"Avenida Nove de Julho"
Ruas de São Paulo e sua Historia ou Historia do Homenageado:
"Avenida Nove de Julho"
Ruas de São Paulo e sua Historia ou Historia do Homenageado:
Maria de de Barros Penteado nome depois de casada mais seus
biógrafos sempre deram preferencia ao nome da
família da mãe.
Filha de Salvador Jorge Velho, Neto e Genebra Maria Machado, casada com Antonio de Barros Penteado, não foi encontrado registro de sua data de nascimento.
Filhos: Anna Joaquina de Barros; Genebra de Barros Leite; Bento Pais de Barros, 1º barão de Itu casado com Leonarda, irmã do brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar; Joaquim Floriano de Barros; Escolástica Joaquina de Barros; Antonio Paes de Barros, 1º barão de Piracicaba, casado com Gertrudes Eufrosina Aires de Aguiar, irmã do brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar; Francisco Xavier Paes de Barros; Maria de Barros Leite casada com Francisco de Paula Sousa e Angela Ribeiro Leite de Cerqueira.
Com referencia a rua foi aberta pela Baronesa de Limeira (d. Francisca de Paula Souza e Mello) sua neta, em terrenos de sua propriedade e foi entregue ao trânsito público no dia 14 de maio de 1894 através do Ato nº 10 que, também oficializou a denominação de "Rua Maria Paula" Esta rua é uma homenagem à d. Maria Paula Machado, avó da baronesa de Limeira. Casada com Antônio de Barros Penteado, d. Maria Paula teve, entre outros filhos, a sra. Maria de Barros Leite. Esta, por sua vez, foi casada com Francisco de Paula Sousa e Mello, pais de d. Francisca de Paula Souza e Mello, a baronesa de Limeira. O marido da baronesa (Vicente de Souza Queirós - Barão de Limeira), era filho do Brigadeiro Luís Antônio de Souza (veja Av. Brigadeiro Luís Antônio) e de d. Genebra de Barros Leite, esta também homenageada na "Rua Genebra".
(http://enderecosdesaopaulo.blogspot.com)
Fontes: portaldobixiga.com, enderecosdesaopaulo. geni.com ospaesdebarrossaopaolo wikipedia
fotos: portaldobixiga.com pinterest.com
Esquina Rua Maria Paulo com Rua Sto. Antônio
Edifício Andraus localizado na esquina da avenida São João com a rua Pedro Américo. Possui 115 metros de altura e 32 andares, e sua construção foi finalizada no ano de 1962. construído pela construtora Organização Construtora e Incorporadora Andraus (Ocian), nomeado em homenagem a seu fundador.
O edifício sofreu um incêndio em 24 de fevereiro de 1972, por volta das 16h da tarde com 16 mortes e 345 feridos, uma sobrecarga no sistema elétrico, foi a causa do incêndio.
Em menos de 15 minutos o fogo alcançava o 6º andar do prédio além do térreo alcançando cinco prédios vizinhos ao afetado pelo incêndio.
A empresa responsável pelo fornecimento de luz da cidade já havia notificado os responsáveis pelo edifício, advertindo sobre o excesso de carga elétrica no local e os perigos decorrentes.
O fogo começou no segundo andar exatamente na marquise luminosa da loja e se espalhou por todo o prédio, que reunia escritórios de varias empresas nacionais e multinacionais entre eles Henkel, Petrobrás, Siemens e a Companhia Adriática de Seguros.
Conhecido como "Prédio da Pirani", uma loja de eletro domésticos e utilidades domesticas que na época da tragédia ocupava os primeiros andares, do térreo ate o 5º andar e subsolos, loja que tinha sua matriz na Avenida Celso Garcia, hoje não mais em atividade.
O resgates feito pelos helicópteros no ultimo andar onde a maioria dos ocupantes do prédio se refugiou, participaram aeronaves da FAB, do Palácio do Governo, da Prefeitura, da COMASP, do Banco do Estado e de firmas particulares - havendo ocasiões em que seis aparelhos sobrevoavam a área ao mesmo, tempo, os resgatados foram levados para: a praça Princesa Isabel, o campo do Palmeiras e para o aeroporto de Congonhas ou Campo de Marte.
No topo do edifício, transformado numa fornalha, quatro homens anônimos de sangue-frio administraram o pânico levasse mais vitimas: eles assumiram a liderança das centenas de pessoas, fazendo elas deitar no chão para evitar asfixia pela fumaça e estabeleceram a prioridade para o embarque nos helicópteros, primeiro as crianças, depois as mulheres e finalmente os homens, eles quatro por ultimo.
16 pessoas morreram entre eles Paul Jürgen Pondorf, presidente da Henkel, e Ottmar Flick executivo da mesma, e mais de 300 ficaram feridas.
Por decisão judicial os responsáveis pela Lojas Pirani deveriam pagar indenizações as famílias das vítimas e os feridos do incêndio causado pela marquise luminosa, com os inúmeros pedidos de indenização para pagarem pouco tempo depois a rede anunciou a sua falência pública.
O prédio foi restaurado pois restou apenas o esqueleto do prédio após o incêndio, atualmente no local esta instalada uma parte da Secretaria Municipal de Finanças de São Paulo.
Não se tem notícias sobre o estado atual da marca Pirani ou de seu dono mas a marca ainda passa por processo de recuperação judicial, seu último status de andamento foi em Janeiro de 2018, e pode ser consultada no site jusbrasil.com.br.
fonte: wikipedia almanaque.folha.uol
fotos: aventuradahistoria culturaaeronautica.
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| 1960 Restaurado. |
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| Maria Leopoldina com cinco dos seus sete filhos. |
Em 25 de junho de 1954, o Presidente do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, Prof. Ernesto de Souza Campos, em carta dirigida ao Príncipe D. Pedro Henrique, então Chefe da Casa Imperial brasileira, em nome do IHGSP e da Prefeitura.
Com os dizeres: “Como é do conhecimento de Vossa Alteza Imperial, a Prefeitura construiu no Ipiranga, exatamente no local em que D. Pedro I proclamou a Independência do Brasil, um belíssimo Pantheon todo revestido de mármore e bronze para nele serem guardados e venerados os despojos de Sua Majestade o Imperador e Sua Augusta Esposa, D. Leopoldina, que muito trabalhou pela nossa Independência. [...] Muito nos honraria se Vossa Alteza Imperial aquiescesse em ser efetuada a trasladação ora solicitada”.
Somente em 26 de julho do mesmo ano D.Pedro Henrique responde alegando só ter recebido a carta em 21 de julho, o teor da carta e tão marcante que a transcrevo na integra:
Devo dizer a V. Excia. que acho a idéia feliz, pois D. Leopoldina bem merece descansar ali onde o Brasil nasceu como nação independente, ela que tanto fez pela independência do Brasil e tanto a desejou.
Como Chefe da Casa Imperial do Brasil dou meu consentimento para esta trasladação dos despojos de minha venerada Ancestral, mas devo antes pedir algumas condições que passo a expor.
Primeiro. Que a Câmara Mortuária do Pantheon seja adornada de um grande Crucifixo, que dê ao mausoléu um caráter religioso.
Segundo. Que haja um altar no Pantheon onde se possam celebrar Missas em sufrágio das almas dos que lá descansarem.
Terceiro. Que o mausoléu seja previamente bento por sacerdote católico.
Minha Família é e sempre foi profundamente católica, e não poderia se conformar que algum de seus membros repousasse em terra e ambiente não sagrados.
Uma vez garantidos estes três pontos, eu, como Chefe da Casa Imperial, consinto prazenteiramente que os despojos de D. Leopoldina sejam trasladados da Igreja do Convento de Santo Antonio para o Mausoléu do Ipiranga.
Quero porém crer que V. Excia. se tenha igualmente dirigido a meus primos, os Senhores D. Pedro Gastão e D. João de Orléans e Bragança, cujo consentimento também é necessário para se tocar no sepulcro de nossa augusta Avó.
Felicito V. Excia. pela luminosa iniciativa, que dará um cunho sagrado à histórica colina do Ipiranga, e fará do Monumento de nossa independência um memorial ainda mais eloquente, a tornar viva aos presentes a epopéia de nossa Emancipação política.
Deus guarde V. Excia.
a) Pedro Henrique de Orleans e Bragança
A imperatriz Maria Leopoldina morreu no Palácio de São Cristóvão, na Quinta da Boa Vista, bairro de São Cristóvão, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro, em 11 de dezembro de 1826.
A cerimônia fúnebre foi presidida por Francisco Mont'Alverne, pregador oficial do Império do Brasil.
Seu corpo, revestido do manto imperial, foi colocado em três urnas: a primeira de pinho português, a segunda de chumbo (com a inscrição latina própria, sobre a qual havia uma caveira com duas tíbias cruzadas, e sobre esta, o brasão imperial em prata) e a terceira de cedro.
Foi sepultada no Convento da Ajuda, na atual Cinelândia. Quando o convento foi demolido, em 1911, os restos foram transladados para o Convento de Santo Antônio, também no Rio de Janeiro, onde foi construído um mausoléu para ela e alguns membros da família imperial.
Em 1954, foram transferidos definitivamente para um sarcófago de granito verde ornado de ouro, na Capela Imperial, sob o Monumento do Ipiranga, na cidade de São Paulo.
Em 1972, aniversário de 150 anos da independência, o corpo de D Pedro I, transladado para o Brasil – conforme havia pedido em seu testamento – acompanhado de grande pompa e honras dignas de um chefe de estado, enquanto seu coração continua na Igreja da Lapa no Porto em Portugal conforme era seu deseja.
Os restos mortais de sua segunda esposa Amélia de Leuchtenberg, foram tambem trasladados, para o Monumento do Ipiranga em 1982.
fontes: .monarquirg.br educacao.uol historiadomundo.com wikipedia.org
fotos: retiradas do google.
Vila Medeiros é um distrito situado na Zona Norte do município de São Paulo e pertence à Subprefeitura de Vila Maria -Vila Guilherme.
Localizado entre a Vila Maria, Vila Guilherme, Tucuruvi, Jaçanã, Itapegica e Ponte Grande, os dois últimos, pertencentes à Guarulhos.
Fazem parte do território de 7,7 km² do distrito 13 bairros, são eles: Vila Medeiros, Vila Sabrina, Vila Ede, Vila Munhoz, Jardim Brasil, Jardim Guançã, Jardim Julieta, Conjunto Promorar Fernão Dias, Jardim Neida, Vila Alegria, Vila Elisa, Vila Luísa, Parque Novo Mundo (parte).
O Português, Francisco de Medeiros de Jordão, que adquiriu 68 alqueires de terra na região em 1909 junto às famílias Buono e Rodrigues, e a dividiu, primeiro em grandes chácaras, e logo em seguida em loteamentos, de famílias conhecidas, como os Buono e os Mazzei.
Tempos difíceis para os primeiros moradores, pois os habitantes da região tinham de andar a pé quilômetros ate a Estação do Tucuruvi, e lá tomar o trem da Cantareira.
Contam os primeiros moradores da Vila Ede, que chegaram ao local lá pelas primeiras décadas do século XX. faltava de tudo menos o espírito de luta dos moradores.
Recebeu o nome de Vila Edi por ter sido loteada em terras pertencentes a Ede Mazzei, uma das filhas do grande loteador da Zona norte Henrique Mazzei.
Paroquia de Nossa Senhora do Loreto, inaugurada em 11 de julho de 1954.
A criação da igreja derivou de um acidente aéreo, um
casal de italianos que estava nas proximidades quando ocorreu a queda de
um pequeno avião. Sobreviventes da tragédia, ergueram em nome do bairro
o Santuário.
Somente em 1954 o bairro se ligou ao centro, pelo ônibus da linha Concórdia – Vila Medeiros.
Segundo a Secretaria de Estado da Educação a região e atendida por 14 escolas.
Fontes:wikipedia .spbairros. 32xsp.org educacao.sp. znnalinha .jornalspnorte.
Fotos: saopaulobairros .jornalspnorte.
O monumento foi finalmente desmontado em 1935, quando a prefeitura mudou o trânsito na região, e algumas das peças foram levadas para outros pontos da cidade.
Por sua vez, O Beijo Eterno foi parar em um depósito da prefeitura, onde permaneceu por muitos anos.
Em 1953, quando assumiu a prefeitura, Jânio Quadros que conhecia a história de O Beijo Eterno, ele também estudou e se formou em Direito no Largo São Francisco, onde a estátua era célebre.
Segundo consta em uma reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, a prefeitura tinha instalado, anos antes, a imagem na entrada do colégio estadual Fernão Dias Paes, em Pinheiros, mais ela ficou na escola por pouquíssimo tempo, pois os pais dos estudantes se mobilizaram para retirá-la, com a alegação que a figura era "imoral".
Em 1956, Jânio manda a colocar no Bairro do Cambuci onde residia, mais novamente foi organizado um longo abaixo-assinado para que a obra fosse removida imediatamente do bairro, alegando que ela atentava contra os bons costumes, Jânio não resistiu à pressão e, O Beijo Eterno voltou ao depósito da prefeitura.
Dez anos depois da censura no Cambuci, em 1966, o então prefeito José Vicente Faria Lima decidiu instalar O Beijo Eterno na entrada do túnel da avenida 9 de Julho, no centro da cidade, mas houve nova resistência.
Em um discurso na Câmara, o sr Antonio Sampaio, dizendo-se portador de memorial assinado por senhoras residentes da 9 de Julho e membro da Arena (partido politico), solicitou a retirada da estátua, segundo o O Estado de S.Paulo em 8 de outubro de 1966. citando o vereador, a estátua constitui um 'verdadeiro acinte ao decoro e aos bons costumes do paulistano'".
Mais dessa vez, uma reviravolta selaria o destino da escultura: os estudantes da Faculdade de Direito decidiram agir, fretaram um caminhão, invadiram o espaço da prefeitura e furtaram a figura de bronze de 400 quilos.
Segundo o jornal Folha de S.Paulo a história e um pouco diferente: a estátua não chegou a sair da entrada do túnel, ela foi resgatada pelos universitários.
Ela foi instalada em frente ao campus, e os alunos ainda fizeram uma ameaça: se a estátua fosse retirada do Largo São Francisco, iriam cobrir com panos todas as outras representações de pessoas nuas que houvesse na cidade.
"Os estudantes se sentiram no direito de pegar a estátua, porque ela é um patrimônio da faculdade. Foi Largo São Francisco que financiou sua construção", diz José Carlos Madia de Souza, presidente da Associação dos Antigos Alunos da Faculdade de Direito da USP.
Depois do furto, O Beijo Eterno não saiu mais do calçadão em frente à faculdade: passou incólume até pela ditadura militar, que tinha uma máquina ativa de censura à liberdade de expressão e artística.
O Poema termina assim:
Quero um beijo sem fim
Que dure a vida inteira e aplaque o meu desejo!
Ferve-me o sangue: acalma-o com teu beijo!
Beija-me assim!
O ouvido fecha ao rumor
Do mundo, e beija-me, querida!
Vive só para mim, só para minha vida,
Só para o meu amor!"
fontes: .bbc.com terra.com
fotos: bbc.com spbairros