Barros Leite; Bento Pais de Barros, 1º barão de Itu casado com Leonarda, irmã do brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar; Joaquim Floriano de Barros; Escolástica Joaquina de Barros; Antonio Paes de Barros, 1º barão de Piracicaba, casado com Gertrudes Eufrosina Aires de Aguiar, irmã do brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar; Francisco Xavier Paes de Barros; Maria de Barros Leite casada com Francisco de Paula Sousa   e Angela Ribeiro Leite de Cerqueira.

 

Com referencia a  rua foi aberta pela Baronesa de Limeira (d. Francisca de Paula Souza e Mello) sua neta, em terrenos de sua propriedade e foi entregue ao trânsito público no dia 14 de maio de 1894 através do Ato nº 10 que, também oficializou a denominação de "Rua Maria Paula" Esta rua é uma homenagem à d. Maria Paula Machado, avó da baronesa de Limeira. Casada com Antônio de Barros Penteado, d. Maria Paula teve, entre outros filhos, a sra. Maria de Barros Leite. Esta, por sua vez, foi casada com Francisco de Paula Sousa e Mello, pais de d. Francisca de Paula Souza e Mello, a baronesa de Limeira. O marido da baronesa (Vicente de Souza Queirós - Barão de Limeira), era filho do Brigadeiro Luís Antônio de Souza (veja Av. Brigadeiro Luís Antônio) e de d. Genebra de Barros Leite, esta também homenageada na "Rua Genebra".

(http://enderecosdesaopaulo.blogspot.com)

 Fontes:  portaldobixiga.com,  enderecosdesaopaulo. geni.com ospaesdebarrossaopaolo wikipedia

fotos: portaldobixiga.com pinterest.com


             

Esquina Rua Maria Paulo com Rua Sto. Antônio





     


  

 


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

 Edifício Andraus

Edifício Andraus  localizado na esquina da avenida São João com a rua Pedro Américo. Possui 115 metros de altura e 32 andares, e sua construção foi finalizada no ano de 1962. construído pela construtora Organização Construtora e Incorporadora Andraus (Ocian), nomeado em homenagem a seu fundador.

O edifício sofreu um incêndio em 24 de fevereiro de 1972, por volta das 16h da tarde com 16 mortes e 345 feridos, uma sobrecarga no sistema elétrico, foi a causa do incêndio.

Em menos de 15 minutos o fogo alcançava o 6º andar do prédio além do térreo alcançando cinco prédios vizinhos ao afetado pelo incêndio.

A empresa responsável pelo fornecimento de luz da cidade já havia notificado os responsáveis pelo edifício, advertindo sobre o excesso de carga elétrica no local e os perigos decorrentes.

O fogo começou no segundo andar  exatamente na marquise luminosa da loja e se espalhou por todo o prédio, que reunia escritórios de varias empresas nacionais e multinacionais  entre eles  Henkel, Petrobrás, Siemens e a Companhia Adriática de Seguros. 

Conhecido como "Prédio da Pirani", uma loja de eletro domésticos e utilidades domesticas que na época da tragédia ocupava os primeiros andares, do térreo ate o 5º andar e subsolos, loja que tinha sua matriz na Avenida Celso Garcia, hoje não mais em atividade.

O resgates feito pelos  helicópteros no ultimo andar onde a maioria dos ocupantes do prédio se refugiou, participaram aeronaves da FAB, do Palácio do Governo, da Prefeitura, da COMASP, do Banco do Estado e de firmas particulares - havendo ocasiões em que seis aparelhos sobrevoavam a área ao mesmo, tempo, os resgatados foram levados para: a praça Princesa Isabel, o campo do Palmeiras e para o aeroporto de Congonhas ou Campo de Marte.

No topo do edifício, transformado numa fornalha, quatro homens anônimos de sangue-frio administraram o pânico  levasse mais vitimas:  eles assumiram a liderança das centenas de pessoas, fazendo elas deitar no chão para evitar asfixia pela fumaça e estabeleceram a prioridade para o embarque nos helicópteros, primeiro as crianças, depois as mulheres e finalmente os homens, eles quatro por ultimo.

16 pessoas morreram entre eles Paul Jürgen Pondorf, presidente da Henkel, e Ottmar Flick executivo da mesma, e mais de 300 ficaram feridas.

Por decisão judicial os responsáveis pela Lojas Pirani deveriam pagar indenizações as famílias das vítimas e os feridos do incêndio causado pela marquise luminosa, com os inúmeros pedidos de indenização para pagarem pouco tempo depois a rede anunciou a sua falência pública.

O prédio foi restaurado pois restou apenas o esqueleto do prédio após o incêndio, atualmente no local esta instalada uma parte da Secretaria Municipal de Finanças de São Paulo. 

Não se tem notícias sobre o estado atual da marca Pirani ou de seu dono mas a marca ainda passa por processo de recuperação judicial, seu último status de andamento foi em Janeiro de 2018, e pode ser consultada no site jusbrasil.com.br.

fonte: wikipedia almanaque.folha.uol

fotos: aventuradahistoria culturaaeronautica.












1960 Restaurado.