terça-feira, 25 de outubro de 2022

Avenida Itaquera 

Itaquera


A denominação "Itaquera" é uma referência, ao "Rio Itaquera", localizado naquela área da cidade.

Seguindo o antigo traçado da "Estrada de Itaquera", que já existia no inicio do século XIX e  foi reconhecida  oficialmente em 1927. 

Através da Lei nº 5.292 de 12/07/1957, ateve sua denominação alterada para "Avenida".

Esse nome com o passar dos tempos passou a identificar não só o bairro mais todo o seu entorno.

O nome de origem tupi,  significa "pedra dormente".de itá (pedra)+ ker (dormente)+ -a, 

Começa na Avenida Rio das Pedras (no bairro do Carrão) e termina na Rua Flores do Piauí (em Itaquera).

O Decreto 15.635, de 17 de janeiro de 1979 confirma essa denominação, e institui a lista de denominações oficiais do município e atualiza a grafia.

Fontes: pmsp

Fotos;foursquare.com Gazeta do Tatuapé Google










 

segunda-feira, 12 de setembro de 2022

Primeiro congestionamento de São Paulo

O pimeiro congestionamento de São Paulo aconteceu dia 12 de setembro de 1911. Naquele dia era Inauguração do Teatro Municipal de São Paulo, 100 dos 300 carros que existiam em por aqui, foram ao evento de estreia do Municipal. Isso causou um caos nunca experimentado pelos paulistanos: o trânsito travou do Viaduto do Chá à Rua Xavier de Toledo a Barão de Itapetininga e todo o entorno do teatro . O escritor Jorge Americano, morador do bairro de Santa Cecília estava lá para assistir o primeiro espetáculo e nos deixou o seu testemunho: “As oito o landau estava parado na nossa porta. Vinte mil reis para levar, esperar e trazer. O cocheiro disse que a coisa estava ruim para ir até lá. Atingimos a Praça da República às oito e meia. Quando fomos entrando pela rua Barão de Itapetininga tudo parou. Chegamos ao Municipal às 10 e 15, no começo do segundo ato. Mas ninguém teve a iniciativa de descer e seguir a pé. Seria escandaloso.”

sábado, 5 de fevereiro de 2022


Monumento a Ramos de Azevedo


Obra do escultor ítalo-brasileiro Galileo Emendabili, como uma homenagem póstuma a Francisco de Paula Ramos de Azevedo, o mais importantes nomes da arquitetura e do urbanismo em São Paulo.

Emendabili importante na vida artística paulistana, venceu diversos concursos para execução de monumentos da cidade, sendo o maior "O Obelisco do Ibirapuera".

Logo após a morte do arquiteto em 12 de Junho de 1928 foi realizado concurso para e execução do monumento em sua homenagem, que foi inaugurado em 25 de janeiro de 1934, na avenida Tiradentes, em frente ao edifício do "Liceu de Artes e Oficio", importante obra do engenheiro-arquiteto. ( Hoje a Pinacoteca)

O monumento começou a ser construído em 1929, no entanto, levou seis anos para ser construído.

Para angariar fundos para construção, abriu-se um fundo para o recolhimento de doações, conseguindo o valor de 1005 contos de réis, quantia muito grande para a época. 


Na construção do pedestal e das fileiras de colunas dóricas, utilizou-se granito. 


A fundição dos grupos escultóricos em bronze, ficou a cargo de Giuseppe Rebellato. 


Giuseppe Rebellato, na época, era o artista fundidor mais capacitado do país para realizar o trabalho de fundição das peças de bronze da obra.


A construção foi provavelmente inteira realizada nas oficinas do Liceu de Artes e Ofícios. 


O Monumento Ramos de Azevedo possui peso de 22 toneladas, sua base tem 15,5m de comprimento, 13m de largura e 5,6m de altura, a altura total, com o cavalo alado, chega em 23,7m.


Após seis anos de construção, o monumento foi inaugurado em 25 de janeiro de 1934, no aniversário da cidade. 


No discurso de inauguração o professor Luís Inácio de Anhaia Melo, que resumiu da seguinte maneira a importância do arquiteto:

O monumento foi desmontado e retirado do local em 1967, em muitos sites dizem ter sido retirado por causa do Metro o que não e verdade, o Metro chegou anos depois, e se passa por baixo da Estação da Luz, poderia muito bem passar por baixo do monumento, na verdade foi desmontado em função da repaginação viária da região e do transito que virou um inferno na Av. Tiradentes onde se gastava horas para percorrer algumas centenas de metros.  

Na parte da frente a escultura de Ramos de Azevedo analisando seus projetos, nas laterais figuras femininas representando a engenharia, escultura, pintura e arquitetura. e na parte de trás imagens dos trabalhadores expressando muita força e músculos.

Ficou por vários anos desmontado ao lado da Pinacoteca, depois foi remontado na Cidade Universitária Armando de Salles Oliveira, e reinaugurado em 1973, onde permanece, até hoje, na praça que leva o nome do arquiteto, próxima à Escola Politécnica, instituição que ajudou a criar. 

Em 1999, passou por uma reforma.


Fonte: wikipedia vidaculturanegocios 
fotos: vidaculturanegocios 
Mapio.net


O cavalo em gesso e comissão responsável pela execução. 

Trabalhadores limpando o cavalo.




Comitê pro monumento.

1937

No dia da Inauguração

Galileo Emendabili


Na Cidade Universitária








 

terça-feira, 11 de janeiro de 2022

 Avenida Indianópolis

Moema

Aberta entre 1913 e 1915 pela Cia. Territorial Paulista e tornada público através de doação à Municipalidade conforme escritura lavrada no dia 03 de Abril de 1933 nas notas do 11º Tabelião desta Capital.

Em homenagem à filha do diretor da Cia. Territorial Paulista, Eng. Fernando Arens Júnior, foi batizada "Av. Araci";

Como ele gostava muito de  nomes indígenas e de aves que, acabou sugerindo vários nomes para logradouros daquela região.

O Engenheiro Fernando Arens Júnior, um dos fundadores das cidades de Artur Nogueira no interior do estado e Mangangá no litoral. em 1.915. vendeu suas terras em Mongaguá (litoral sul de São Paulo), obtidas de índios da região, e comprou terrenos onde hoje está os bairros de Indianópolis e Moema,  e em reconhecimento, colocou nomes de diferentes povos em metade das ruas.

Na outra parte, optou por pássaros, por causa da mata atlântica, foi essa a área que se verticalizou primeiro, com a inauguração do Shopping Ibirapuera, na avenida homônima, em 1.976.


No dia 18 de Agosto de 1933, através do Ato nº 505, ela foi denominada como "Av. Indianópolis".

Como o Eng. Fernando Arens Júnior, estudou nos E.U.A e quiseram homenagear a cidade de Indianápolis, capital do Estado de Indiana.

Mais nos Atos oficiais, por um descuido de um servidor, o nome foi grafado como Indianópolis, e não Indianápolis como seria o correto, e assim permaneceu.

Começa na Avenida Ibirapuera, e termina na Avenida Jabaquara. Fica entre as Ruas Pedro de Toledo e Avenida Açoce.

Fontes: dicionarioderuas.prefeitura.sp nogueirense wikipedia.
Fotos: saopauloantiga  blogdogiesbrecht.spbairsro

1930




1959




DFVasconcelos

DFVasconcelos











sábado, 8 de janeiro de 2022

 

As casas suspensas da Rua Genebra


A Rua Genebra, na pontinha do Bixiga, não leva esse nome em homenagem à segunda cidade mais populosa da Suíça. Seu nome é, na verdade, uma homenagem a Dona Genebra de Barros Leite (1783—1836), esposa do Brigadeiro Luís Antônio de Souza. A honraria foi planejada pela nora de Dona Genebra, Dona Francisca de Paula Souza e Melo, a Baronesa de Limeira. Seu marido, Vicente de Souza Queirós, o Barão de Limeira, era um dos três filhos do Brigadeiro, e o único que não foi homenageado com nome de rua naquele bairro: suas irmãs, Maria Paula e Francisca Miquelina, também são homenageadas em ruas que fazem esquina com a Rua Genebra.

A esquina das ruas Genebra e Maria Paula nem sempre foi como é hoje. Até 1954, era como se existissem duas “Ruas Genebra”: uma entre as ruas Aguiar de Barros e a Maria Paula (a parte “de cima”) e outra entre as ruas Maria Paula e Santo Amaro (a parte “de baixo”). A parte de cima terminava na altura da Maria Paula, mas num íngreme barranco de alguns metros de altura. Por causa disso, a parte de baixo era um local mais movimentado e procurado para estabelecimentos comerciais, também pela proximidade ao eterno “futuro Paço Municipal”. O local era chamado de “ponto de grande futuro” em diversos anúncios de imóveis em 1949.

O desnível entre os dois pedaços da rua começou a chamar a atenção especialmente no fim dos anos 1940, com a urbanização da Rua Maria Paula (que chegou a ser chamada de Avenida Maria Paula ou Avenida de Irradiação nessa época). É possível que a construção do Condomínio Planalto, em 1953, ocupando o terreno no lado ímpar da Rua Maria Paula entre as ruas Genebra e Santo Amaro, tenha sido também um fator para destacar a situação.

“Outra via que se encontra em condições ainda piores é a Rua Genebra. Essa artéria de feição pouco elegante apresenta dois níveis. A parte de baixo está em ordem. Entrementes, a de cima é aberta com perigoso barranco e escorregadia escadinha, constituindo sério perigo aos transeuntes. Poderia a Prefeitura mandar construir escada segura na Rua Genebra.” Folha da Manhã, 23 de abril de 1948, página 2

A Prefeitura acabaria optando por outra solução: escavar a Rua Genebra, transformando-a numa descida. A terraplanagem não foi simples e levou vários meses para ser concluída, conforme relatava a Folha da Manhã em 14 de fevereiro de 1954, “devido ao lençol de água superficial ali existente e aos encanamentos de serviços públicos, tais como água, esgotos, luz e telefone, que precisaram ser alterados em seus percursos. A obra resolveu o problema, fazendo com que o ponto de encontro das duas ruas ficasse na mesma altura.

Entretanto, isso teve um preço para alguns dos moradores. As casas da foto que abre este artigo ficam a poucos metros da esquina com a Maria Paula, então passaram a ficar acima do novo nível da rua. Sendo elas provavelmente as únicas nesse trecho que são remanescentes da época da terraplanagem, são também as únicas que precisam de escadas para que suas portas sejam alcançadas.


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sexta-feira, 10 de dezembro de 2021

 Tomie Ohtake

Tomie Nakakubo,  essa paulistana por adoção, nasceu em Kyoto, no Japão, dia 21 de novembro de 1913, onde fez seus estudos, naturalizou-se brasileira em 1968.

Em 1936 chegou ao Brasil para visitar um de seus cinco irmãos. Impedida de voltar, devido ao início da Guerra do Pacífico, acabou ficando no país. 

Casou-se,  com Ushio Ohtake, engenheiro agrônomo, criou seus dois filhos, Ruy e Ricardo e residia no bairro da, Mooca na capital paulista, com quase 40 anos começou a pintar incentivada pelo artista japonês Keiya, ou Keisuke  Sugano. 




Em 1053  integrou o Grupo Seibi, e passou um certo tempo produzindo obras no contexto da arte figurativa, mas a artista definiu-se pelo abstracionismo, a partir dos anos 1970, passou a trabalhar com serigrafia e litogravura  e gravura em metal.
Premiada na maioria dos salões nacionais e regionais, que participou nos anos anos 50 e 60, recebeu o Prêmio Panorama da Pintura Brasileira do Museu de Arte Moderna de São Paulo.




Participou de 20 Bienais Internacionais:  Bienal de Veneza, Tóquio, Havana, Cuenca, entre outras além das 6 vezes que participou da Bienal de São Paulo uma das quais recebeu o Prêmio Itamaraty.

Participou ainda de mais de 120 exposições individuais, em São Paulo e outras vinte capitais brasileiras, e Nova York, Washington DC, Miami, Tóquio, Roma, Milão, e outras, e ainda quase quatro centenas de coletivas, entre Brasil e exterior, tendo recebido 28 prêmios.  

A obra de Tomie na pintura, gravura e na escultura, marcante sua produção as mais de 30 obras públicas na paisagem em cidades brasileiras como: 
São Paulo (Av. 23 de Maio, 1988.
Anhangabaú, 1984.

Cidade Universitária, 1994, 1997 e 1999; 


Auditório Ibirapuera, 2004; 
Auditório do Memorial da América Latina, 1988; 

Av Paulista. 2015



Teatro Pedro II em Ribeirão Preto, 1996;

Santos 
inaugurada em 2008 pelo Príncipe Naruhito do Japão



 Monumento ao Trabalhador, Santo André.
 

E ouras em, Belo Horizonte, Curitiba, Brasília, Araxá e Ipatinga.

Infelizmente faleceu no dia 12 de fevereiro de 2015, aos 101 anos e meio, no Hospital Sírio-Libanês, em decorrência de choque séptico causado por uma broncopneumonia

Pela sua carreira consagrada, Tomie Ohtake é considerada a “dama das artes plásticas brasileira”.




Fontes: institutotomieohtake wikipedia xpecialdesign.
Fotos: educação Uol 
nelsonkon 
casaclaudia. 
tripadvisor 
Jornal Mundo Lusíada wikipedia

quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

Avenida Paulista

Ruas de São Paulo e sua Historia ou Historia do Homenageado.



Inaugurada em: 08 de dezembro de 1891.
Começa na Praça Oswaldo Cruz, e termina na Rua Minas Gerais, atravessa os Bairros da Bela Vista, Vila Mariana e Consolação,  no limite entre as zonas Centro-Sul, Central e Oeste.

Considerada um dos principais centros financeiros da cidade, e também um dos seus pontos turísticos mais característicos cultural e de entretenimento.

O alto do espigão, foi, desde os tempos coloniais, conhecido como "Morro do Caaguassú" (mata fechada, grande ou virgem, em Tupi), o primeiro proprietário daquela área foi Fernão Dias Paes Leme (tio-avô de Fernão Dias, o "caçador de esmeraldas"), que recebeu por sesmaria um vasto território que estendia-se desde a Vila Mariana até Pinheiros.
  
Conhecido como "Sítio do Capão", este passado a Maria Leme, filha de Fernão Dias seguiram-se vários proprietários e em 15/09/1864 a área foi adquirida pelo Major Benedito Antônio da Silva (11º proprietário) que, em seguida vendeu o sítio a Mariano Antônio Vieira aos 05/04/1880. 

Em 14/03/1878: o  vereador João Ribeiro de Lima, sugeriu a abertura de uma rua no local "sendo de suma necessidade e utilidade pública a abertura de um caminho que partindo do alto do Caguassú (estrada de Santo Amaro - atual Av. Brig. Luís Antônio) e passando pelo lugar denominado Mandiocal, e por uma parte de terra do Major Benedito Antônio da Silva vá sair no caminho dos Pinheiros..." (atual Rua da Consolação),
mais sua sugestão não foi aceita.

 Em 1880, o novo proprietário, Mariano Antônio Vieira, resolveu por conta própria abrir uma larga "picada" na frondosa mata que teria de largura cerca de 50 metros, a "Estrada" ou "Rua da Real Grandeza", primeira denominação da Av. Paulista. Mariano Antônio Vieira , português de nascimento, foi ainda o responsável pela abertura do Bairro Bela Cintra e, também, das ruas Augusta e Frei Caneca, dentre várias...

José Coelho Pamplona, o Visconde de Porto Martim, meio irmão de Manoel Paim Pamplona e José Paim Pamplona, respectivamente cunhado e sogro de Mariano Antônio Vieira, adquire parte da área, do "Sítio do Capão" por volta de 1890.

Afonso Augusto Roberto Milliet e os empresários José Borges de Figueiredo, Joaquim Eugênio de Lima e João Augusto Garcia, adquirem outras glebas, e aproveitando a já aberta "Rua da Real Grandeza" e com algumas alterações, inauguraram no dia 08/12/1891 a Av. Paulista. 

Localizada a 847 metros do nível do mar, com 30 metros de largura e 2.800 de extensão, sugeriu-se naquela época que ela tivesse o nome de "Av. Joaquim Eugênio de Lima", mais ele não aceitou a homenagem, dizendo que Avenida Paulista homenagearia todos os Paulistas.

Este logradouro e um dos orgulhos da cidade, palacetes foram construídos, em 1900, já ostentava 50.

Foi asfaltada em 1908, sendo a primeira na cidade, teve seus passeios alargados e recebeu arborização de ipês, e estimulou o desenvolvimento de varias outras ruas paralelas e perpendiculares, dando origem a os bairros: Jardim Paulista, Jardim América e Jardim Europa (os "Jardins"). 

A partir da década de 1950, os suntuosos palacetes começaram a dar lugar aos altos edifícios, e nas décadas de 1960 e 1970, grandes empresas e instituições bancárias "trocam" o centro da cidade pela Av. Paulista. 

Entre finais dos anos 60 e início da década de 1970, o seu leito foi alargado para os atuais 48 metros, numa ampla reforma que lhe deu, o seu aspecto atual, no início da década de 1990, o ramal "Paulista" do Metrô foi inaugurado.

Nomes anteriores: Rua da Real Grandeza e Avenida Carlos de Campos.

Oficializada pelo, Ato nº 972, de 24 de agosto de 1916 com o nome de  Avenida Paulista.

Lei nº 3.042 de 20 de maio de 1927, altera para  Avenida Carlos de Campos.
Ato nº 11 de 13 de novembro de 1930 , Avenida Carlos de Campos volta a denominar-se Avenida Paulista.
Decreto n° 15.635 de 17 de janeiro de 1979 - Confirma a denominação Avenida Paulista
Lei nº 11.006, de 20 de junho de 1991 (Projeto de Lei nº 210/90,  Oficializa a Avenida Paulista como imagem da Cidade de São Paulo.

Fonte: dicionarioderuas wikipedia 
Fotos: José Rosael/Hélio Nobre/Museu Paulista da USP Jornal Shopping Pátio Paulista, Guilherme Gaensly  -Wilfredor  Marcelo Camargo/ABr 
arqfuturo 
baressp



No dia de sua inauguração.

1900


1902

1928


Ciclovia


Escultura de Tomie Otake.

Um dia de domingo.