quarta-feira, 4 de março de 2020


Lapa

Bairro nobre situado na zona oeste do município de São Paulo.

As origens da Lapa remontam aos primórdios do povoamento de São Paulo de Piratininga.

No ano de 1561, os jesuítas ganharam uma sesmaria na região. terreno  banhado pelo Rio Embaçava, atual Rio Pinheiros, Embaçava, que significa "lugar por onde se passa" na língua dos índios Goitacases.

Por volta de 1743, na Fazendinha da Lapa onde os jesuítas eram obrigados a rezar uma missa anual  a Nossa Sra. da Lapa. em troca das terras, mas devido a falta de mão de obra e o terreno ser muito acidentado, os religiosos abandonaram o local, se mudando para a Baixada Santista.

Em 1765, toda a paragem de Emboaçava continha apenas 5 casas com 31 habitantes.

Em 1805 em razão das péssimas condições da ponte sobre o Rio Pinheiros todo o movimento de tropas da rota que ligava a Vila de Itu a São Paulo e litoral foi desviado para a ponte do Sítio do Coronel Anastácio de Freitas Troncoso.

Só no final do seculo começaram a chegar imigrantes vindos principalmente do norte da Itália, destacando-se os tiroleses,  depois chegaram também muitos vindo de Veneza. 

Também, houve imigração de  portugueses, espanhóis, franceses e ainda de  sírios e libaneses, a maioria eram comerciantes, profissionais liberais, artesãos, sapateiros ou alfaiates.

Nas denominações das ruas se nota a forte influencia italiana exemplos "Roma, Coriolano, Cipião"

As primeiras fábricas a chegarem foram as olarias, instaladas nas proximidades do rio Tietê, com a construção da Estrada de Ferro São Paulo Railway e de suas oficinas no ano de 1867, no lado oeste da cidade, a única estação implantada era a de Água Branca, mais pouco tempo depois foi aberta uma parada simples, próximo à ponte do sítio do Coronel Anastácio, para atender a população do então incipiente bairro da Lapa, com isso o bairro se tornou industrial, com a implantação de grandes industrias como Vidraria Santa Marina,  Martins Ferreira, e os frigoríficos Armour, Bordon, Swift e Wilson. 

A novas industrias trouxeram operários e técnicos ingleses, croatas, lituanos, poloneses, russos e húngaros, que passaram a serem moradores do bairro.

Neste período, a Lapa começava a apresentar os elementos que a definiriam como bairro urbano da cidade de São Paulo, as pequenas propriedades rurais da região começaram a ser loteadas, surgindo assim, Vila Romana, o Grão Burgo da Lapa, na "Lapa de Baixo", Vila Leopoldina (onde concentrou grandes indústrias, principalmente do ramo metalúrgico), Vila Hamburguesa e Anastácio.

Com a chegada dos bondes que vinham do centro até a rua Guaicurus, desenvolveu-se o comércio na "Lapa de Cima" principalmente nas ruas Dr. Cincinato Pomponet, 12 de Outubro e adjacências.

A partir de 1920 a Cia City realizou os loteamentos do Alto da Lapa e Bela Aliança. 

Sendo ligação entre os bairros e municípios da Zona Oeste, a Lapa viu crescer um comércio que se tornou um dos mais importantes da cidade. 

A partir de 1943, com a inauguração da rodovia Anhanguera, o bairro sofreu grandes transformações, acelerando-se novamente o crescimento comercial, em 1954 foi criado o Mercado Municipal no mesmo local onde se realizava a maior feira livre da capital. 

O vertiginoso crescimento pelo qual passou o bairro da Lapa nestes últimos 50 anos proporcionou-lhe muitas melhorias, visto ser hoje um dos bairros mais bem servidos de infra-estrutura urbana.

Fonte: prefeitura.sp/Lapa wikipedia

Fotos:Jose Muniz  Michael Ambriola 
pinterest. saopaulosao.   

Rua Afonso Sardinha em 1910


Praça no alto da Lapa em 1928
Rua 12 de Outubro década de 1950.
Vidraria Santa Marina e ferrovia, cerca de 1918. Foto: Acervo / PMSP.
Mercado na década de 1970. Foto: Oswaldo Jurno / Estadão.


Praça Coronel Cipriano de Morais,
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Visão Noturna
Paróquia Nossa Senhora da Lapa

terça-feira, 3 de março de 2020

Figueira das Lágrimas


Estrada das Lágrimas, números 515 a 537, no bairro do Sacomã, que no século XIX ainda era Ipiranga.

Grande, bela e poderosa, que proporciona ótima sombra, uma árvore nobre, "das Lágrimas" não é designação popular de alguma espécie de figueira, mas sim uma referência aos sentimentos manifestos por diversos habitantes da cidade de São Paulo que, despediam-se de amigos e parentes e seus filhos que partiam para lutar na Guerra do Paraguai.

A árvore, tão simbólica, é uma figueira nativa da família botânica Moraceae, espécie Ficus organensis mas sobre seus galhos se sobrepõe os de outra figueira, exótica, que nasceu a seu lado, do gênero Ficus benjamina. São duas figueiras que coabitam o mesmo espaço.
 A figueira Benjamina brotou ali no ano de 1977, quando a outra agonizava e estava prestes a ser derrubada, acreditando tratar-se de um broto da mesma árvore, agentes da prefeitura hesitaram em derruba-la, e ela foi poupada do corte iminente e se recuperou. 
Sobre isso, em janeiro de 1978 a Revista Claudia nº 196 publicou o artigo que segue, parcialmente transcrito:
"... Neste ano a figueira foi condenada. Seus galhos pendiam, perigosamente, sobre casas e pessoas da estrada. A data da morte dependia, apenas, de uma assinatura; estava escrito que todos os esforços seriam inúteis para salvar sua vida. Mas a Secretaria das Administrações Regionais em vez de ordenar o corte, resolveu esperar, consultar autoridades. Uma atitude nova, onde, até meses atrás, qualquer árvore poderia ser derrubada sem dó nem piedade. Nesse sentido, para seu salvamento, viu-se o milagre: de um de seus galhos nasceu, firme, desesperada, uma raiz que alcançou a terra. E essa raiz fará renascer a velha Árvore das Lágrimas...
A árvore desempenhava o papel de marco de entrada e saída da capital paulista, pelo lado sul, e á era conhecida desde o século XVIII.
A seu lado havia um rancho para descanso de tropeiros que vinham, ou iam para Santos. Dizem que Dom Pedro I descansou à sua sombra, em 1822, quando estava a caminho da declaração da Independência do Brasil.
Joaquim José de França Júnior Advogado, jornalista e pintor em um artigo no jornal O Estado de São Paulo, de 22/08/1909 fala sobre a figueira e um costume que se existia e tornou-se tradição dos alunos da Faculdade de Direito do Largo São Francisco.
"Havia à beira do caminho, duas léguas distante da cidade, uma arvore, depositaria das mais poéticas tradições. Sob sua copa frondosa reuniam-se bons companheiros e amigos para trocarem abraços na despedida. Quem ha por ahi daquella época que não se recorde com saudade da “ÁRVORE DAS LÁGRIMAS?” De quantos poemas não foi ella testemunha! Alli, com os olhos humidos ao deixar S. Paulo, disse o último adeus a esses bons camaradas, entre os quaes contava alguns amigos sinceros.
Em 1864 no início a Guerra do Paraguai, era ao lado da figueira que as mães, chorosas, se despediam dos filhos que seguiam para a guerra, motivo que levou a árvore a ficar conhecida como Figueira das Lágrimas.
A partir de 1867 a São Paulo Railway Company inaugurou a estrada de ferro ligando a capital ao litoral, a Figueira das Lágrimas passou por um período de esquecimento que perdurou até o início do século XX, porque as despedidas passaram a ocorrer na plataforma da Estação da Luz.
Em 1895, os franceses, Antoine, Ernest e Henry Sacoman, adquiriram aquelas terras e montaram a  Cerâmica Sacoman Frères – Ipiranga, a Figueira das Lágrimas ficava nessas terras.
Em 1909 a arvore foi mutilada talvez com a intenção de se construir no local o que gerou revolta da população que pediu intervenção da prefeitura para sua preservação, sensibilizados com os apelos populares, os proprietários da  Sacoman Frères  em dia 25 de agosto de 1910 manifestaram intenção de doar à municipalidade o terreno de 100 m² onde a árvore estava. 
A intenção de doação foi apresentada à Câmara de Vereadores em 27/08/1910, pelo vereador Mário do Amaral, no Projeto nº 42. Quase um ano depois, em 26/05/1911, pela Resolução nº 15, a Câmara autorizou a Prefeitura a receber a doação, foram mais nove anos até que a escritura fosse lavrada, o que aconteceu em 05/02/1920, depois disso, construiu-se um muro com grades em torno do terreno e colocou-se uma placa de bronze com a seguinte inscrição:
“Sou a árvore das lagrimas e das saudades. Sob minha sombra, corações sem número separaram-se afflictos. Aguias académicas, portadoras do saber, confiantes voaram para a vida. Represento passado glorioso. Recordo suaves tradições da brumosa paulicéa. Vi e admirei, vejo e admiro, hei de vêr e admirar a vertiginosa marcha triumphal do progresso paulistano. Viandante que me contemplas, descobre-te!”
No dia 20 de setembro de 1989, pelo Decreto nº 30.443, a figueira foi declarada Patrimônio Ambiental do Estado de São Paulo onde, de acordo com o artigo nº 16, ela fica imune de corte em razão de sua beleza e raridade.
Triste lembrar que alguns jornalistas  quando dela lembravam, era para descreve-la como empecilho ao desenvolvimento urbano.
Em 26 de julho de 2001, técnicos da prefeitura removeram tecidos necrosados do tronco da Figueira organensis. Em 2011, funcionários da prefeitura realizaram serviço de poda do Fícus Benjamina, removendo galhos que atravessavam e se sobrepunham a copa do exemplar Fícus Organensis. Também foi feita a adubação do solo.
Em 2016, a Figueira das Lágrimas foi tombada pelo CONPRESP, conforme Resolução nº 06.
Em 11/07/2019, o muro original que cercava o terreno onde ela se encontra, foi derrubado por uma obra da prefeitura que visava a revitalização do local.
A placa de bronze já havia sido roubada, provavelmente por conta do alto valor do metal, mas a árvore continua recebendo alguns cuidados das autoridades locais e o carinho de alguns paulistanos.
Em 2017 um "clone" da Figueira foi plantada na Praça da Paz no Parque Ibirapuera, produzido pelo Instituto de Botânica da USP.“Essa árvore é uma raridade que deve ser preservada. A Secretaria do Verde e do Meio Ambiente irá ajudar a recuperar a original e cuidar dessa nova muda, promessa do secretario.
Fonte: wikipedia Vejasp Ipiranganews
Fotos: 
Ricardo Domingues Pôssas, São Paulo Antiga Ipiranganews  


Coleção Martin Jayo. Cartão-postal da Figueira das Lágrimas mutilada por golpes de machado. 1909. 

 Acervo O Estado de S. Paulo; Acervo Fotográfico do Museu da Cidade de São Paulo.
À direita, cópia de exemplar d’O Estado de S. Paulo, 22 ago. 1909. À esquerda, cópia de uma das fotografias utilizadas para ilustrar o artigo. 


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Coleção Martin Jayo, Acervo Fotográfico do Museu da Cidade de São Paulo e acervo da autora.
Ela vista hoje 03/03/2020 no Google Maps.

                   Clone da Figueira das Lágrimas na Pça da Paz, no Ibirapuera






quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Monumento a José Bonifácio, o "Moço"

Largo de São Francisco.
Inaugurado em 26 de outubro de 1890.

José Bonifácio de Andrada e Silva, o "Moço", neto e sobrinho do "Patriarca da Independência” já que seu pai era irmão do Patriarca e sua mãe filha. 

Nascido em Bordéus, França em 8 de novembro de 1827 quando seus pais estavam exilados apos  a dissolução da Assembleia Constituinte de 1823 por D. Pedro I, faleceu em São Paulo a 26 de outubro de 1886.

Apelidado de "o moço", para distingui-lo de seu tio e avô, "o Patriarca", aos 14 anos ingressou na Escola Militar da Corte, de onde se desligou em 1846 sem concluir a curso, em 1853 formou-se na Faculdade de Direito de São Paulo, onde foi professor apos um período lecionando  direito na escola de Recife.

Titular da cadeira de Direito Criminal e da de Direito Civil, foram seus alunos figuras como Rui BarbosaCastro AlvesJoaquim Nabuco,Rodrigues Alves e Afonso Pena.

Foi deputado provincial e geral e senador do Império do Brasil por São Paulo, não aceitou o cargo de Presidente do Conselho de Ministros em 1883 que lhe foi oferecido pelo Imperador D. Pedro II mas foi também ministro da Marinha em 1862 e do Império em 1864, participou do movimento abolicionista.

Patrono da cadeira 22 da Academia Brasileira de Letras, fundada em 1897, e patrono da cadeira 7 da Academia Paulista de Letras, fundada em 1909.

Com sua morte formou-se uma comissão para homenagear-lo, onde surgiu a ideia do monumento, que foi erguido no Largo São Francisco, onde estudou e foi professor, em frente ao convento dos franciscanos.

 O majestoso monumento com pedestal de 
mais de 7 metros de altura e uma plataforma de mais ou menos 2 metros na qual se assenta grossa coluna de 7 metros sobre a qual estava a estatua de bronze de 2,20 metros, inaugurada no quarto aniversario de sua morte.

Em 1935 por motivo do grande volume de transito no local foi decidido que o monumento seria desmontado para ser transferido para  rua Cristóvão Colombo, próximo ao local original. 

Mas infelizmente o que aconteceu foi a sua demolição, e a estátua foi para um galpão da Prefeitura ficou lá até 1940 quando foi transferida para a entrada do novo prédio da Faculdade de Direito, inaugurado naquele ano, onde se encontra ate os dias de hoje.

Fonte: estadao.com Wikipedia
Fotos: estadao.com Wikipedia











sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Belém

   Distrito de Belenzinho


Devido à sua altitude, ao ar puro, aos vastos pomares e às grandes árvores, criou-se a fama de estação climática, que se espalhou graças às enormes chácaras, mansões e solares dos poucos ricos paulistanos nos anos 1880, tornando a região muito conhecida dos paulistanos.

Tem uma superfície de 6 km², parte dele é localizado sobre um morro. A região é banhada pelo rio Tietê, o maior rio de São Paulo, 
Mesmo com essa qualidades o bairro não se desenvolveu como seus vizinhos, Brás e Moóca.

O nome do lugar vem da fé católica dos moradores: uma homenagem a São José de Belém, a paróquia de São José do Belém foi criada em 14 de julho de 1897, desmembrada da do Bom Jesus do Brás. 

Em 26 de junho de 1899, foi criado o distrito da paz do Belenzinho, desmembrado também do Brás.
Curiosidade sobre o nome "Belém" o lugar foi batizado de Belenzinho, mas na linha "24" do serviços de Bonde o nome não cabia no letreiro então foi abreviado para "Belém" e isso caiu no agrado da população e ate hoje apesar de o correto ser "Belenzinho" a grande maioria se refere a localidade como Belém.

A primeira escola oficial inaugurada em 1909, com o Grupo Escola Amadeu Amaral, que existe até hoje, na época chamado Grupo Escolar do Belenzinho, em 1912 João Penteado abre a escola Moderna nº 1 na rua  Saldanha Marinho, em 1920, mudou  o nome para Academia de Comércio Saldanha Marinho.

Por volta de 1910, a região passou a receber as primeiras industrias, fabricas de vidros e tecelagens, e assim o progresso mesmo atrasado chegou a região.

Em 1911, se daria a grande mudança que marcaria para sempre o distrito a construção da  Vila Maria Zélia,

O industrial Jorge Street Construiu a vila , que levou o nome de sua filha, para abrigar 2100 operários especializados da Companhia Nacional de Tecidos de Juta.

Entre 1936 e 1937.a fabrica foi desativada e a vila tornou-se um presídio político na ditadura do Esta Novo, sendo vendida em 1938.

O escritor Monteiro Lobato morava no Belém no começo do Século XX, sua casa na Rua Vinte e Um de Abril, conhecida como o minarete, onde costumava receber um grande numero de escritores, poetas e intelectuais da capital. 

As madrugadas da grande casa amarela eram famosas na capital pela grande quantidade de boêmios e geniais artistas que nela transitavam: a nata da intelectualidade paulistana.

Em 1924 durante a revolução o bairro foi atingido por diversas bombas por causa de suas grandes industrias.

O Moinho Santista uma das maiores fabricas da região chegou a ter 4000 operários trabalhando 24 horas por dia, hoje o local abriga o SESC Belenzinho.


O distrito é atendido pela Linha 3 do Metrô de São Paulo. Possui uma unidade do SESC e abriga o Parque Estadual do Belém.

fontes: spbairros wikipedia

fotos: User:Dantadd  estadao.com saopauloantiga

 Minarete amarelo - Aquarela de Monteiro Lobato


paróquia de São José do Belém

Vila Maria Zelia

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Vila Maria Zelia 1920

Grupo Escolar Amadeu Amaral

Academia de Comercio Saldanha Marinho

Sede Nacional da Assembleia de Deus Min. Belém.


quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Vila Guilherme

Distrito situado na zona norte do município de São Paulo


Inicialmente pertenciam ao Capitão-mor Jerônimo Leitão e era conhecida como “Tapera”, que as repassou como sesmaria (terreno inculto ou abandonado que os reis de Portugal distribuíam a colonos ou cultivadores) para o donatário Salvador Pires de Almeida e a seus descendentes.

No seculo XIX passou por herança a Joaquina Ramalho Pinto de Castro, filha do  Barão de Ramalho, que as vendeu em 12 de setembro de 1912 a Guilherme Braun da Silva que a loteou em sítios e chácaras, que foram vendidas principalmente a imigrantes portugueses.

A data da venda  de uma área de cerca de 115 alqueires de terra, que ia do rio Tietê até a estrada da Bela Vista, por oitenta contos de réis, considerando a data como a fundação do bairro de Vila Guilherme.

Guilherme, ao lotear o bairro, também construiu diversas melhorias, tais como: a primeira capela (dedicada a São Sebastião, a quem era devoto), a delegacia de policia, o grupo escolar de Vila Guilherme, depois renomeado para Grupo Escola Afrânio Peixoto, a primeira ponte do bairro sobre o rio Tietê (feita de madeira, ligava a av. Guilherme e a av. Carlos de Campos), iniciou a construção de um clube hípico (morreu antes de concluir as obras, após sua morte a área do clube foi vendida e deu origem á Sociedade Paulista de Trote), dentre outros feitos.

E20 de maio de 1992, através da Lei 11.220/92. tornou-se distrito.

Algumas ruas e praças são nomes de parentes ou pessoas que tiveram alguma importância na história do bairro, como Joaquina Ramalho (antiga proprietária), Maria Cândida (2ª esposa do Sr. Guilherme), Chico Pontes (um dos primeiros moradores do bairro), Oscar da Silva , Amazonas da Silva , Alfredo da Silva , Ida da Silva (filhos do Sr. Guilherme), Coronel Jordão (sogro do Sr. Guilherme), entre outros.
Seu filho Oscar da Silva
, foi morto num comício acontecido no bairro.

Por situar-se na várzea do Rio Tietê, a parte baixa do distrito sofria constantemente com alagamentos de alto nível após o transbordamento do rio, com obras executadas pelo Governo do Estado a situação melhorou muito mais a partir de 2010 pela falta de manutenção novas enchentes tem acontecido.

Destaques do Bairro: A antiga Sociedade Paulista de Trote,desapropriada e transformada no Parque do Trote, totalmente adaptado para pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida, ele conta com: a Trilha dos Sentidos, com estímulos para pessoas com deficiência visual; pista de caminhada acessível (sem desníveis e com corrimão); piso intertravado; piso tátil e um centro de convenções para a realização de eventos.
 Center Norte, considerado, outrora, o maior shopping da América Latina, e um complexo que conta com um grande pavilhão de exposições Expo Center Norte.

A publicação do livro "São Sebastião e a Vila Guilherme - Memórias paulistanas da Zona Norte", com 181 páginas, de autoria de Benedita da Conceição de Carvalho Silva e José de Almeida Amaral Junior, homenageou o bairro, esse livro esta esgotado mas pode ser encontrado para consultas nas bibliotecas municipais e no Arquivo da cidade.

Lenda
Uma das mais célebres histórias da Vila Guilherme conta que fica ali uma casa que Dom Pedro I utilizava para se encontrar com a Marquesa de Santos, ainda que se tenha comprovado que não passa de lenda, a história ganhou fama entre os moradores da região. era um casarão no final da Av. Guilherme chamado de Casa das Rosas, um enorme palacete demolido durante os anos 1958 e 1960 na época invadido por pessoas sem moradia.


Durante muitos anos, na Rua Dona Santa Veloso, 575, ficaram instalados os estúdios da TV Excelsior e SBT, onde era gravada boa parte dos programas do canal até o fim dos anos 1990.

fonte: wikipedia
fotos: Pinterest observatório da TV

1921- SP: Antiga Ponte da Vila Guilherme


Antiga sebe do SBT.
Parque do Trote
Ponte que ligava o bairro do Canindé a Vila Guilherme






Vila Guilherme recente.

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

                         Vila Buarque

Localizado parte no distrito da República, parte no distrito da Consolação.

Vila Buarque constituía uma Chácara, primeiro pertencente ao marechal José Toledo de Arouche Rendon e mais tarde ao Senador Antônio Pinto do Rego Freitas.

Em 1893, foi vendida pelos herdeiros do senador para a Empresa de Obras do Brasil dos senhores, Manuel Buarque de Macedo  engenheiro de obras e o Senador Rodolfo Miranda, que fizeram o arruamento da área.

O desenvolvimento da região assim como de outros bairros limítrofes com  Santa Cecília e Higienópolis, deveu-se a o processo migratório de pessoas abastadas que fugiam do centro da cidade e também dos que deixavam as fazendas para se afastar do isolamento cultural e social.

Até aos anos 1940, a região possuía espaçosas  e belas mansões e casas de classe média alta, que a partir dai  deram lugar a edifícios de apartamentos destinados ainda as classes media e alta, 

A partir de 1960 o bairro cresceu, ganhando também diversas boates somando ares culturais e boêmios.

Cortada pelo Minhocão, no ano de 1970 a Vila Buarque sofreu com a degradação que também atinge o centro de São Paulo.

O Bairro e cortado por importante e conhecidas ruas avenidas e praças como: ruas Maria Antônia, Major Sertório, General Jardim, Marquês de Itu, Dr. Vila Nova, Dr. Cesário Motta Júnior, Cunha Horta, Maria Borba, Amaral Gurgel, Rego Freitas, Bento Freitas, Santa Isabel, Largo do Arouche, praça Rotary e Praça Roosevelt.

Nele esta instalado o mais antigo hospital da cidade a Santa Casa de Misericórdia e também a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

No limite do bairro com Higienópolis está localizada a Universidade Presbiteriana Mackenzie, uma das mais tradicionais  instituições de ensino do país.

Também estão localizados na Vila Buarque a Escola da Cidade, o SESC Consolação, o Centro Universitário Maria Antônia (no antigo prédio da FFCL-USP), a Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, o Teatro Aliança Francesa, a sede do IAB, a Biblioteca Monteiro Lobato.

fontes wikipedia cidadedesaopaulo
fotos  .fotosedm.hpg. Pinterest Sta Casa.
 Panorama Vila Buarque Guilherme Gaensly. 1901/1910


            Santa Casa de Misericórdia de São Paulo 1938