segunda-feira, 19 de julho de 2021

 

Rua Voluntários da Pátria, Santana

Ruas de São Paulo e sua Historia ou Historia do Homenageado.


Conforme consta de plantas e documentos municipais, esta rua era inicialmente conhecida como "Estrada para Bragança", e assim continuou até 1888.
Essa denominação (Voluntários da Pátria) foi proposta para uma rua no Braz, mais não se concretizou (Atas da Câmara de 23/04/1884), quatro anos depois, a 20/03/1888, tentaram mudar o nome de parte da  Av. Tiradentes para, Voluntários da Pátria, mas novamente esta indicação não foi concretizada. 
Finalmente, no dia 04/09/1888, os vereadores Silveira da Motta, João Augusto Garcia, Domingos Sertório, Francisco Antonio Pereira Borges e João Mendes da Silva fazem a seguinte indicação que é aprovada: "Indicamos que o prolongamento da rua do Commercio da Luz, desde a Ponte Grande até a subida do morro de Sant'Anna seja denominado rua dos Voluntários da Pátria". 
No ano seguinte, a 25/06/1889, a nova denominação é confirmada com a aprovação do seguinte parecer: “A Commissão encarregada de dar nomes ás ruas indica que a rua nova da freguezia de Sant'Anna a partir da Ponte Grande até a subida do Morro seja denominada rua dos Voluntarios da Patria". 
Posteriormente, pela Lei nº 1.799, de 07.07.1914 a Rua Voluntários da Pátria é prolongada até o Alto do Mandaqui. Em 1916, através do Ato nº 972 de 24 de agosto, reafirma-se a sua oficialização.
A intenção era homenagear o batalhão "Voluntários da Pátria" que prestou relevantes serviços ao Brasil durante a Guerra do Paraguai (1864-1870).
Como o Exército Brasileiro ainda não estava preparado para uma guerra, pois não dispunha de recursos bélicos e não possuía um corpo militar numeroso e instruído. 
Por isso, o Imperador Dom Pedro II decidiu convocar os brasileiros (os Voluntários da Pátria) exaltando o sentimento patriótico. 
No dia 7 de janeiro de 1865 o Imperador, por meio do Decreto nº 3371, criou batalhões “para o serviço de guerra em circunstâncias extraordinárias com a denominação de Voluntarios da Patria”.
Em princípio, os batalhões forneciam um reforço às tropas brasileiras e o alistamento não era obrigatório porém com o agravamento do conflito, se tornou obrigatório. 
Para incentivar o alistamento o próprio D. Pedro II se apresentou como o primeiro voluntário da  pátria e marchou para a cidade de Uruguaiana, ocupada pelo exército paraguaio, com isso, o imperador se transformava em  um exemplo  para as forças militares ali estacionadas e para o resto do país. 
Os alistados como Voluntários traziam no braço esquerdo um distintivo dourado, em forma de “V” com a inscrição "Voluntária da Pátria", colocada pela Coroa Imperial.
Os alistados traziam no braço esquerdo um distintivo dourado, em forma de “V” com a inscrição "Voluntária da Pátria", colocada pela Coroa Imperial.
No Largo da Sé nº 02, na cidade de São Paulo foi fundada a "Associação Promotora de Voluntários da Pátria". 
Foi esta a Associação quem armou e fardou a Coluna dos Voluntários, que se apresentou no inicio de janeiro de 1865, pronta para o embarque para a Guerra. 
Formavam mais de 60 Companhias de Voluntários, com Patriotas de todas as províncias do Brasil somando aproximadamente 40.000 homens. 
A guerra envolveu Brasil, Argentina e Uruguai (Tríplice Aliança) contra o governo de Francisco Solano López na República do Paraguai, e terminou em 1870, com a vitória da Tríplice Aliança e com a destruição do Paraguai, que perdeu grande parte de sua população. 
Da soma dos homens que participaram da Guerra, 40% morreram, foram feridos ou ficaram inválidos. Dos 51 batalhões de voluntários da pátria que seguiram para a guerra, restaram apenas 14.
fonte: dicionário de ruas PMSP
fotos: 
.pinterest 
 gazetazn

1929





1938

Atual



 A estação de Santana foi inaugurada por volta de 1895, nos primórdios da Cantareira.

A estação foi demolida depois de sua desativação em 1964. A estação ficava na Rua Alfredo Pujol entre a Rua Voluntários da Pátria e a Av. Cruzeiro do Sul, exatamente dentro da curva, do lado direito no sentido Cantareira, não muito distante de onde mais tarde foi construída a estação Santana do metrô.



 Nesta rua ficava a estação de Santana: o espaço que esta e os trilhos ocupavam deram origem, depois da demolição do pátio e prédio, a esta rua, com um nome que nada tem a ver com a rua (rua do Racionalismo Cristão) e continuação da rua Alfredo Pujol. O cruzamento é com a rua Voluntários da Pátria (Foto Ralph M. Giesbrecht em agosto de 2016).



sexta-feira, 16 de julho de 2021

 

Avenida Sapopemba, Água Rasa 

Ruas de São Paulo e sua Historia ou Historia do Homenageado.


Conhecida como "Estrada de Sapopemba" e foi aberta por volta de 1880 para fazer a ligação entre os diversos sítios, chácaras e fazendas da região, a urbanização de São Paulo não ia além da Vila Gomes Cardim, a Vila Regente Feijó , onde tem início a Av. Sapopemba, ainda não existia. 

Sapopemba significa "raiz angulosa, com protuberâncias".

No século XIX, existiam diversas estradas "rurais" que faziam a ligação do núcleo urbano de São Paulo com diversas localidades. Assim era a "Estrada de Sorocaba" (hoje R. da Consolação e a sua derivação para Pinheiros) e a "Estrada de Jundiaí" (hoje um trecho da Avenida São João, General Olímpio da Silveira e a sua continuação pela Água Branca). Todas essas antigas estradas (hoje Avenidas) sofreram alterações em seus traçados e, principalmente, em suas denominações, daí a importância da Av. Sapopemba para a cidade de São Paulo. 

Com apenas algumas retificações, permanece com seu traçado original e, mais importante, conserva a sua  denominação, SAPOPEMBA.

No século XIX, a Estrada de Sapopemba era uma estrada de terra batida utilizada por tropeiros e pequenos sitiantes que por ela faziam chegar seus produtos até a cidade.

No final do século XIX e inicio do XX, o rápido crescimento e  a urbanização pelo qual passou a cidade naquele período, surgiram diversos loteamentos entre a Moóca e o Tatuapé, a Vila Formosa e a Vila Prudente, mais todos respeitando a tradição da "Estrada hoje Avenida, conservaram o seu traçado.

Entre os anos 1910 e 1930 surge uma gleba que ficou conhecida como Fazenda Sapopemba que deu origem ao atual Bairro de Sapopemba.

Ate 1940 conservava a denominação de Estrada do Sapopemba o que desagradava aos moradores que fizeram um movimento para a troca de estrada para avenida, o então vereador Jânio da Silva Quadros apresentou um projeto para a alteração que não foi aprovado pela Câmara.

Novo projeto e apresentado em 1952 pelo vereador Farabulini Jr., e aprovado no dia 19 de maio de 1954, e  no dia 3 de junho de 1954, o já Prefeito Jânio Quadros sanciona a Lei 4.484 que alterava o nome de "estrada" para "Avenida Sapopemba".



Estrada do Sapopemba já em Ribeirão Pires.



terça-feira, 13 de julho de 2021

 

"Largo do Arouche, Consolação"

Ruas de São Paulo e sua Historia ou Historia do Homenageado.


Tenente General José Arouche de Toledo Rendon, paulistano formado em Direito pela Universidade de Coimbra, foi comandante militar das Vilas do norte de São Paulo entre 1813 e 1820, participou das lutas pela Independência, Deputado Constituinte, e Primeiro Diretor da Faculdade de Direito de São Paulo.
Introdutor da cultura de Chá em São Paulo, transformou suas terras que hoje correspondem a área hoje conhecida como Vila Buarque, em uma imensa plantação de Chá com mais de 54 mil pês.
Por volta de 1810, implantou uma praça para exercício que ocupava uma área que englobava os atuais Largo do Arouche e a praça da Republica, o seu centro havia uma pequena lagoa que foi aterrado no final do século XIX, e no mesmo ano abriu as primeiras ruas que ligavam a suas terras atual Av. São João.
A praça ficou conhecida como Praça da Legião depois Tanque do Arouche".
Em 1865 o vereador Malaquias Rogério de Salles Guerra, ao realizar uma revisão dos nomes das ruas de São Paulo, alterou aquela denominação para "Campo do Arouche".
No final do século XIX, após calçamento e urbanização passou a ser conhecido como "Largo do Arouche".
Em 1910 (Lei 1.312 de 26/04) parte do largo, entre as ruas do Arouche e Sebastião Pereira passou a chamar-se "Praça Alexandre Herculano". Em 1913, através da Lei 1741 de 18/09, revogou-se a Lei 1.312 e todo o espaço voltou a ter a denominação de "Largo do Arouche".



sexta-feira, 9 de julho de 2021

 

Casa Allemã


Loja de departamentos de São Paulo, fundada em 1883 na rua 25 de Março que depois foi aberta em outras localidades, que funcionou do final do século XIX até meados do século XX.

Sempre lembrada como uma loja dedicada à elite paulistana, a Casa Allemã começou na rua 25 de Março, vendendo linho alemão, rendas e outros produtos que comprava para revender, em 1883 transferiu-se para a Rua General Carneiro (antiga Rua Municipal) e alterou o nome para Casa Alemã.

Fundada pelo imigrante alemão Daniel Heydenreich, com a ajuda de seus irmãos que estavam na Alemanha (Adolf, Hermann e Traugott), importava mercadorias a loja. 

Em 1883, Adolf veio para o Brasil e logo em 1890, seu irmão Hermann também. A empresa tornou-se "D.& A. Heydenreich". 

Em 1890 muda para a Rua direita e em 1895 seria ampliada, ocupando mais dois andares para depósito e atendimentos a clientes.

Em 1895 com a chegada de seu irmão Traugott, a empresa passa a ser "Irmãos Heydenreich" e em 1896 passa a ocupar o prédio inteiro, ganhando duas vitrines na parte central. 
Em 1904 mudaria novamente, permanecendo na mesma rua Direita, porém em um edifício melhor, equipado até com elevador, e com frente também para a Rua da Quitanda.

Organizada em departamentos, vendendo uma variedade de produtos: armarinhos, perfumaria, bordados, artigos para cavalheiros, cortinas e tapetes, a partir de 1920 cria o departamento de roupas para esportes, e para "banhos de mar" e artigos para patinação.

Havia uma distinção entre o masculino e feminino,  masculino visando à intelectualidade e praticidade, e para as mulheres, que representavam a maior parte da clientela, eram relacionadas à perfeição, delicadeza e intuição cujo consumo era estimulado pela urbanização e busca pelo luxo europeu e bem-estar.

Foram abertas filiais em:  Campinas (1887), Santos (1890), Ribeirão Preto (1910) e Jaú (1912), a filial de Santos localizava-se à rua 15 de Novembro, esquina com a Frei Gaspar, e oferecia serviços de tapeçaria.

Com a crise econômica mundial ocasionada pela quebra da Bolsa de Nova Iorque em 1929, e a Revolução de 1930, depois a Revolução Constitucionalista de 1932, a elite paulista perdeu muito seu poder aquisitivo a loja foi forçada a se popularizar.

Com a Segunda Guerra Mundial são obrigado a mudar de nome para não demostrar ligação com a Alemanha nazista, passado a se chamar  Galeria Paulista de Modas.

Em 1059 depois de enfrentar grandes dificuldades encerra suas atividades. 

Em 1929 a família Heydenreich havia cria a Fundação Heydenreich, em reconhecimento ao seu sucesso nos negócios no Brasil, preocupada com a difícil situação de outros imigrantes alemães e para não desamparar viúvas de ex-funcionários da Casa Alemã, a família doou parte de seus bens para empreendimentos de utilidade pública e a atividades filantrópicas.

Mesmo com o enceramento das atividades da loja a Fundação continua com suas atividades ate os dias de hoje.

fontes: wikipedia vejasp http://www.fbh.org.br
fotos:  
novomilenio  
museudaimigracao wikipedia 
pinterest









 

Rua "Asdrúbal do Nascimento", Bela Vista

Ruas de São Paulo e sua Historia ou Historia do Homenageado:



Asdrúbal Augusto do Nascimento, nasceu em Rezende, no estado do Rio de Janeiro, a 11 de julho de 1854. Era filho de Francisco Augusto do nascimento e de Inácia jardim Nascimento. Aos 12 anos foi para a capital da república a fim de trabalhar no comércio. Em 1884 veio para São Paulo e exerceu o cargo de guarda-livros na Cia. Antártica que naquele tempo explorava a indústria de banha e outros produtos. Foi vereador da Câmara Municipal de São Paulo e vice-prefeito em exercício durante o ano de 1907. Foi também diretor da Companhia Antártica Paulista, transformando-a em fábrica de cerveja e refrigerantes. Faleceu no dia 25 de fevereiro de 1926.
Logradouro oficializado através do ATO nº 972, de 24 de agosto de 1916.
Nome anterior do logradouro: Rua São Francisco.




 

"Rua da Quitanda", Sé

Ruas de São Paulo e sua Historia ou Historia do Homenageado:


Nome popular que relembra o comércio miúdo ali estabelecido
no século XIX e que era chamado de "quitanda". conhecida em 1822, também como "Rua do Cotovelo", pois lembrava um cotovelo, que foi amenizado com retificações, mais ainda atualmente a curvatura da rua e marcante.
Em meados do século XIX, foi denominada como "Quitanda",
pois as "quitandeiras", mulheres que vendiam miudezas e alimentos cozidos ou ao natural.
Seu primeiro quarteirão era conhecido como "Beco da Cachaça"
entre as ruas Alvares Penteado e 15 de Novembro, pois ali era comum o comercio de bebidas.
Nome oficializado pelo, ATO nº 972, de 24 d agosto




de 1924.


"Avenida Nove de Julho"

Ruas de São Paulo e sua Historia ou Historia do Homenageado:


Seu nome é uma homenagem à Revolução Constitucionalista de 1932.
No dia nove de julho de 1932, começa o conflito entre as forças paulistas e o governo provisório de Getúlio Vargas, pois o mesmo estava tomando normas contra a democracia que diminuíram a participação política dos estados por meio, como a anulação da Constituição Federal de 1892 e da deposição de vários governadores estaduais.
O movimento paulista pela reivindicação do poder contou com diferentes segmentos da sociedade que auxiliaram na organização e confronto armado que se desenvolveu.
O Projeto da Avenida Nove de Julho na década de 1920 pelo prefeito Pires do Rio que pretendia que esta corresse no meio de um parque desde o vale do Anhangabaú até a Avenida Paulista, mais só foram iniciadas e prosseguidas pelos prefeitos Fábio Prado e Prestes Maia.
Em 1941, foi oficializada mantendo a homenagem ao grande evento paulista e a avenida funciona como ligação dos bairros da zona sul ao centro da cidade seguindo pelo vale do Saracura Grande.
Caracteriza-se ainda, especialmente no trecho que se localiza no centro, como uma avenida de fundo de vale.
A avenida faz parte do trecho da rede viária da cidade que surgiu a partir do ordenamento sugerido pelo Plano de Avenidas do prefeito Prestes Maia.