terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Biblioteca Infanto Juvenil Monteiro Lobato
Rua General Jardim, 485, Vila Buarque

Inaugurada em 1936, por iniciativa de Lenyra Camargo  Fraccarolli que dirigiu a biblioteca até 1960, e do então diretor do Departamento de Cultura Mário de Andrade.

A mais antiga biblioteca infantil em funcionamento do Brasil e inaugurada em um prédio na rua Major Sertório (quase esquina com a rua Dr. Cesário Motta Júnior), passando depois para uma chácara desapropriada pela Prefeitura em 1945, a biblioteca mudou-se para a Rua General Jardim, onde hoje existe a praça da biblioteca, que pertencera ao ex senador e ex presidente do Banespa Luís Rodolfo Miranda.

No mesmo terreno foi construído o atual edifício, projetado pelo arquiteto Hentz Gorham, da Divisão de Arquitetura do Município de São Paulo e a construção ficou a cargo do Escritório de Engenharia Joaquim Procópio de Araújo.  

Em 24 de dezembro de 1950 foi reaberta no novo edifício, e tem um dos maiores acervos infanto-juvenis da América do Sul, com quase 50 mil títulos, além de um banco de textos teatraisgibiteca, coleção de preservação de literatura infanto juvenil e acervo histórico de livros escolares anteriores à década de 80, nesse local, o próprio Monteiro Lobato frequentava e contava histórias para as crianças.

Em 1955, a biblioteca passou a denominar-se Monteiro Lobato em homenagem ao escritor que tanto encanta crianças, jovens e adultos.

Administra um acervo de documentos e objetos pessoais que pertenceram ao escritor Monteiro Lobato, patrono da instituição. 

Publica regularmente, desde 1941, a Bibliografia Brasileira de Literatura Infantil e Juvenil. Mantém programação cultural fixa e sessões de contamento de histórias. 

Em 1947 foi criada uma sala destinada às crianças cegas, a seção braile, que atualmente funciona no Centro Cultural São Paulo.

Em sua programação estão incluídas oficinas e espetáculos teatrais apresentados pelo TIMOL (Teatro Infanto-Juvenil Monteiro Lobato), grupo de teatro infanto juvenil iniciado em 1966, e também um programa de iniciação artística para crianças de cinco a dez anos.
e abriga a  Academia Juvenil de Letras.


fonte: vikipedia 
prefeitura.sp

fotos: saopaulopassado prefeitura.sp



Hospital Santa Cruz

Rua Santa Cruz, 398 – Vila Mariana
Inaugurado em 1939, e sua história está intimamente ligada à da imigração japonesa.
Em 1908, os pioneiros imigrantes enfrentavam dificuldades com a comunicação, para se adaptaram às condições e contraíram doenças como a malária, a verminose, a tuberculose e até doenças mentais, e o índice de mortalidade entre os imigrantes era enorme.
Em 1920, o cônsul geral São Paulo, Toshiro Fujita, informou ao governo japonês, que enviou recursos de 36 mil ienes.
E foi fundado também o Brasil-Japão Dojin Kai, com sede em São Paulo, com o objetivo de prestar assistência aos japoneses e familiares com vacinação contra a febre tifoide, distribuição de soro antiofídico, realização de exames para tracoma, incentivo a pesquisas sobre malária e parasitoses intestinais e ainda, confecção de panfletos para divulgação de medidas profiláticas e sanitárias. 
Em outubro de 1926, a entidade compra terreno de 14.100 metros quadrados na rua Santa Cruz.
Em 1931 é instituída a Associação Médica Japonesa, que  originou a Associação Pró-Construção do Hospital Japonês,  e a campanha de arrecadação foi prontamente atendida pelos imigrantes, em 1934, a campanha de construção ganha novo fôlego, com a doação de 50 mil ienes vinda do imperador Hiroito, simbolicamente no dia de seu aniversário, dia 29 de abril. 
Diante desse gesto da casa imperial, o governo japonês decide doar 900 mil ienes, quantia dividida em três parcelas anuais, os materiais básicos de construção, como tijolos e cimento foram enviados pelo Japão.
No dia 29 de abril de 1939, o Hospital Santa Cruz foi inaugurado, uma construção moderna e arrojada, com cinco andares e um subsolo, com quase 10 mil metros quadrados de área construída, com 76 quartos e 200 leitos, um projeto do médico Resende Puech, considerado um dos precursores da moderna arquitetura hospitalar. 
O primeiro aparelho móvel de Raio X na cidade foi instalado no Santa Cruz, o Hospital das Clínicas ainda não existia e o atendimento, gratuito, era prestado sem discriminação racial ou de nacionalidade.
Fizeram parte de seu corpo clinico os doutores Benedito Montenegro, Alípio Corrêa Neto, José Maria de Freitas, Henrique Mélega, Antônio Prudente, Euríclides de Jesus Zerbini, Anísio Costa Toledo, Shizuo Hosoe, Yoshinobu Takeda e Sentaro Takaoka e muitos outros.
Com a eclosão da 2ª Guerra Mundial em dezembro de 1941, o Brasil rompeu as relações diplomáticas com o Japão e como o Hospital Santa Cruz fazia parte de um patrimônio de um país rival, foi colocado sob controle do governo federal e todos os bens foram congelados, foi nomeado como interventor o Dr. José Maria Freitas, que juntamente com vários médicos japoneses, como o Dr. Shiguenobu Takeda continuaram a  realizar procedimentos cirúrgicos e atendiam os pacientes japoneses, paralelamente, o Hospital prestava serviço ao Instituto Nacional de Assistência Médica e Previdência Social (Inamps) – hoje Sistema Único de Saúde (SUS). A situação de exceção que perdurou até 1945.
fonte e fotos: hospitalsantacruz




Teatro Martins Penna

Centro Cultural da penha 
Largo do Rosário, 20 Penha 
Inaugurado em 1970, foi idealizado por moradores da Penha, que conseguiram 50 mil assinaturas solicitando a criação de um espaço cultural.
Em 07 de dezembro de 2012, depois de uma reforma o teatro foi entregue à população juntamente com a inauguração oficial do Centro Cultural da Penha.
O local e referência de cultura na região com programação diferenciada e diversificada, visando atender ao público adulto e infantil.
Seu patrono e o dramaturgo Luiz Carlos Martins Pena (1815 – 1848), membro da Academia Imperial das Belas Artes, onde iniciou o desenvolvimento de suas peças, João Caetano, seu contemporâneo juntamente com sua companhia de teatro, foi o primeiro ator profissional a encenar uma peça de Martins Pena.
Com capacidade para 198 espectadores, com 2 camarins, um piano armário preto, não tem estacionamento e tem acessibilidade, e palco de 8m x 6,60m x 4,50m.
fonte e fotos: prefeitura.sp

Teatro João Caetano

Rua Borges Lagoa, 650 Vila Clementino 
Inaugurado em 25 de dezembro de 1952, na época de sua inauguração era frequente a realização de espetáculos com alunos da Escola de Arte Dramática, e outras atividades promovidas pelas escolas da região e também por cultos religiosos, que chegavam a utilizar seu palco como altar.
Seu patrono, João Caetano (1808 – 1863) nascido no Rio de Janeiro, foi ator e encenador brasileiro, tendo fundado a primeira companhia de atores nacionais.
Um painel do artista plástico Clóvis Graciano esta instalado no saguão principal.
Com 438 poltronas sendo 400 na plateia inferior e 38 na superior, e área de palco de 96 m2 e 50 no fosso da orquestra, 10 camarins, e um piano de 1/2 cauda Kawai.
Não possui estacionamento e a acessibilidade e apenas parcial.
fonte: prefeitura.sp
foto: media.timeout Sylvia Masini


Teatro de Arte Israelita Brasileiro (TAIB)

Localizado na rua Três Rios, no subsolo da Casa do Povo, edifício construído em 1953 pelo Instituto Cultural Israelita Brasileiro.
Com o termino da Segunda Guerra, a comunidade judaica de São Paulo comprou um terreno para construção de um edifício  em homenagem os judeus mortos no Holocausto e simbolizar o renascimento do povo e construíram, A Casa do Povo, sete anos após a inauguração criaram o TAIB que funcionaria em seu sub solo e deviria cumprir papel semelhante, mas que sempre se manteve à esquerda no espectro político.
O Teatro projetado por Jorge Wilheim, em uma sala de espetáculos de 300 lugares foi um importante centro de contestação à ditadura militar.
Recebeu montagens e shows memoráveis, mas só apresentou espetáculos ate os anos 1980.
Me lembro de ter assistido varias peças no TAIB destacando: O Milagre de Annie SullivanManhãs de Sol, e Ponto de Partida
fonte: jorgewilheim
foto: f.i.uol



segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

GALERIA PRESTES MAIA

É uma passagem subterrânea que conecta liga a Praça do Patriarca ao Vale do Anhangabaú.
Inaugurada em 1940, pelo então prefeito Francisco Prestes Maia, apresenta acabamento luxuoso e é composta por três andares: subsolo, térreo e mezanino, nesse está localizado o Salão Almeida Júnior, com seis mil metros quadrados, é possível apreciar esculturas em exposição, entre elas, Graça I e Graça II, de Victor Brecheret.
A construção da Galeria Prestes Maia, aproveitou os vazios da estrutura do novo Viaduto do Chá, e contava na época de sua inauguração com amplos abrigos para passageiros de ônibus, salões de exposições, garagem e sanitários públicos.
Na inauguração, deu-se o Salão Paulista de Belas Artes, com a presença de artistas como Anita Malfatti. 
Durante a inauguração, o então presidente Getúlio Vargas preparava-se para fazer um longo discurso, mas o locutor do evento apresentou-o com a frase "Atenção, brasileiros, para as breves palavras de sua excelência, o presidente Getúlio Vargas", e Vargas limitou-se a dizer: "Tenho a honra de declarar inaugurada esta galeria."
Nela foram inauguradas as primeiras escadas rolantes da cidade, em 1955.
Em seu interior funcionaram:
Centro de Orientação e Aconselhamento (COA), voltado para doentes de Aidsentre 1989 e 1995.
Cohab, que ficou até outubro de 2000
Em  1995 foi cedida ao MASP, mas convênio com o Masp, entretanto, só iniciou-se de fato em 28 de novembro de 2000, com a mostra "São Paulo, de Villa a Metrópole" e encerrou-se em dezembro de 2008 mas só após uma guerra de liminares a retomada de posse só tenha se dado novembro do ano seguinte.
A prefeitura alegou ainda que o espaço era usado indevidamente como depósito e que a galeria estivera fechada nos anos anteriores. O Masp ainda reclamou que a revogação do decreto teria sido feita "de surpresa".
Em 2002 a entrada superior da galeria foi coberta por uma marquise do arquiteto Paulo Mendes da Rocha, que causou polemica por ter sido colocada no lugar do abrigo em estilo art-deco do arquitetElisário Bahiana, que fazia parte do projeto do Viaduto do Chá e era tombado desde 1992.
Existe projeto de 2011 para que a Galeria se torne um anexo do Edifício Matarazzo, e faça parte de um complexo que inclui também o prédio do antigo Hotel Othon, na Rua Líbero Badaró.
As areas de exposição serão ampliadas e o acesso a esse espaço será controlado por meio de catracas, já que a galeria continuará aberta ao público para passagem entre a Praça do Patriarca e o Vale do Anhangabaú.
Fonte: vbikipedia 1.folha.uol
Fotos: 
Hagop Garagem f.i.uol 3.bp wikimedia





Parque Fernando Costa
Conhecido como Parque da Água Branca.
Com 136.765.41 , e fica na Avenida Francisco Matarazzo, Idealizado pela SRB - Sociedade Rural Brasileira,  Parque começou as ser formado em 1905 e foi inaugurado em 2 de junho de 1929 pelo Secretário de Agricultura Dr. Fernando de Sousa Costa, responsável por fornecer novas vertentes à indústria animal, criando também o Departamento de Lacticínios da Indústria Animal.
Com o objetivo de abrigar exposições e provas zootécnicas, quando o parque foi criado a Avenida Água Branca, não era asfaltada. 
Tombado em 1996 pelo Condephaat como patrimônio culturalhistóricoarquitetônico
turístico, tecnológico e paisagístico do estado de São Paulo, e em 2004 pelo CONPRESP, por seu valor histórico, arquitetônico e paisagístico-ambiental.
E seu interior funciona o  Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo e o FUSSESP (antigo Fundo de Assistência Social do Palácio do Governo), que ate 1980 funcionava em um palacete antigo da avenida Rio Branco, nos Campos Elísios, em frente ao Palácio, e ainda a AAO (Associação dos Agricultores Orgânicos de São Paulo), além do Instituto de Pesca e o Museu Geológico Valdemar Lefèvre, e ainda diversas associações de criadores de raças de equinos e bovinosentre outras instituições.
Antes disso: Em 1890 foi criado o serviço agronômico em São Paulo, que unindo legislações já existentes, definiu a ação oficial do Departamento de Agricultura Estadual,  em 1896, surgiu o Instituto Agronômico, que em 1898 foi reorganizado com o Posto Zootécnico, anexo ao Instituto para realizar estudos sobre animais domésticos e seu emprego na agricultura. 
Naquela época, assim como a cultura do algodão, a industria animal se tornava muitas vezes desprezada ou restringida por depender de inúmeros fatores mas no período entre 1904 e 1908 ficou marcado por grandes mudanças e pela participação oficial na indústria animal, responsável pelo desenvolvimentos da cidade e por melhorias nos rebanhos paulistas. 
O então prefeito de São Paulo, Antônio da Silva Prado, reconhecendo que a atividade agrícola se encontrava em estágio inicial, notou que era hora de oferecer novas perspectivas ao setor.
E pela a lei 811 de 14 de março 1905 autorizou a Prefeitura de São Paulo a comprar um terreno de João Batista de Souza e também de outras pessoas. A área total do local era de 91.781,27 m², destinada à Escola Municipal de Pomologia e Horticulturapara que pessoas pudessem se dedicar profissionalmente à agricultura, a escola funcionou até 1911 e nos anos seguintes, ampliações do terreno foram realizadas, como em 24 de dezembro de 1912, com o espaço de 1.742 m² e em 25 de setembro de 1913, com a aquisição de terrenos remanescentes de 31.211, 87 m² pertencentes à João Batista de Souza, com isso, nos anos 20 o Parque possuía uma área de 126.556,14 m².
No dia 2 de junho de 1929, o Parque foi oficialmente inaugurado, pertencendo à Secretaria de Agricultura e Abastecimento, para abrigar o Recinto de Exposições e Provas Zootécnicas em suas dependências haviam estábulos, pavilhão de equinos, tanques para peixes, além de estufas e pomares.
As feiras e exposições de animais que aconteciam no local eram acontecimentos marcantes para a sociedade paulistana, e uma das grandes atrações na época era visitar o local à noite, para ver os prédios projetados e construídos pelo engenheiro Mário Wathely no estilo Normando, construções que usam elementos comuns à arquitetura típica da região da Normandia, na França.  
O parque  permaneceu ocupado por militares durante a Revolução Constitucionalista de 1932. Também foi usado para venda de queijos, frios e manteigas. Com a inauguração do Parque, também foram criadas as Seções de Veterinária, Defesa Sanitária Animal e de Caça e Pesca, e a atual sede do Departamento de Produção Animal, e além disso, foram instalados pavilhões de administração, recintos para exposições, estações de laticínio, tanques e escadas de peixes. 
No dia 25 de abril de 1928 a área do Parque da Água Branca foi transferida ao Estado pela Prefeitura, que recebeu como permuta um terreno "da Fazenda do Estado", situado no Parque do Ibirapuera. Com isso, o Estado ampliou o terreno em mais 35.000 m² e  decidiu transferir o antigo Departamento e Parque de exposições da Mooca para a Água Branca, local que ficou conhecido por um tempo como Pavilhão de Exposições de Animais, até ganhar o seu nome oficial. 
No período de 1939 a 1942 foram adquiridos pelo governo do Estado de São Paulo mais 12.022,27 m², totalizando a área atual do parque, de 136.765.41 m².
O Parque possui dois lagos artificiais de 700 e 750 m², destinados à criação de peixes e tartarugas.
fonte : vikipedia
fotos : vikipedia Dornicke Isabella S Carvalho Luiz coelho





domingo, 29 de janeiro de 2017

Mosteiro da Imaculada Conceição da Luz

Avenida Tiradentes, 676 - Luz
O primeiro registro escrito da igreja de Nossa Senhora da Luz data de 1579 em uma carta redigida pelo Padre Anchieta, a capela era procurada por fiéis ou por viajantes que utilizavam a estrada real, pela região que à época recebia o nome de campos de Guaré, em 1600, a igreja foi transferida para o Anhangabaú,
 ultimo registro que se tem da capela e de 1729, mas passou por períodos de abandono que deterioraram suas condições.
No ano de 1772, uma religiosa chamada Helena Maria do Sacramento disse que teve visões de Jesus Cristo orientando para a construção do convento, Frei Galvão, teve conhecimento dessas visões e mandou averiguá-las,e resolveu construir o convento,  autorizado pelo governo em 1774. A princípio, o Mosteiro da Luz era um recolhimento local católico habitado por freiras recolhidas, ou seja, que não podiam sair, as freiras que habitavam o recolhimento eram da Ordem da Imaculada Conceição, chamadas Concepcionistas, cuja padroeira é Santa Beatriz.
Foi o próprio Frei Galvão quem idealizou toda a estrutura do Mosteiro, incluindo sua capela através de doações e a construiu de arquitetura de taipa usando mão de obra "escrava".
Em 1788 as freiras foram transferidas para lá, mas o Mosteiro ainda não estava finalizado, só ficaria pronto 48 anos depois, principalmente por causa da dificuldade de arrecadar fundos, em 1802, foi inaugurada a nova igreja do Mosteiro. 
Já em 1822, com a morte de Frei Galvão, as obras foram assumidas por Frei Lucas da Purificação, que dirigiu os detalhes finais, como os dourados da capela, na idealização de Galvão, a capela teria duas torres, mas Frei Lucas conseguiu a construção de apenas uma, e construiu também o cemitério para as irmãs.
O terreno do convento chegava ate as margens do Rio Tamanduateí mas grande parte  foi vendida em 1868.
Em 1902, o recolhimento teve reconhecimento canônico e pôde receber título de mosteiro,e é formado pela capela do Mosteiro, dirigida pela Arquidiocese de São Paulo, sala de distribuição das pílulas de Frei Galvão, memorial de Frei Galvão, Museu de Arte Sacra, Casa do Capelão, convento das Irmãs Concepcionistas e uma loja de artigos religiosos. Na capela do Mosteiro fica o túmulo de Frei Galvão, onde são colocadas preces de fiéis e romeiros.
Em 1943, foi tombado pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), que obrigou  em 1970 a retirada de construções irregulares do terreno e a construção do Museu de Arte Sacra. Sete anos depois, em 1977, foi tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico Arqueológico, Artístico e Turístico (CONDEPHAAT).
Por causa da sua importância religiosa e espiritual, além de histórica, foi declarado como Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO. O Parque do Mosteiro, que é sua parte em jardim, também é tombado, não somente o edifício.
fonte: .museuartesacra vikipedia
foto: vikipedia .museuartesacra




sábado, 28 de janeiro de 2017

 Esquina da rua Xavier de Toledo com a Praça Ramos de Azevedo 
Ano de 1930 -- No centro da foto vemos o prédio que deu lugar ao Edifício João Bricola de propriedade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, mais conhecido como prédio do Mappin.
foto: pinterest. salvo por Bento Bueno




Palacete Tereza Toledo Lara

Rua Quintino Bocaiuva. 22 com saída também para as ruas Direita e José Bonifácio, muitos o confundem com o Palacete Lara, esse na  rua Álvares Penteado,185.
Ficou conhecido como "O Triangulo" o local onde a cidade se inicia, possui 4 andares sendo um subsolo.
Construído em 1910, projetado pelo arquiteto alemão Augusto Fried, que projetou o primeiro casarão da  Paulista, para  Adam Ditrik von Bulow, dinamarquês, acionistas da Companhia Antárctica Paulista, e também do prédio do antigo Colégio Visconde de Porto Seguro.
O térreo do edifício era ocupado por escritórios de advocacia, médicos, dentistas e comércio. O arquiteto francês Victor Dubugras  teve um escritório no local. 
Durante a década de 1930, o Palacete Tereza Toledo Lara passou a abrigar no andar superior a sede da Rádio Record, emissora popular pelas narrações futebolísticas e programas musicais e por apoiar o estado na Revolução Constitucionalista de 1932.
As lojas de instrumentos musicais, "Casa Irmãos Vitale" e a "Casa Bevilacqua", essa a primeira loja de instrumentos musicais da cidade, que mudou para o Palacete Tereza Toledo Lara em 1912, e ainda permanece lá agora com o novo nome "Casa Amadeus Musical"
 As duas lojas de instrumentos musicais e a presença da Rádio Record, fizeram com que o prédio ficasse conhecido como "a esquina musical de São Paulo" nos anos 1940.
As lojas de instrumentos musicais "Casa Irmãos Vitale" e a "Casa Bevilacqua" essa a primeira da cidade, que em 1912 mudou-se para o palacete e ate os dias de hoje permanece la com o novo nome de Casa AmadeusA presença das duas lojas de instrumentos mais a Radio Record, fez que o prédio ficasse conhecido como a esquina musical se São Paulo.
O Palacete Tereza Toledo Lara pertencia ao conde Antônio de Toledo Lara,  fundador da Antárctica, que na época era dono de 15 imoveis no centro, sendo o segundo maior proprietário da região, que o batizou com o nome de sua filha.
Ainda hoje a empresa OTL (Organização Toledo Lara) é responsável por administrar todo seu legado imobiliário.
A proprietária atual do imóvel é Tereza Artigas Lara Leite Ribeiro, bisneta do conde Antônio de Toledo Lara, e passou por processo de restauração da fachada e do telhado, além de passar por outras reformas, como troca de caixa do elevador e modernização da parte elétrica e hidráulica, e é um dos imóveis da Zona de Preservação de Imóveis de Caráter Histórico, Artístico, Cultural e Paisagístico da Área Central de São Paulo, Z8-200 do ano de 1977. O tombamento prevê que toda a área interna e externa do edifício seja preservada devido à sua antiguidade e à sua importância arquitetônica.
O primeiro andar desde o inicio deste ano funciona a "Casa Francisca" a casa de shows, que recebe entre 120 e 150 pessoas.
fontes: vikipedia 1.folha
foto: f.i.uol saopauloantiga vikipedia





Desde o inicio deste ano no primeiro andar funciona a "Casa Francisca" para um publico de 

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Casas de Banho

Difícil imaginar, mas houve uma época em que as casas de São Paulo não tinham banheiro, e não as pobres mas todas!

Apenas no final do século XVIII, com o abastecimento de água um pouco melhor, foram desativados os últimos chafarizes públicos, e ao mesmo tempo criava-se uma limitada rede de esgotos, que eram lançados no Rio Tietê sem nenhum tratamento.

Zica Bergami (1913-2011), compositora de Lampião de Gás, relatando sua infância, conta que “naquela época, só havia toilettes nos grandes palacetes dos bairros ricos. Os menos favorecidos tinham que se arranjar com tinas ou bacias enormes ou, então banhavam-se à noite, nos tanques dos quintais, depois que todos dormiam”.

Nos grandes centros da Europa eram comuns as Casas de Banho,  em São Paulo a primeira casa de banho é inaugurada em fevereiro de 1857, por Carlos Pedro Etchecoin, 

A Casa Banhos de Saúde, na Rua do Carmo,3.  e anunciava “banhos de lavagem ou de vapor, segundo o gosto ou a necessidade de cada um. Mas eram banhos de caráter medicinal, com acompanhamento médico, mas só se tem essa noticia e nada mais.
Algum tempo depois João Luis Etchecoin(será coincidência o sobrenome) e Companhia, proprietários do Hotel Quatro Nações anunciava em 1863 também “banhos de corpo inteiro no dia 15”.

A primeira casa de banhos de caráter não só higiênico, apareceu em 1865. Chamava-se A Sereia Paulista, inaugurada em 28 de setembro de 1865, seu proprietário era Bento Vianna e ficava na Rua São Bento, 1, o imóvel pertencia ao mosteiro de São Bento.

Tinha um poço para abastecimento de água, reservatórios, aquecimento e vários quartos com uma banheira de mármore em cada um. Um dos quartos era adaptado para “banhos de chuva. Na sala da frente, “refrescos finos e bebidas de espírito”. nessa época aparece com propriedade de Henrique Schroeder.

Em 1º janeiro de 1871, um personagem pitoresco adquiriu a Sereia Paulista. Trata-se de José Fischer, um húngaro alto, barbudo e ranzinza que transformou a sala de bebidas em um restaurante e servia bifes à Leipzig, que ficaram popularizados como bifes à cavalo.

Conta-se que era tão ranzinza que não permitia que ninguém falasse mais alto do que ele, e os estudantes da Academia, por gozação, entravam em fila e iam cumprimentando em tom cada vez mais alto e Fischer respondendo ainda mais alto. No final da fila estavam aos berros.

fonte: saopaulopassado
fotos: saopaulopassado
Largo São Bento em 1887 no centro Rua São Bento


Anúncio publicado no jornal O Correio Paulistano de 29-10-1865

Anúncio publicado no jornal A Província de S. Paulo de 21-12-1887

Teatro Municipal da Moóca Arthur Azevedo

Avenida Paes de Barros, 955 Moóca 
Inaugurado em 02 de Agosto de 1952, em homenagem ao poeta e dramaturgo maranhense Arthur Nabantino Gonçalves de Azevedo (1855-1908), que sucedeu a cadeira de Martins Penna na Academia Brasileira de Letras. 
E o preferido por grupos amadores, e já foi considerado um dos teatros mais modernos da cidade, projeto do arquiteto Roberto Tibau, é tombado pelo Conpresp como exemplo de arquitetura modernista em São Paulo.
No saguão está instalado um painel do artista plástico Renato Sottomayor (foto abaixo).
Foi recentemente reformado e modernizado com projeto arquiteta Silvana Santopaolo, do Gerenciamento Técnico de Obras da Secretaria Municipal de Cultura, e passa a contar com recursos técnicos contemporâneos para as companhias e mais conforto para o público, colocando-o no mesmo patamar das principais salas da cidade.
Tem capacidade total de 349 lugares sendo 333 convencionais 4 para obesos 4 para pessoas com mobilidade reduzida e 8 espaços para cadeirantes, fica em um terreno que tem 3 mil metros quadrados, considerando ainda os jardins e o estacionamento com 26 vagas, sendo 5 exclusivas para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, a área reformada é de 1454 metros quadrados e com o prédio anexo a área construída foi ampliada em mais 500 metros quadrados.
fonte: .prefeitura.sp.
fotos: moocapp .prefeitura.sp.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Virado à paulista

A primeira vez que esse prato foi documentado foi em 1602, quando Nicolau Barreto realizou a famosa expedição aos atuais territórios do Paraguai, Bolívia e Peru. 

O explorador Francisco José de Lacerda e Almeida, em seu Diário da Viagem Pelas Capitânias (Typographia de Costa Silveira, São Paulo, 1841), saboreou o prato em 1788 e o chamou de guisado, qualificando-o de “o melhor do mundo”.

Era preciso que o alimento, fosse fácil de  transportar e pudesse ser consumido por mais de um dia, e frio se necessário.

A receita original continha apenas feijão, farinha de milho e pedaços de toucinho.

“Não havia talheres, comia-se com as mãos”, diz Sérgio de Paula Santos, em Memórias de Adega e Cozinha, Editora Senac.

“Estudei o virado à paulista”, diz o escritor gastronômico português Virgílio Nogueiro Gomes, autor do Tratado do Petisco e das Grandes Maravilhas da Cozinha Nacional (Marcador Editora, Lisboa, 2013). “Deve ter influência portuguesa, mas não há receita lusitana que se pareça com ele, lembra vagamente nosso bife com ovo a cavalo, porém este surgiu mais recentemente, nos cafés de Lisboa.”

Os viajantes carregavam farnéis repletos de feijão cozido, habitualmente sem sal, para não endurecer, farinha de milho carne-seca e toucinho, com o chacoalhar da andança, os ingredientes ficavam virados ou revirados, daí o nome virado, comiam frio ou aquecido.

Os paulistas se deleitam com a “sustança” e o sabor de seu prato tradicional. Alguém já estimou em 500 mil o número de virados preparados semanalmente só na capital do Estado, a receita atual manda refogar o feijão já cozido em cebola, alho e gordura; acrescenta-se sal e um pouco do próprio caldo do feijão; mexe-se com farinha de mandioca ou milho; serve-se acompanhado de bisteca ou costeleta suína frita; linguiça frita; banana empanada e frita; ovo estrelado, de preferência com a gema mole; couve cortada em tiras e refogada na gordura; torresmo feito na hora, ruidosamente crocante; e arroz.

A folclorista Maria de Lourdes Borges Ribeiro, no livro Na Trilha da Independência (Campanha de Defesa do Folclore Brasileiro, Rio de Janeiro, 1972), conta que D. Pedro I, na viagem do Rio de Janeiro a São Paulo, na qual deu o Grito do Ipiranga, comeu virado a 17 de agosto de l822 na Fazenda Pau d’Alho, de São José do Barreiro, Vale do Paraíba.
Consagrado nas casas senhoriais do século 19 e transferido para os restaurantes populares dos séculos 20 e 21, o virado é o prato oficial da segunda-feira.

Os bandeirantes levaram o virado para Minas Gerais, onde o prato se converteu no tutu à mineira, o estado vizinho ainda era região a desbravar quando isso aconteceu. portanto, a receita mineira tem ascendência paulista. 

Mas há uma diferença importante. “O uso mineiro mais frequente do tutu é com feijão moído, não em grãos, como o virado”, observa o historiador Ricardo Maranhão, especialista em história da gastronomia e professor da Universidade Anhembi Morumbi, de São Paulo.

fonte: paladar.estadao cantina605. vejasp 
foto: cantina605