sexta-feira, 17 de abril de 2020


Militão Augusto de Azevedo

Selecionei aqui algumas das fotos que Militão fez de nossa amada São Paulo;

Bairro do Chá, 1887.

Cemitério da Consolação, 1887.

Jardim Público, 1887 (atual Jardim da Luz).

Ladeira do Carmo, 1860.

Ladeira do Meio e ladeira São Francisco, 1862 (atual rua José Bonifácio e rua São Francisco).

Ladeira São Francisco, 1862 (atual Rua São Francisco).

Largo da Assembleia, 1887 (João Mendes).

Largo da Cadeia, 1862 (João Mendes).

Largo da Sé, 1862.

Mosteiro de São Bento 1882

Largo do Palácio (atual Pátio do Colégio), 1887.

Largo do Palácio, 1862 (atual ladeira General Carneiro).

Paredão do Piques, 1862 (atual Largo da Memória).

Rua São Bento 1860
Rio Tietê, 1887.

Teatro São Jose 1860 (Próximo a Praça João Mendes)

Jardim da Luz  , 1887
Rua da Constituição, 1860.

Rua do Rosário, 1862 (atual Rua XV de Novembro)

Rua da Quitanda, 1887.

Rua do Brás, 1862 (atual avenida Rangel Pestana).


Rua Florêncio de Abreu, 1887.

Rua São Bento, 1887.

Rua São João, 1887.

Santa Ifigênia, 1887.

sábado, 11 de abril de 2020

TANQUE DO ZUNEGA

largo do paissandú


Na metade do século XVIII,  onde hoje é o largo do Paiçandú, que pertencia ao Sargento-Mór Manoel Caetano Zuniga (ou Zunega), local  bastante úmido, com algumas nascentes de água que, formavam algumas lagoas, a maior delas, bem no centro do atual largo, era conhecida como o "Tanque do Zunega"  formadoras do riacho Yacuba, se expandindo pela área do Paiçandu e São João,e escoriam para o Rio Anhangabaú.

No principio do século XIX o local ficou conhecido como "Praça das Alagoas".

Na década de 1860 por ordem do governo da cidade foi dessecada e terraplenada, para a formação do que seria meses depois o Largo do Paissandu.

No dia 28 de novembro de 1865, por proposta do vereador Malaquias Rogério de Salles Guerra, o espaço recebeu o nome definitivo de "Largo do Paissandú", em referência à Batalha de Paissandú, (cidade uruguaia) travada no dia 02 de janeiro de 1865, no Uruguai, e que antecedeu a Guerra do Paraguai.

Maria Vicentina de Paula do Amaral Dick, em suas pesquisas sobre "A dinâmica dos nomes na cidade de São Paulo, 1554-1897", que além do atual Largo do Paissandú ser conhecido como Tanque do Zuniga (ou Zunega), essa denominação também era usada nas  áreas adjacentes no século XIX, por exemplo, onde hoje é parte da Avenida São João, entre o Edifício dos Correios e o Largo do Paissandú, era chamada de "rua que vai para o Zuniga", "rua do Zuniga", "rua do tanque", "rua do tanque do Zuniga". O "Zuniga" que originou todos esses nomes, era o sobrenome do sargento-mor Manoel Zuniga, proprietário de terras nessa região, no século XVIII.

 botânico, naturalista e viajante francês Auguste de Saint-Hilaire registra que durante a sua passagem por São Paulo, era frequente ver "negras batendo roupas" na Várzea do Carmo e numa lagoa chamada Zunega, localizada na área de Santa Ifigênia.

"O Tanque do Zuniga era outro ponto de referência da cidade. Seguindo pela Rua de São João chegava-se ao Largo do Tanque do Zuniga, atual Largo do Paissandu. As terras no século XVIII haviam pertencido ao sargento-mor Manoel Zuniga. Naquela região localizavam-se as nascentes que formavam o riacho Yacuba.

O excesso de água corria pelos sulcos formados no declive do terreno, permitindo que o largo fosse conhecido como a Praça das Alagoas, que abastecia de água os moradores que habitavam além do riacho do Anhangabaú. Em 1874, as obras referentes ao chafariz e ao tanque tinham sido realizadas pela empresa Simão da Costa & Medeiros. As contas foram apresentadas à Câmara, que as submeteria à aprovação da comissão de obras públicas para examinar com o engenheiro e dar o seu parecer".
(Artigo publicado na edição nº 37 de agosto de 2009 Revista Histórica.
As condições urbanas da cidade de São Paulo no século XIX
Paulo de Assunção)

Nos primeiros anos do seculo 19 foi  construída a  Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, transferida da Praça Antonio Prado.

fontes:dicionarioderuas wikipedia moyarte  Maria Vicentina de Paula do Amaral
fotosmoyarte Pinterest



maria joão cavalcanti ...

terça-feira, 7 de abril de 2020

Restaurante Ita.

"Leiteria Ita"

Rua do Boticário, 31, Antiga Rua Amador Bueno, e antes Rua do Meio.


Fundado por três mineiros, por isso o nome Leiteria Ita, Ita de Itanhandu, esses três mineiros venderam para dois portugueses. leiteria era quando o restaurante não tinha mesa. 

Quando tem balcão é leiteria.

Aberto em 1953, mas nos anos 1970, os irmãos João Pedro, e Luís Pedro, se tornaram proprietários da casa, em que ate então eram funcionários, Pedro se aposentou recentemente, mas seu filho Victor Pedro) engenheiro de formação), continua a trabalhar junto ao tio Luís.

Com cardápio bem variado, com pratos que são repetidos semanalmente, muito apreciado por inúmeros frequentadores assíduos, que esperam pacientemente nas calçadas por um tamborete desocupado e um lugar no balcão, sim não existem mesas as refeições são servidas no balcão em forma de "W".

Os pratos seguem o cardápio tradicional de São Paulo: segunda tem virado à paulista, terça tem dobradinha, quarta é dia de feijoada completa, quinta tem rabada e sexta é servido o tradicional bacalhau ao forno da casa.

No ita não se usa comanda, os garçons fazem a conta dos clientes com um lápis com grafite grosso no mármore do balcão, e também não tem cardápio ou menu escrito em papel e sim tabuletas nas paredes.

O prato mais pedido ainda e o “Paissandu”: arroz, feijão, bife e ovo frito criado na década de 1950.

A sobremesa mais pedida e o pudim cuja receita foi criada pelos antigos proprietários e aprimorada pelo Sr.Luiz.

fonte: folha São Paulo Antiga Passaporte eusouatoa. medium.
fotos: folha passaporte




Fechando a conta.

 

sexta-feira, 27 de março de 2020

Palacete Martinico Prado

Praça Antônio Prado, esquina com rua João Brícola.

Projetado por Ramos de Azevedoa pedido do então prefeito Antônio Prado ( o primeiro da cidade e filho de D. Veridiana Valéria da Silva Prado), para ser o primeiro prédio de escritórios de São Paulo.

Seu nome foi uma homenagem a Martinho Prado Júnior, irmão do prefeito que era conhecido como Martinico Prado.

Para sua construção em 1903,  foi necessário a demolição da igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, que foi reconstruída no largo do Paiçandu.

A lei 698, de 24 de dezembro de 1903, em seu artigo primeiro desapropriou a Irmandade, mediante uma pequena indenização e um terreno no Largo do Paiçandu para a reconstrução da Igreja. Por esses acasos do destino, os remanescentes do cemitério, que era de propriedade da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, foram parar às mãos do... irmão do prefeito, o sr. Martinico Prado. Ali se construiu o Palacete Martinico Prado.(http://www.arquisp.org.br/regiaose/paroquias/mosteiros-igrejas-historicas-oratorios-da-regiao-se/igreja-nossa-senhora-do-rosario-dos-homens-pretos)

Foi sede da Light & Power e do Jornal o Estado de São Paulo de 1906 a 1929, na edição do dia 13 de junho de 1906, o jornal já vinha com o novo endereço, 'Redacção Dr.Antonio Prado Palacete'. 
No dia 19 de junho daquele ano o Estado publicou um Editorial dando mais detalhes sobre a mudança.(https://acervo.estadao.com.br/noticias/acervo,predios-de-sao-paulo-palacete-martinico-prado,10141,0.htm)

Em de 25 de fevereiro de 1930, passa a abrigar as instalações do National City Bank, em sua primeira agencia em São Paulo.

O edifício marca o início de um processo de “verticalização” do centro da cidade, que será intensificado a partir dos anos 1910, quando a legislação de São Paulo passa a exigir três ou quatro pavimentos como altura mínima para as construções no centro (SOMEKH, 1997).

Em data não precisa o prédio passou por grande reforma, perdendo sua fachada eclética do inicio do século e ganhou uma mais linear. 

Nos anos 80, passou por nova reformulação na parte interna para receber a Bolsa de Mercadoria & Futuros. 

Fontes: estadão saopaulo.sp wikipedia 
Fotos: estadão  folha pinterest










quarta-feira, 11 de março de 2020

São Paulo de Piratininga 

Surgiu em 25 de janeiro de 1554:

A construção de um colégio jesuíta por doze padres, entre eles Manuel da Nóbrega e José de Anchieta, no alto de uma colina escarpada tendo de um lado a várzea do Anhangabaú e de outro a várzea do Tamanduateí.

A finalidade do colégio era catequizar os índios que habitavam a região do planalto que separava do litoral pela Serra de Paranapiacaba( Atual Serra do Mar).

O nome foi escolhido em memoria do Apostolo Paulo, que segundo tradição católica se converteu nessa data, conforme registro em carta de Jose de Anchieta a Companhia de Jesus.

"A 25 de Janeiro do Ano do Senhor de 1554 celebramos, em paupérrima e estreitíssima casinha, a primeira missa, no dia da conversão do Apóstolo São Paulo e, por isso, a ele dedicamos nossa casa!"
José de Anchieta

No  inicio de 1560 o então Governador Geral do Brasil, Mem de Sá, ordenou que a população de Santo Andre da Borda do Campo (atual Santo Andre, fundada em 1553 por João Ramalho), fosse transferida para os arredores do colégio, pois eram constantemente ameaçados por índios menos amistosos.

São Paulo por muito tempo, foi a única vila no interior do Brasil, esse isolamento de São Paulo era devido a  dificuldade de subir a Serra do Mar, da Vila de Santos ou da Vila de São Vicente para o Planalto de Piratininga. 

Subida esta que era feita pelo Caminho do Padre José de Anchieta, Mem de Sá, quando de sua visita à Capitania de São Vicente, proibira o uso do "Caminho do Piraiquê" (Piaçaguera), por ser, frequentes os ataques de índios.

Em 22 de março de 1681, inicio da grande transformação, Marquês de Cascais, donatário da Capitania de São Vicente, transfere a  capital da Capitania para a Vila de São Paulo.
 A nova capital foi instalada, em 23 de abril de 1683, com grandes festejos públicos.

São Paulo era a região mais pobre da Colonia portuguesa na America, mais foi nele que teve início a atividade dos bandeirantes, que se dispersaram pelo interior em busca de índios para trabalhar em suas roças( por serem muito pobres não tinham como comprar escravos) e também em busca de ouro e diamantes.

No década de 1690 com a descoberta de ouro na região de Minas Gerais fez com que Reino de Portugal passa-se a se interessar pela região e em 3 de novembro de 1709, a coroa portuguesa comprou as Capitanias de São Paulo e de Santo Amaro, de seus antigos donatários.Em 11 de julho de 1711, a Vila de São Paulo foi elevada à categoria de cidade, por volta de 1720, foi encontrado, pelos bandeirantes, ouro nas regiões onde hoje esta as  cidades de Cuiabá e Goiás, fato esse que levou o território brasileiro para além da Linha do Tratado de Tordesilhas.

No final do século XVIII, teve início o ciclo da cana-de-açúcar, que se espalhou pelo interior da Capitania e pela cidade de São Paulo, para exportação da produção pelo Porto de Santos, foi construída a primeira estrada moderna entre São Paulo e o litoral: a Calçada do Lorena.

Com a independência ocorrida em terras paulistanas, onde hoje se encontra o Museu e Parque do Ipiranga, foi conferido a cidade pelo Imperador Pedro I, o titulo de " Cidade Imperial".

Em 1827, houve a criação de cursos jurídicos no Convento de São Francisco (que daria origem à futura Faculdade de Direito do Largo de São Francisco), e isso deu um novo impulso de crescimento à cidade, com o fluxo de estudantes e professores, graças ao qual, a cidade passa a ser denominada Imperial Cidade e Burgo dos Estudantes de São Paulo de Piratininga.

O cafe foi outro fator para o crescimento da cidade, e por ele foi construída as ferrovias que espalharam o progresso por toda a província e depois estado.

No seculo XIX começa a receber grande leva de imigrantes principalmente italianos, e as primeiras industria começam a ser instaladas.

Esse e um pequeno resumo da grandeza desta que e a capital do estado que detêm a marca de 37.39% do total da arrecadação no Brasil.

Fonte: wikipedia impostrometro.
Fotos: Antônio Parreiras Acervo da Pinacoteca Municipal de São Paulo Wilfredor  Igor Rando Marc Ferrez Instituto Moreira Salles Guilherme Gaensly Pinacoteca do Estado de São Paulo  Sampa Histórica Jimmy Baikovicius - Flickr  chensiyuan - NASA Ana Paula Hirama  Guilherme Gaensly (1843-1928) - Fundação Patrimônio da Energia de São Paulo -

Fundação de São Paulo, quadro de 1913 de Antônio Parreira

Largo da Sé em 1880, por Marc Ferrez

Vale do Anhangabaú na segunda metade da década de 1920.


Imigrantes italianos posando para fotografia no pátio central da Hospedaria dos Imigrantes (atual Memorial do Imigrante), ca. 1890

Estação da Luz em 1900
Monumento à independência no parque homônimo, situado no local onde foi proclamada a independência do Brasil

Pico do Jaraguá, o ponto mais alto do município.


Marginal do Tiete.

Vista panorâmica da cidade com destaque para o Espigão da Paulista em 2012.

Vista a partir do edifício Altino Arantes

Patio do Colegio

Marginal Pinheiros

Grande São Paulo e Baixada Santista vista do espaço