Túmulo de Júlio Frank
Largo de São Francisco, s/n Patio da Faculdade de Direito
Júlio Frank, nasceu na Saxônia em 1809 e se transferiu para o Brasil no final do Primeiro Reinado, foi professor de História, Filosofia e Geografia no Curso Anexo da Academia do largo de São Francisco, atualmente conhecida como Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, onde deu aulas de 1834 até sua morte, fundador da Bucha, uma Burschenschaft( associação de estudantes para ajudar os menos favorecidos), marcada por forte influência liberal, abolicionista e republicana, que existiu na Universidade de São Paulo (USP).
A Bucha teve grande influência na política brasileira, que conseguiu fazer vários presidentes do Brasil e colocar seus membros em altos escalões do governo brasileiro especialmente na época da República Velha. Castro Alves, Rui Barbosa, Afonso Pena, Rodrigues Alves e o Barão do Rio Branco pertenceram à sociedade.
Em 19 de junho de 1841 Frank veio a falecer, e por ter nascido dentro do protestantismo, embora não existisse qualquer indício que ele fosse praticante de alguma religião, não seria possível enterrá-lo no cemitério católico, muito menos dentro das igrejas, hábito comum naquele tempo, outra alternativa seria enterrarem o corpo no cemitério utilizado para os escravos e os animais, o que motivou protestos de seus alunos.
Com a intervenção do Conselheiro Brotero junto ao Bispo de São Paulo foi possível o enterro do professor em um dos pátios internos das Arcadas, diante da sala que utilizava para ministrar suas aulas.
Posteriormente ao enterro foi levantado no local um monumento fúnebre, que ainda se encontra no mesmo lugar nos dias atuais, apesar das diversas reformas e a reconstrução do prédio na década de 1930.
Além do túmulo, um quadro a óleo de Júlio Frank foi mandado fazer; inicialmente o quadro ficava na sala onde ele dava aulas, posteriormente passou para a biblioteca, de onde desapareceu em 1938.
Tombado pelo Condephaat em 18/04/78.
fontes, wikipedia e cultura.sp
fotos: cultura.sp
segunda-feira, 15 de maio de 2017
sábado, 13 de maio de 2017
Oficina Cultural Oswald de Andrade
Rua Três Rios, 363
A Oficina Cultural Oswald de Andrade integra um programa da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo que atua desde 1986 na formação e na vivência da população no campo da cultura, além dela, existem outras três Oficinas: OC Alfredo Volpi, OC Casa Mário de Andrade e OC Juan Serrano, todas localizadas na cidade de São Paulo.
Antes de ser restaurado e adaptado pela Secretaria de Estado da Cultura no ano de 1987, o imóvel abrigava a Escola de Farmácia de São Paulo e a Escola de Música do Estado de São Paulo – Tom Jobim.
A escola de Farmácia foi transferida em 1965 para a Cidade Universitária e a Escola de Musica para o Largo General Osório em data posterior.
O prédio de influencia neoclássica foi projetado pelo escritório de arquitetura de Rosa Martins e Fomm e inaugurado no dia 12 de dezembro de 1905, construção em alvenaria de tijolos, com piso de assoalho no pavimento superior e cobertura em telha francesa, passou por diversas ampliações, sendo a maior delas em 1937, quando a ala que circunda o pátio interno, que atualmente e coberto, foi acrescida de mais um pavimento, na Rua Três Rios, 363 tombado pelo Condephaat em 03/06/16
Restaurado e adaptado pela Secretaria de Estado da Cultura, em 1987, o imóvel abriga desde então a Oficina Cultural Oswald de Andrade.
Fontes: cultura.sp. wikipedia
fotos: cultura.sp Eli Kazuyuki Hayasaka google
Faculdade de Ciências Farmacêuticas
Av. Lineu Prestes, 589 Cidade Universitária.
A Escola de Farmácia de São Paulo fundada por Bráulio Gomes, em 1898 encontrava-se sediada, em casa alugada, na confluência da Rua Brigadeiro Tobias com a Ladeira de Santa Efigênia.
Em 1901, o espaço ficou pequeno, em razão da introdução de novos cursos, o governo do Estado adquiriu um terreno pertencente à Chácara Dulley, localizada "além da Luz".
O prédio de influencia neoclássica foi projetado pelo escritório de arquitetura de Rosa Martins e Fomm e inaugurado no dia 12 de dezembro de 1905, construção em alvenaria de tijolos, com piso de assoalho no pavimento superior e cobertura em telha francesa, passou por diversas ampliações, sendo a maior delas em 1937, quando a ala que circunda o pátio interno, que atualmente e coberto, foi acrescida de mais um pavimento, na Rua Três Rios, 363 tombado pelo Condephaat em 03/06/16
1902, passa a designar-se como Escola de Pharmacia, Artes Dentárias e Partos e, posteriormente em 1905, Escola de Pharmacia, Odontologia e Obstetrícia de São Paulo, em 1912, a Escola passa a chamar-se Escola de Farmácia e Odontologia de São Paulo.
Em 1924, a designação de “Escola” fora substituída pela de “Faculdade”. Em 1934, acontece a Integração à Universidade de São Paulo.
Em 1962 ocorre a separação dos cursos farmacêutico e odontológico e a instalação de duas Faculdades independentes.
1965, a Faculdade foi transferida, definitivamente, para o campus da Cidade Universitária no bairro do Butantan.
Fontes: cultura.sp wikipedia fcf.usp
fotos: fcf.usp.b google
sexta-feira, 12 de maio de 2017
Matadouro de Vila Mariana
Largo Senador Raul Cardoso, 133 e 207
Inaugurado em 21/6/1887, produzia 14 mil quilos diários de carne bovina para uma população de 70 mil pessoas e foi desativado 40 anos depois.
Largo Senador Raul Cardoso, 133 e 207
O Matadouro de Humaitá, no Largo da Pólvora, ficava próximo ao rio Itororó, que hoje é onde passa a avenida 23 de Maio, e desaguava no rio Anhangabaú, que chegava a ficar vermelho, contaminado por sangue e pedaços de animais, exalando mau cheiro, e com o aumento da população de São Paulo em 1880 o antigo matadouro se torna pequeno e a Câmara Municipal abre concursos para a escolha do projeto do novo Matadouro.
No último, realizado em 1884, foi escolhido o projeto de Alberto Kuhlmann para ser construído no antigo "Rincão dos Sapateiros", para facilitar a chegada dos animais e o escoamento da produção ele construiu também uma estrada de ferro, e deu o nome de Mariana a estação próxima ao matadouro em homenagem a sua esposa.Inaugurado em 21/6/1887, produzia 14 mil quilos diários de carne bovina para uma população de 70 mil pessoas e foi desativado 40 anos depois.
Construído em tijolo aparente, em terreno de 17.000 m², contava com três galpões paralelos destinados à matança, corte de animais e ao tendal de animais de grande e pequeno portes.
O prédio, tombado em 05/03/85 , foi cedido pela prefeitura para a Cinemateca Brasileira.
Depois de diversas modificações os galpões foram adaptados para salas de cinema e uma nova sala foi inaugurada em 2008 e pelas laterais abertas onde antes passava o gado, entra luz natural, vedada por cortinas na hora de começar as sessões.
fontes: cultura.sp. 1.folha.uol
fotos: cultura.sp google SP In Foco Estações Ferroviárias chk.
Largo da Memória
O Largo do Piques era apenas um barranco e servia de ponto de encontro dos tropeiros que chegavam à cidade vindos de vários pontos do estado.
Em 1814 quando Daniel Pedro Müller, foi encarregado da abertura da Estrada do Piques, e projetou um obelisco, construído em colaboração com o pedreiro Vicente Gomes Pereira, o Mestre Vicentinho, para homenagear o triunvirato ( Bispo Mateus de Abreu Pereira, Padre Nuno Eugénio de Lossio (depois presidente da Província de Alagoas e Senador do Império) e Miguel José de Oliveira Pinto) que governava a cidade.
Depois, construíram o Chafariz do Piques, que funcionou ate 1872,as obras coincidiram com as de canalização que iriam abastecer o Jardim e o Convento da Luz.
Washington Luís, em 1919, para as comemorações do Centenário da Independência, contratou Victor Dubugras que projetou a reforma do Largo, em estilo neocolonial, valorizando o obelisco, além de introduzir um chafariz, em frente ao muro de arrimo.
Os azulejos foram pintados por J. Wasth Rodrigues.
Tombado pelo Condephaat em 03/04/75.
fonte: cultura.sp wikipedia
fotos: cultura.sp google Acervo Estadão
O Largo do Piques era apenas um barranco e servia de ponto de encontro dos tropeiros que chegavam à cidade vindos de vários pontos do estado.
Em 1814 quando Daniel Pedro Müller, foi encarregado da abertura da Estrada do Piques, e projetou um obelisco, construído em colaboração com o pedreiro Vicente Gomes Pereira, o Mestre Vicentinho, para homenagear o triunvirato ( Bispo Mateus de Abreu Pereira, Padre Nuno Eugénio de Lossio (depois presidente da Província de Alagoas e Senador do Império) e Miguel José de Oliveira Pinto) que governava a cidade.
Depois, construíram o Chafariz do Piques, que funcionou ate 1872,as obras coincidiram com as de canalização que iriam abastecer o Jardim e o Convento da Luz.
Washington Luís, em 1919, para as comemorações do Centenário da Independência, contratou Victor Dubugras que projetou a reforma do Largo, em estilo neocolonial, valorizando o obelisco, além de introduzir um chafariz, em frente ao muro de arrimo.
Os azulejos foram pintados por J. Wasth Rodrigues.
Tombado pelo Condephaat em 03/04/75.
fonte: cultura.sp wikipedia
fotos: cultura.sp google Acervo Estadão
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| Em 1919 |
quinta-feira, 11 de maio de 2017
Jockey Club de São Paulo
Av. Lineu de Paula Machado nº 1263, Morumbi
A primeira corrida no domingo de 29 de outubro de 1876 apenas dois cavalos compareceram para disputar um prêmio de mil contos de réis do Governo da Província seus nomes Macaco e Republicano, o primeiro, desconhecido, de menor tamanho, o segundo apresentava mais vitórias, entretanto, foi Macaco o primeiro cavalo a vencer uma corrida no Club correndo 1.609 metros em 2 minutos e 3 segundos, 2 segundos mais rápido que o adversário e contrariando as expectativas do publico.
E a "Companhia de Bonds" organizou uma linha especial de bondes com tração animal para atender o hipódromo em 10 de maio de 1877.
Em 1881 passa a ser chamado oficialmente por Jockey Club de São Paulo.
Funcionou até 1940 nos prados da Moóca, local que já não atendia a demanda de apostadores.
A nova sede foi projetada em 1937 pelo Arquiteto Elisiário Bahiana, inaugurada em janeiro de 1941, buscava registrar em suas linhas o caráter de modernidade.
Tombado pelo Condephaat em 30/11/10.
Curiosidades: A primeira mulher Domitila de Aguiar e Castro venceu com 2 minutos e 9 segundos no terceiro páreo da corrida de 10 de julho de 1877.
Em 28 de abril de 1912, a pista do hipódromo da Moóca foi utilizada como pista de voo, com o Comandante Edu Chaves pilotando um aeroplano em direção ao Rio de Janeiro.
.Durante a Revolução Paulista de 1924, Revolução de 1930 e Revolução de 1932, as corridas precisaram ser suspensas,
Fontes: cultura.sp wikipedia
fotos: cultura.sp PortoBay Arte Fora do Museu Juliafavero
Jockey Club
Av. Lineu de Paula Machado nº 1263, Morumbi
Por volta de 1860, já existia corridas de cavalos na cidade de São Paulo, eram realizadas no local onde hoje e o Parque São Jorge, e na atual Praça Princesa Isabel,e eram atrações das feiras de pecuária comuns aquela época.
O jornal Província de S. Paulo em 14 de março de 1875 anunciou a fundação do jóquei. A Corte Imperial tinha autorizado o funcionamento do então chamado Club de Corridas Paulistano, e decidiu construir o hipódromo no pé de um sopé no bairro da Moóca.
Clube Paulistano de Corridas, fundado em 1876, por um grupo de paulista proprietários de terras, com a liderança de Rafael Paes de Barros e Antonio da Silva Prado com apenas 23 anos, com o proposito de criar um ambiente de lazer e sociabilidade, a partir da prática do hipismo, marcando a história do turfe e do lazer paulista.A primeira corrida no domingo de 29 de outubro de 1876 apenas dois cavalos compareceram para disputar um prêmio de mil contos de réis do Governo da Província seus nomes Macaco e Republicano, o primeiro, desconhecido, de menor tamanho, o segundo apresentava mais vitórias, entretanto, foi Macaco o primeiro cavalo a vencer uma corrida no Club correndo 1.609 metros em 2 minutos e 3 segundos, 2 segundos mais rápido que o adversário e contrariando as expectativas do publico.
E a "Companhia de Bonds" organizou uma linha especial de bondes com tração animal para atender o hipódromo em 10 de maio de 1877.
Em 1881 passa a ser chamado oficialmente por Jockey Club de São Paulo.
Funcionou até 1940 nos prados da Moóca, local que já não atendia a demanda de apostadores.
A nova sede foi projetada em 1937 pelo Arquiteto Elisiário Bahiana, inaugurada em janeiro de 1941, buscava registrar em suas linhas o caráter de modernidade.
Em 25 de janeiro de 1941, no aniversário da cidade de São Paulo e inaugurado o hipódromo atual, em terreno doado pela Companhia Cidade Jardim com intuito de expandir a cidade para aquela região ate então pouco habitada.
A ideia que prevalecia na época era construir o hipódromo no local onde hoje e o Parque Ibirapuera, e a areá da Moóca foi doada a prefeitura de São Paulo
No período de 1946 a 1958, passou por um projeto de remodelação, pelo Arquiteto Henry Sajou, que ampliou e repaginou as instalações, dando-lhe requinte e sofisticação, característica esta potencializada pelas esculturas de Victor Brecheret. A ideia que prevalecia na época era construir o hipódromo no local onde hoje e o Parque Ibirapuera, e a areá da Moóca foi doada a prefeitura de São Paulo
Tombado pelo Condephaat em 30/11/10.
Curiosidades: A primeira mulher Domitila de Aguiar e Castro venceu com 2 minutos e 9 segundos no terceiro páreo da corrida de 10 de julho de 1877.
Em 28 de abril de 1912, a pista do hipódromo da Moóca foi utilizada como pista de voo, com o Comandante Edu Chaves pilotando um aeroplano em direção ao Rio de Janeiro.
.Durante a Revolução Paulista de 1924, Revolução de 1930 e Revolução de 1932, as corridas precisaram ser suspensas,
Fontes: cultura.sp wikipedia
fotos: cultura.sp PortoBay Arte Fora do Museu Juliafavero
Jockey Club
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| 1930 Acervo/Estadão Hipódromo da Moóca. |
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| Hipódromo da Moóca 1919 |
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| Em 21 de abril de 1912, decolava do Hipódromo da Moóca um aeroplano pilotado pelo Comandante Edú Chaves, com destino ao Rio de Janeiro. |
Instituto Oscar Freire
Rua Teodoro Sampaio, 115
Projetado pelo Escritório de Ramos de Azevedo, foi construído em 1931, especialmente para abrigar a Cadeira de Medicina Legal da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
Inaugurada, em 18/4/1918, pelo professor Oscar Freire de Carvalho, e funcionou, inicialmente, no antigo Instituto de Higiene, à Rua Brigadeiro Tobias para depois se transferir para o Laboratório Central da Santa Casa, onde permaneceu até 1921. Passou por outros endereços até se instalar em definitivo em sua sede, onde se encontra ate hoje.
Conta com um anfiteatro, salas para docentes e auxiliares, laboratórios destinados a pesquisas, museu, biblioteca, arquivo e administração.
Atualmente o edifício é utilizado pelo Departamento de Medicina Legal, Ética Médica e Medicina Social do Trabalho e pelo Centro de Estudos e Atendimento Relativo ao Abuso Sexual, além de sediar cursos de pós-graduação e de especialização.
Tombado pelo Condephaat em 10/12/82
Fonte: .cultura.sp
Fotos: .slideshare Wikimedia cultura.sp.
Rua Teodoro Sampaio, 115
Projetado pelo Escritório de Ramos de Azevedo, foi construído em 1931, especialmente para abrigar a Cadeira de Medicina Legal da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
Inaugurada, em 18/4/1918, pelo professor Oscar Freire de Carvalho, e funcionou, inicialmente, no antigo Instituto de Higiene, à Rua Brigadeiro Tobias para depois se transferir para o Laboratório Central da Santa Casa, onde permaneceu até 1921. Passou por outros endereços até se instalar em definitivo em sua sede, onde se encontra ate hoje.
Conta com um anfiteatro, salas para docentes e auxiliares, laboratórios destinados a pesquisas, museu, biblioteca, arquivo e administração.
Atualmente o edifício é utilizado pelo Departamento de Medicina Legal, Ética Médica e Medicina Social do Trabalho e pelo Centro de Estudos e Atendimento Relativo ao Abuso Sexual, além de sediar cursos de pós-graduação e de especialização.
Tombado pelo Condephaat em 10/12/82
Fonte: .cultura.sp
Fotos: .slideshare Wikimedia cultura.sp.
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