sábado, 31 de dezembro de 2016

Maharishi São Paulo Tower

São Paulo Tower, um megaprojeto de uma torre de 510 metros de altura e 108 andares, na realidade um conjunto de 4 edificações formando uma pirâmide, que seria o maior edifício do mundo,a ser construído na região central, no Parque Dom Pedro II, ao lado da Avenida do Estado. próximo ao Mercado Municipal e Palácio das Industrias.

No total, o projeto civil com uma área de 1,2 milhão de m², 50% dos quais seriam desapropriações.

A torre seria formada por 4 edificações, belos jardins, monotrilho, estações de trem e metrô, entre outras benfeitorias.

O projeto realizado pelo escritório que tinha projetado o finado World Trade Center, em NY, e daria vida nova a uma das regiões mais degradadas da cidade o Brás e Pari.

O Brasilinvest, dividia o projeto com o fundo de investimento Maharishi Global Development Found, do ex-guru espiritual dos Beatles, Maharishi Mahesh Yogi, e outros grupos, que investiriam US$ 1,65 bilhão no empreendimento, além do que cerca de R$ 210 milhões em desapropriações onde seria um parque com mais de 1 milhão de metros quadrados que consumiriam cerca de 100 quarteirões do Parque D.Pedro e seu entorno.

Mas as acusações de propina envolvendo a prefeitura da cidade e o desinteresse dos candidatos a prefeitos na época, relatos sobre a cobrança de propina foram discutidos, em Nova York, pelos dirigentes do Maharishi Global Development Fund (MGDF), responsável pelo financiamento de R$ 3 bilhões, e um de seus principais executivos, Benjamin Feldman, chegou a ficar dois meses em São Paulo, a avaliação, era de que, sem apoio da base governista, o projeto não passaria na Câmara: urbanistas ligados à oposição, especialmente ao PT, faziam restrições à proposta.

Com escândalo da máfia da propina, que acuou o prefeito Celso Pitta com ameaças de impeachment, o prédio saiu, então, da agenda oficial.
Os executivos do fundo, em Nova York, viram o tempo passar, gastando, já que toda a fase inicial já tinha consumido R$ 40 milhões.

Com isto a São Paulo perdeu o bonde da história, pois o projeto se executado estaria pronto em 2005, revitalizando uma das áreas mais críticas em degradação quem tinha como ícones ilustres os edifícios São Vito e Mercúrio (os treme-tremes), que só recentemente foram ao chão, e o projeto manteria ícones como o Mercado Municipal, Palácio das Industrias, Casa das Retortas, restauro e conservação de igrejas, centros esportivos, e uma arrecadação só de IPTU em torno de R$ 15 milhões, além investimentos privados próximo a R$ 3 bilhões, além claro, de toda a infraestrutura de transportes e do sistema viário.

E os investimentos foram para cidades do sudeste asiático e da China ajudando a se tornarem as metrópoles do século 21.

fonte: netleland olharpaulistano
foto: netleland folha.uol



Na época, estas eram as maiores construções do planeta..


quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Casa Godinho.
Empório tradicionalíssimo da Cidade de São Paulo.
Fundada em 1888 por um imigrante português chamado José Maria Godinho na Praça da Sé, sendo transferida para a rua Libero Badaró, 340, no Térreo do Edifício Sampaio Moreira, no ano de 1923, onde funciona até hoje.
Toda a arquitetura original instalada, as prateleiras de madeira imbuia duram até hoje e piso de ladrilho hidráulico português originais, a balança de prata que pesa frutas secas e frios, que dentre outros fatores nos dá o título de Patrimônio Imaterial da Cidade de São Paulo.
Em 1995 foi vendida para Miguel Romano que resguardou a tradição e qualidade e bom gosto, resultado disso foi o título recebido em 2012 a "Melhor Empada de São Paulo", premiada pela Revista Veja.
Por resolução, publicada no Diário Oficial do Município no dia 24 de janeiro de 2013, a Casa Godinho foi declarada patrimônio cultural imaterial da cidade pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental de São Paulo (Conpresp), o primeiro estabelecimento comercial a receber esse título em São Paulo.
Em seu rol de clientes constam nomes como de: Assis Chateubriant, Adhemar de Barros, Jânio Quadros, José Ermírio de Moraes, e outros;
fonte e foto: casagodinho

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Vila Esperança
Um carnaval criado por espanhóis?
Foram os imigrantes espanhóis com suas murgas que iniciaram a brincadeira na década de 1920, usando estranhos instrumentos, a Sambomba que se assemelhava a uma cuíca e a Murga que deu nome a brincadeira era uma especie de flauta, de acordo com a publicação “Arte em Revista – Carnaval de Vila Esperança”, o primeiro conjunto foi a “La Murga del Tio Curro”. Curro era o chefe do grupo.
Outra tradição que começou na Vila, na década de 40, foi a batalha de confete.
Com o tempo a festa foi se transformando e surgiram vários grupos: Escola de Samba do Nenê, R.U.V.E, Sociedade Amigos de Vila Matilde, Estrela D’Alva Futebol Clube, C.A. Guarani, Bloco do Morro e A.A. 5 de Julho, algumas existem ate hoje sendo a mais conhecida a "Nenê de Vila Matilde".
As ruas Padre Olivetanos, Maria Carlota e Atuaí eram usadas pelos foliões uma verdadeira multidão acompanhava os carros alegóricos, e vinham pessoas de vários bairros de São paulo e ate de cidades próximas.
Hoje passados quase 100 anos o carnaval da Vila é o mais antigo e tradicional da cidade de São Paulo, é o segundo maior em quantidade de público, abaixo apenas do desfile do Anhembi, e nele, desfilam escola dos grupos Três e de Acesso.
Em 1968, Adoniran Barbosa escreveu a musica "Vila Esperanca.
https://youtu.be/x0qKFtjb4PA
fontes: culturaleste, saopauloantiga, acervo.estadao.
fotos: sãopauloantiga(Arte em Revista) acervo.estadao



terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Dona Yayá
Sebastiana de Melo Freire.


Senhora da alta sociedade brasileira, membro de uma das mais importantes famílias do interior paulista (Mogi das Cruzes)
Filha de Josefina Augusta de Almeida Melo e Manuel de Almeida Melo Freire, empresário, fazendeiro, e político importante no estado de São Paulo.
Teve uma vida marcada por tragédias:
Ainda menina uma de suas irmãs morre asfixiada aos três anos de idade.
Algum tempo depois, outra irmã falece de uma infecção por tétano, aos treze anos.
Em 1899, morre sua mãe e, dois dias depois, seu pai, passa a ser tutorada, junto com seu irmão Manuel de Almeida Melo Freire Júnior, por Albuquerque Lins, futuro presidente do estado de São Paulo, e vem morar em São Paulo e passa a estudar no Colégio Sion e seu irmão na Faculdade de Direito do Largo São Francisco.
Em 1905, nova tragédia: Manuel, que ja era diagnosticado com doença mental, atira-se ao mar durante uma viagem a bordo de um navio com destino a Buenos Aires.
Com sua morte, Yayá torna-se a única herdeira dos Melo Freire e dona de uma vasta fortuna.
Residia em um palacete na Rua Sete de Abril, onde, hoje, se erguem a Galeria das Artes e a Galeria Sete de Abril, que dão passagem para a Praça Dom José Gaspar, e também para a Biblioteca Mário de Andrade e onde recebia seus amigos, promovia saraus e mantinha um estúdio completo de fotografia, e rejeitava todos os seus pretendentes, por considerá-los interesseiros, e mantinha uma afeição não correspondida pelo aviador Edu Chaves.
Em 1918, manifestam-se os primeiros sintomas de sua doença mental, que se segue uma tentativa de suicídio, no ano seguinte. Yayá é internada em um sanatório, pois sua residência na Sete de Abril era considerada inadequada para isolá-la, então em 1925, seus tutores adquirem um casarão no bairro do Bixiga, na época era afastado do centro de São Paulo.
Embora com recursos financeiros para o tratamento, submetida aos cuidados dos maiores especialistas, como Juliano Moreira e Franco da Rocha, pioneiros da psiquiatria brasileira, a doença de Yayá progride continuamente conhecida hoje como psicose esquizofrênica.
Yayá permaneceu isolada em seu casarão no Bixiga por 36 anos o imóvel foi todo adaptado para o seu tratamento, dos banheiros às janelas inquebráveis, que só abriam do lado de fora.
Além dela, ocuparam o casarão sua amiga Eliza Grant, seu enfermeiro, uma prima e os criados. A última reforma ocorreu em 1952, quando se construiu o solário, onde a enferma ficava ao ar livre. Dona Yayá faleceu em 1961, no Hospital São Camilo.
Sem herdeiros, a fortuna de Dona Yayá foi passada à Universidade de São Paulo em 14 de janeiro de 1968.
O patrimônio deixado compreendia o casarão do Bixiga, hoje chamado Casa de Dona Yayá, na Rua Major Diogo, 353 sede do Centro de Preservação Cultural da universidade, 27 casas na rua do Hipódromo, 8 na rua Piratininga, 6 na Visconde do Parnaíba, um edifício na rua que leva o nome de sua família, Mello Alves, outro na rua Augusta, parte do edifício Veneza, uma chácara de 36 alqueires em Mogi das Cruzes, onde hoje se encontra o Centro Cívico da cidade, além de inúmeros outros imóveis, terrenos, contas bancárias, títulos e outros bens.
Na ocasião, o reitor da universidade, Hélio Lourenço de Oliveira, comprometeu-se a "prestar modesta homenagem à memória da falecida, cujo sacrifício favoreceu a mocidade estudantil desprovida de recursos que demanda os diversos cursos universitários", acrescentando que "A USP cuidará do patrimônio com a responsabilidade que lhe cabe e fará com que ele sirva aos estudantes tanto quanto não pôde servir à desditosa interdita"

fontes e fotos: paulistando. vikipedia USP




Edifício Matarazzo, Palácio do Anhangabaú

(Banespinha)

Viaduto do Chá, 15

Vale do Anhangabaú, e Viaduto do Chá. É famoso também por seu jardim, localizado no último andar do edifício com mais de 400 espécies vegetais e um pequeno lago com carpas.
Projetado por arquitetos do escritório Severo e Vilares, com supervisão do arquiteto italiano Marcello Piacentini (conhecido como o “arquiteto de Mussolini”).
Com 14 andares e 27.800 m² de área construída foi inaugurado no final da década de 1930.
As paredes do espaço de entrada, são revestidas em mármore travertino, dando uma aparência luxuosa ao local.
Foi sede das Indústrias Reunidas F. Matarazzo desde sua inauguração, na década de 1930, até 1972, quando foi vendido ao Grupo Audi.
Por acordo com o Banespa em 2004, , o edifício foi cedido à prefeitura como parte da negociação da divida de R$ 885 milhões que a extinta CMTC tinha com o banco, até então proprietário do prédio e ficou acordado que o município passaria a dever R$ 156 milhões, a serem pagos em quatro anos para o novo Banco Santander Banespa, que em contrapartida ganhou o direito de competir pelas contas dos funcionários públicos.
Hoje e sede da administração municipal.
fonte: vikipedia cidadedesaopaulo
foto: vikipedia

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

São Paulo já teve a sua Torre de Pisa?
Não tão famosa como a original, hoje em dia ninguém mais se lembra que ela existiu, teve vida curta durou apenas 25 anos, edificada em 1874 e demolida em 1900, não era bonita e sim antiquada e pesada, mas tão inclinada quanto e de Pisa, como vê nesta rara foto de Aurélio Becherini.
Era no Parque da Luz e tinha cerca de 20 metros de altura sendo a edificação mais alta da cidade.
Na época o paulistano já gostava de colocar nomes populares e ela ficou conhecida como o "Canudo de João Teodoro" em homenagem ao Presidente da Província na época João Teodoro Xavier de Matos.
Alguns dizem que que era apenas um Mirante outros que em seu topo funcionou um Observatório Meteorológico, mas no acervo fotográfico da Casa da Imagem, onde a foto está arquivada, a informação que consta é que se tratava de uma caixa d’água.
Foi demolida pelo prefeito Antônio Prado, dizem que foi para ofuscar em imponência com a torre da estação da Luz,que estava sendo construída ali em frente, mas não deve ter sido isso. acredito que foi demolida porque ia cair mesmo, torta daquele jeito.
Cem anos depois de sua demolição ela voltou a aparecer no ano 2000, durante obra no parque, operários esbarraram em umas pedras e verificou-se que eram as fundações da torre.
fonte e foto: quandoacidade

sábado, 24 de dezembro de 2016

A Pinacoteca do Estado de São Paulo
Jardim da Luz - Av. Tiradentes
Fundada em 1905 pelo Governo do Estado de São Paulo, o mais antigo museu de Artes de São Paulo e esta instalado no antigo prédio do Liceu de Artes e Oficios, projetado no final do século XIX pelo escritório do arquiteto Ramos de Azevedo, no final da década de 1990 sofreu ampla reforma conduzida por Paulo Mendes da Rocha, tornou-se mais dinâmica.
Seu acervo foi formado com a transferência, do então Museu do Estado, de 20 obras artistas como Almeida Júnior, Pedro Alexandrino, Antônio Parreiras e Oscar Pereira da Silva.
Hoje seu significativo acervo, conta com cerca de onze mil obras.
Desde 2006, a Pinacoteca é administrada pela APAC – Associação Pinacoteca Arte e Cultura, que administra também a Estação Pinacoteca, instalado no antigo edifício do DOPS,
As origens da Pinacoteca do Estado estão associadas à criação do Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo. Este, por sua vez, é fruto de um contexto de profundas modificações sociais, políticas e econômicas que operavam em São Paulo na segunda metade do século XIX, que será abordada em outra postagem.
fonte: .pinacoteca vikipedia.
foto de 1905: acervo usp

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Maria Esther Bueno.
Nascida e criada no Bairro da Ponte Pequena(Armênia) em São Paulo, em 11 de outubro de 1939, venceu dezenove torneios do Grand Slam (7 na categoria simples; 11 em duplas femininas; 1 em duplas mistas),para Federação Internacional de Tênis, foi a nº 1 do mundo em 1959, na categoria individual feminina.
O International Tennis Hall of Fame também a incluiu como a melhor tenista do mundo, em 1964 e 1966.
Conhecida pela sua elegância no estilo de jogo e pela potência do serviço.
Seu nome consta do Livro dos Recordes: na final do US Open de 1964, venceu a americana Carole Caldwell Graebner, em apenas 19 minutos.
Iniciou sua carreira no tênis em 1950, no Clube de Regatas Tietê, e em pouco mais de 20 anos colecionou 589 títulos internacionais com destaque para os torneios individuais de Forest Hills em 1959, 1963, 1964 e 1966, e os de duplas de 1960, 1962 e 1968, Wimbledon, na Inglaterra, em 1959, 1960 e 1964,e os de duplas em 1958, 1960, 1963, 1965 e 1966, o Aberto da Itália em 1958, 1961 e 1965, em 1960, jogando em dupla,
Em 1963, nos Jogos Pan Americanos de São Paulo, esperava conquistar 3 ouros Mas foi mordida por um cachorro que ganhou de uma amiga e teve um de seus dedos da mão direita rasgados mas mesmo assim ganhou Ouro no individual e Prata nas duplas (feminina e mista).
Por causa de uma contusão no braço direito encerrou sua carreira em 1967 e só voltou a jogar no final da década de 1970, mas sem destaques em vista das diversas cirurgias que foi submetida.
Em novembro de 1978, foi homenageada com a inclusão de seu nome no exclusivíssimo International Tennis Hall of Fame, numa cerimônia realizada no Hotel Waldorf-Astoria, de Nova York. e ganhou sua estátua de cera no famoso museu londrino Madame Tussauds.
No Aberto dos Estados Unidos de 2006(Que havia vencido por 4 vezes),foi homenageada junto com Billie Jean King
foto: curtatenis
fonte: wikipedia

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

A lenda do Condor.
Lenda urbana da memória paulistana diz que dá sorte a quem toca o seu dedo da mão esquerda da escultura intitulada "O Condor", como essa crendice popular se propagou não se sabe mas o estado de desgaste em que se encontra esta parte da escultura e uma comprovação dessa crendice e a tradição de passar a mão sobre o dedo da estátua prossegue firme. "Vai que dá certo"...
A estátua, O Condor retrata uma figura masculina localizada na Praça Ramos de Azevedo, foi inspirada no principal personagem da ópera homônima, escrita pelo músico Carlos Gomes.
Localizada em uma escadaria que da acesso ao Vale do Anhangabaú, ao lado do Teatro Municipal e esta inclinada sobre o corrimão do lado direito de quem desce.
E parte de um conjunto escultórico realizado pelo arquiteto italiano Luiz Brizzolara, em 1922, intitulada Fonte dos Desejos " que inclui a estátua do músico Carlos Gomes e mais 12 esculturas em mármore, bronze e granito, representando a música, a poesia e alguns dos personagens das óperas mais famosas do compositor brasileiro.
E uma homenagem da comunidade italiana ao Centenário de Independência do Brasil, comemorado naquele ano. A peça foi feita em bronze (2,22m x 1,36m x 1,20m).
O vandalismo que impera no centro velho de São Paulo foi a causa alegada para o sumiço do dedo em 2010, foi devolvido em 2012 por um morador da Cidade de Taubaté(Vale do Paraíba) que alegou o ter achado em cima de outra estatua na mesma praça Ramos em 2010 e recolocado por funcionário da PMSP.
fotos: 1- G1 2- estadao
fonte: al.sp G1.

Cemitério Consolação.

O 1º cemitério público da cidade, fundado em 10 de julho de 1858 e inaugurado em 15 de agosto de 1858 com o nome de Cemitério Municipal em uma área de 76.340 m².
O objetivo era evitar epidemias e melhorar a salubridade, pois antes os mortos eram sepultados no interior das igrejas.
Inicialmente era para ser construído ao lado da igreja da Consolação pois acreditava-se que os arredores das igrejas eram solo sagrado e isso ajudaria a se chegar a paraíso, mas a ideia não vingou e dois novos endereços foram sugeridos: o bairro da Luz no ano de 1832 e Campos Elísios.
. No ano de 1855, Carlos Rath,o escolhido para liderar o projeto, cria um novo estudo levando em conta a altitude da região da Consolação, a direção dos ventos dominantes e a qualidade do solo ali existente, concluindo que a atual localização era melhor local para a construção do cemitério público.
N o túmulo da Marquesa de Santos, existe uma placa dizendo que ela doou a área para a construção do cemitério, a verdade e que a doação consistiu apenas de parte do dinheiro necessário à conclusão da capela e algumas benfeitorias para a inauguração.
Nos primeiros anos eram sepultados no mesmo cemitério os escravos, que algum tempo depois foram transferidos do cemitério dos Aflitos.
O cemitério, que é tido por muitos como um museu a céu aberto reunindo cerca de mais de 300 obras de arte de escultores como Victor Brecheret, Celso Antônio Silveira de Menezes, Nicola Rollo, Luigi Brizzolara e Galileo Emendabili e do arquiteto Ramos de Azevedo.
O destaques é o colossal mausoléu da família Matarazzo, o maior da América Latina, que do subsolo ao pico possui 25 metros de altura, o tamanho aproximado de um prédio de 6
andares,ocupando uma área de 150 m2 com obras em bronze de Luigi Brizzolara, segundo alguns jornalistas da época o custa da construção foi o mesmo do Hospital Umberto I.
Estão sepultados la, artistas, mecenas, políticos, filantropos, empresários, e profissionais liberais que fizeram parte da historia de São Paulo e do Brasil.
fonte e fotos: wikipedia.


terça-feira, 20 de dezembro de 2016

O Politico que mudou "São Paulo"
Francisco Prestes Maia (Amparo SP 1896 - São Paulo SP 1965).
Engenheiro civil, arquiteto e urbanista. Forma-se engenheiro arquiteto pela Escola Politécnica de São Paulo - Poli, em 1917.
Em 1918, é nomeado engenheiro da Secretaria de Viação e Obras Públicas, tornando-se diretor de Obras Públicas - DOP.
Em 1924 e contratado como professor interino da Poli e leciona desenho geométrico e à mão livre, desenho arquitetônico e esboço do natural e desenho de perspectiva.
Ainda em 1924 desenvolve estudos sobre o sistema viário e o
sistema de transportes de São Paulo, baseando-se "Perímetro de Irradiação"(um anel de circulação viária inspirado nos estudos de Eugène Hénard), proposto pelo engenheiro Ulhôa Cintra.
Em 1927 se torna docente titular da Poli mas 10 anos depois uma lei proibindo acumulo de cargo deixa a escola para se dedicar somente a secretaria.
Apresenta, em 1930, um plano geral para São Paulo baseado em avenidas radiais e perimetrais, "Estudo de um Plano de Avenidas para a Cidade de São Paulo", que é premiado no 4º Congresso Pan-Americano de Arquitetos no Rio de Janeiro,funda o Instituto Paulista de Arquitetos, sendo seu vice-presidente no primeiro biênio 1930-1931.
Colabora na fundação da Sociedade Amigos da Cidade em 1935,
e torna-se seu primeiro presidente, entidade que reivindica a implantação, ainda que parcial, do Plano de Avenidas.
Em 1938 e nomeado Prefeito de São Paulo pelo interventor Ademar de Barros e permanece no cargo ate 1945, e executa as obras previstas no plano, como, por exemplo, as avenidas Nove de Julho, a Radial Norte, depois chamada Prestes Maia, eixos viários que compõem o "Sistema Y" e estruturam o crescimento da cidade.
Inicia a retificação do Rio Tiete, e autoriza as desapropriações para a execução das avenidas marginais.
Em 1939, diante da não renovação do contrato com a Light detentora do monopólio de transporte cria a comissão e Estudos de Transportes Coletivos, que resulta na Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos, CMTC, em 1946.
Em 1941, ainda na prefeitura, propõe alterações no Código de Obras do Município em relação às edificações da zona central. De 1941 a 1942, faz parte da diretoria do Instituto de Engenharia.
Em 1946, deixando a Prefeitura retorna ao DOP e seu escritório, elaborando planos para Santos, Campos do Jordão, Campinas, Recife, entre outras cidades.
Em 1950, concorre ao governo do Estado de São Paulo pela União Democrática Nacional, UDN ficando em ultimo lugar,em 1954 concorre novamente ao governo do Estado, desta vez obtém o terceiro lugar.
Em 1956, Projeta com equipe o "Anteprojeto para um Sistema de Transporte Rápido"(Metro) para a Cidade de São Paulo, cuja implantação e vetada pela Câmara Municipal.
Em 1961, é novamente candidato à prefeitura sendo eleito com grande vantagem,propõe novas medidas para sanear as finanças do município e retoma o projeto do metropolitano e projetou e abriu as avenidas Duque de Caxias, Nove de Julho, Ipiranga, Conceição, Vieira de Carvalho, São Luís, Anhangabaú(Prestes Maia)promoveu e atacou as obras da avenida. Itororó(23 de Maio),as praças Roosevelt e Clóvis Beviláqua.
Construiu a ponte das Bandeiras, a Biblioteca Municipal, a Galeria Prestes Maia, alargou a rua da Liberdade deu prosseguimento a construção do Estádio Municipal da Prefeitura(Pacaembu).
Iniciou a construção de numerosas pontes, como as Pontes do Piqueri e Cruzeiro do Sul, sobre o Tietê, o viaduto Pacheco Chaves, Vila Matilde, Azevedo, Pirituba, Vergueiro,
Paraíso, São Joaquim sobre o Córrego da Traição, o viaduto Aeroporto e o viaduto sobre a avenida República do Líbano.
Incentivou a Cultura através de uma rede de bibliotecas e parques Infantis na periferia.
Lutou pela mudança do artigo 20 da Constituição Federal, a fim de que o município pudesse receber,
em retorno 30% do excesso de arrecadação estadual.
fontes: enciclopedia.itaucultural Wikipedia
foto: prefeituraSP

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Agência Central dos Correios São Paulo.

O prédio histórico onde está o Correio central de São Paulo no Vale do Anhangabaú, coração do centro antigo da cidade, tem 15 mil m² de área construída, sua construção começou em 1919 e a inauguração ocorreu três anos depois, como parte das comemorações do Centenário da Independência,
Um ponto marcante na paisagem urbana da capital Paulista e fez com que a Praça Pedro Lessa ficasse mais conhecida como "Praça do Correio".
Projetado pelos arquitetos Domiziano Rossi e Felisberto Ranzini do escritório Ramos de Azevedo, foi inaugurado em 20 de outubro de 1922.
O rei Alberto I da Bélgica esteve presente na cerimonia de lançamento da Pedra Fundamental em 7 de outubro de 1920.
Desde 2012, o imóvel e tombado pelo Departamento do Patrimônio Histórico (DPH) em um processo que tratou toda a região do Vale do Anhangabaú.
Trata-se, portanto, de um dos mais significativos conjuntos da arquitetura do início do século XX em São Paulo.
Foi construído na área onde ficavam o Hospital Militar e Mercado de São João,
Em 2013 foi inaugurado no local sob o nome de "Centro Cultural Correios São Paulo", com exposições e outras manifestações artísticas gratuitas.
fonte: Wikipédia
foto: blogdopatio 1938

sábado, 17 de dezembro de 2016

Villa Harding / Palacete do Fidalgo.
Av. Tucuruvi.
Em 1903, o inglês William Harding que veio ao Brasil trabalhar na implantação da ferrovia, comprou algumas terras (fazenda Itaquaravi) e formou um pequeno núcleo de povoamento (um dos bairros recebeu na época o nome de Parada Inglesa, porque havia ali um ponto do trenzinho).
Em 1912 contratou João Fidalgo para construir em uma área de 7000M2 a Villa Harding, uma construção imponente que era casa e escritório. O palacete ficava no topo de uma colina e tinha uma vista privilegiada da cidade em pleno desenvolvimento.
Anos depois Harding vendeu a mansão para João Fidalgo que se tornara um grande empresario no ramo da construção civil.
Fidalgo era pessoa muito popular e formou uma Banda "Furiosa” ou “Banda do Fidalgo” que tocava nas tardes de sábado e domingo no coreto do Palacete, e tinha vários empreendimentos no bairro inclusive um cinema.
Infelizmente foi demolida no final da década de 70; e após quase sete anos, em seu lugar foi construído a praça Arquiteto Flávio Império que teve curto período de existência e acabou dando lugar ao prédio que abriga hoje a sede da Subprefeitura Santana/Tucuruvi.
fonte: sao-paulo.estadao saopaulominhacidade
foto: Tucuruvi Antiga(Facebook)

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

O Palacete Santa Helena.
Praça da Sé.
De Propriedade de Manuel Joaquim de Albuquerque Lins, ex-presidente do Estado de São Paulo.
Idealizado por Giacomo Corberi, ele redesenhou a fachada com aumento do 4º andar e inseriu o cine-teatro, posteriormente outras alterações foram realizadas pelo arquiteto Giuseppe (José) Sachetti, referentes ao desenho da fachada e aos três pavimentos adicionais.
A construção foi encomendada a família Asson na década de 20 e dirigida por Manuel Asson, com a morte de Manuel no mesmo ano seus filhos Adolfo Asson e Luís Asson se tronaram responsáveis, sendo que Adolfo faleceu durante a construção.
Considerado um Arranha Céu era um prédio destinado ao comércio e serviços tinha lojas no térreo, subsolo e sobrelojas e 276 salas comerciais.
Projetado para ser um hotel, foi substituído por escritórios e um cine-teatro.
Equipados com elevadores Graham(anunciados como sendo de alta tecnologia)
Cine Teatro decorado pelo artista italiano Adolfo Fonzaris, tinha o mesmo nome do Palacete e ocupava 3 andares da área central e dispunha de camarotes no mezanino e uma galeria no piso superior, suas máquinas de renovação do ar tinham a capacidade de 160 metros cúbicos por minuto, revelando-se pioneiro em diversos aspectos(Segundo levantamento feito pela Companhia do Metropolitano, por ocasião da avaliação do prédio na década de 70, foi revelado que sua construção final tinha 36 frisas e 42 camarotes e o noticiário da época dá conta de que a lotação do teatro correspondia à ocupação de 1500 lugares), e no subsolo o salão de festa projetado foi transformado em outra sala de cinema o Cinemundi.
A inclusão do cine-teatro no projeto representava uma nova aposta na movimentação cultural, coincidindo com a Semana de Arte Moderna de 1922.
Com toda essas opções em um único local tornou-o o primeiro edifício multifuncional da cidade de São Paulo.
O Palacete foi concluído em 1925, alguns meses antes da morte de seu proprietário.
O palacete que foi idealizado para a elite paulistana sofreu com a decadência do centro velho e nas décadas de 30 ate 50 serviu de abrigo a diversos sindicatos e outras organizações de esquerda vinculadas ao partido comunista como Centro Juvenilista da Aliança Nacional Libertadora (ANL) e Juventude Popular, Estudantil e Proletária lideradas por Jorge Amado e Carlos Lacerda.
Em 1935, a ANL preparava o Congresso Juvenil Comunista, o DOPS (Departamento de Ordem Política e Social), invadiu o edifício Santa Helena e prendeu várias pessoas esta passagem ficou conhecida naquela época como “A Batalha da Sé”.
Paralelo a isso era comum a circulação de artista renomados que chegaram a formar o chamado Grupo Santa Helena: Aldo Bonadei (1906-1974), Alfredo Rullo Rizzotti (1909-1972), Alfredo Volpi (1896-1988), Clóvis Graciano (1907-1988), Fulvio Pennacchi (1905-1992), Humberto Rosa (1908-1948), Manoel Martins (1911-1979), Mário Zanini (1907-1971) e Rebolo Gonsales (1902-1980).
Dividido entre os herdeiros de Manuel Joaquim de Albuquerque Lins e Helena de Sousa Queiróz, e no auge da crise dos aluguéis e da Lei do Inquilinato de 1942, foi vendido ao IAPI (Instituto de Aposentadorias e Pensões dos Industriários) em 1944.
Suas salas de cinema passaram a exibir produções baratas e os conjuntos de escritórios eram alugados para os ocupantes mais diversos. Um deles ofereceu um curso de madureza, o Educabrás, que ocupou parte do edifício nos anos 60, até a sua demolição.
O Palacete Santa Helena começa a ser demolido na tarde do dia 23 de outubro de 1971 e, depois de 117 dias de marretadas, some do cenário da cidade de São Paulo.
fonte: saopaulominhacidade netleland skyscrapercity