sexta-feira, 13 de agosto de 2021

 

AVENIDA AMADOR BUENO DA VEIGA Penha de França

Ruas de São Paulo e sua Historia ou Historia do Homenageado.



Avenida Amador Bueno da Veiga é uma das vias mais antigas da cidade de São Paulo, foi um dos primeiros caminhos entre São Paulo e Rio de Janeiro, "Antigo Trecho da Estrada de São Miguel", tem seu inicio na rua Padre João e termina na Avenida São Miguel.
Oficializada em 24 de agosto de 1916. tendo seu nome modificado em 07 de maio de 1949 e oficializado através da Lei nº 3.752.
Nome anterior: antigo trecho da "Estrada de São Miguel.

Amador Bueno da Veiga nasceu na cidade de São Paulo, em 1650 era bisneto de Amador Bueno o "Aclamado", consta que só de uma vez extraiu de um Ribeirão nas proximidades de Ouro Preto, muitas arrobas de ouro, era pela importância e pela riqueza social um dos maiores homens do Brasil, no século XVIII.

Estudou no Colégio dos Jesuítas e São Paulo elegeu-o na Praça Pública para o Cabo Maior dos Paulistas, na Guerra contra os Emboabas, serviu a Capitania de São Paulo e seu País, entregando-se ao devassamento dos sertões dos rios Mogi-Guassu e Pardo, em cujas margens faleceu em novembro de 1719, com 54 anos de idade.

Amador já tinha em São Paulo sítio na margem direita do Anhembi (no atual bairro do Mandaqui) que se estendia até as encostas da Cantareira (São Miguel e Guarulhos), nela existia uma extensa área onde se cultivava trigo, destinado ao abastecimento da vila e de outras províncias.

Em 23 de setembro de 1704 Amador propusera abrir um novo caminho de São Paulo para as Minas, conforme informou nesta data ao Governador do Rio de Janeiro, esse caminho parece não ter relação com a avenida que hoje leva seu nome.

Participou da Guerra dos Emboabas entre 1707 e 1709 sendo comandante chefe (Cabo-Maior) do exército paulista que marchou para o rio das Mortes, em Minas, para vingar a morte dada a seus concidadãos, pelos portugueses no Capão da Traição, ao findar da Guerra dos Emboabas, recebe como recompensa sesmarias no que é hoje Taubaté no estado de São Paulo.

Descendente de bandeirantes, foi por sua vez, ascendente de figuras importantes de São Paulo e do Brasil, como a poetisa Bárbara Heliodora Guilhermina Alvarenga da Silveira, a heroína esposa do poeta inconfidente Alvarenga Peixoto.

Fontes: dicionarioderuas. wikipedia
Fotos: spbairros 
Foursquare DO1 
Mapio.net 











segunda-feira, 9 de agosto de 2021

 

Ladeira Porto Geral, Sé

Ruas de São Paulo e sua Historia ou Historia do Homenageado.


Ao lado de outras ruas históricas como as  "Direita", "Boa Vista" ou "da Quitanda", sobreviveu, na colina histórica de São Paulo.

Começa na Rua Boa Vista e termina na Rua 25 de Março, um terreno inclinado, por isso a denominação de ladeira.

O nome da "Ladeira Porto Geral". Principal caminho para o Rio Tamanduateí ao tempo em que este corria ao lado da Rua 25 de Março, e atendia o Mercado dos Caipiras e o Mercado Grande (ou Mercado Velho) com mercadorias.

A ladeira, por volta de 1780, foi chamada  de "caminho que vai para o Tamanduateí", e como era muito comum nos séculos XVII e XVIII, foi conhecida por diversos nomes como "Beco do Barbas" (referência a um antigo barqueiro que residia nas imediações), "Beco da Barra" e "Beco do Quartim" (referência a Antonio Maria Quartim, proprietário de uma chácara na região).

Foi também como "Porto Geral de São Bento", e isso por dois motivos: o primeiro deles deve-se ao fato de que o "porto", além de ficar nas proximidades do Mosteiro de São Bento, era também muito utilizado como atracadouro para as canoas carregadas de mercadorias provenientes das fazendas de São Caetano e que pertenciam ao Mosteiro.

A designação "Porto Geral", Deve-se ao foto de que dos diversos portos ele era o principal, mais não era o único porto no Rio Tamanduateí, tinha ainda o "Tabatinguera",  o da "Figueira" e o do "Coronel Paula Gomes", mais nele que atracava mais canoas de mercadorias vindas dos sítios e das roças ribeirinhas e das olarias de São Bernardo.

O "Porto Geral" era, um centro de grande atividade comercial, sempre cheio de tropas e mercadores, tudo isso até 1848, quando então o Rio Tamanduateí começou a ser retificado.

Com o termino das obras  em 1896 que com o desaparecimento do "porto", resto, porém, o nome para  chamar a nossa atenção deste fato histórico da velha São Paulo.

Logradouro oficializado através do ATO nº 972 de 24 de agosto de 1916.

Fontes: dicionarioderuas wikipedia 
Fotos: Galeria de Léo Pinheiro 
pinterest mapio 
Carlos Fatorelli ladeiraportogeral wikimedia

1862




Porto

Porto


1916









quinta-feira, 5 de agosto de 2021

 

Rua Augusta, Consolação

Ruas de São Paulo e sua Historia ou Historia do Homenageado.


Começa na Rua Martins Fontes com a Martinho Prado e Praça Franklin Roosevelt  e termina na Rua Estados Unidos. Distrito da Consolação , Cerqueira Cesar e Jardim América .

Suas primeiras referências datam de 1875, era apenas uma trilha de terra batida que começava na  Chácara do Capão (altura da Rua D. Antonia de Queiroz) e seguia até o Morro do Caaguaçú, onde hoje e a Av. Paulista.

No mapa da cidade de 1897, e sua representação mais antiga, onde ela já aparece com a denominação de Rua Augusta, embora alguns pesquisadores dizem que a primeira denominação era Rua Maria Augusta, porém, nada de oficial existe a respeito.

O português Mariano Antonio Vieira, proprietário da Chácara do Capão cuja área ele comprou em 05 de abril de 1880, foi o responsável pela urbanização da antiga trilha e a sua consequente transformação em uma rua. 

Na sua propriedade, Mariano abriria o bairro da Bela Cintra e diversas ruas como a Frei Caneca e a Rua da Real Grandeza, atual Avenida Paulista.

Mariano A. Vieira resolveu urbanizar a trilha pois, o novo bairro teria uma via de acesso rápido até o centro da cidade. 

Segundo depoimentos dado entre 1890 e 1891, ele teria dito: "Agora vou abrir a rua por onde os bondes elétricos deverão subir até á Avenida (se referindo a atual Av. Paulista), porque as ruas existentes têm trechos muito íngremes de todo impróprios para transitarem veículos mesmo que sejam bondes elétricos."

O que era um sonho pois os bondes ainda era puxados por tração animal os elétricos só seriam usados a partir de 1900.

Nunca se conseguiu explicar sua denominação, mais o que se entende que o nome não e referencia a nenhuma mulher: e sim aplicar algo como um adjetivo ou título de nobreza ao chamá-la de "Rua Augusta", lembrando que  Mariano ao abrir uma "picada" ao alto do morro do Caaguaçú chamou de Rua da Real Grandeza.

Em 1891 ela já estava aberta entre a Rua Caio Prado e a Avenida Paulista, entre 1910 e 1912  estendida até a Rua Álvaro de Carvalho, sendo oficializada em 1927. 
A Rua Martins Fontes fez parte da Rua Augusta até 1942, ocasião em que foi desmembrada (Decreto Lei n.º 153/1942). 

Do lado oposto - em direção aos Jardins - seu prolongamento até a Rua Estados Unidos foi oficializado em 1914. 

Era para jovens paulistanos na década de 1960, glamour e diversão, a partir da década de 1970, começou a adaptar-se às mudanças, dado o pesado tráfego de automóveis e ônibus e a criação de inúmeras galerias e centros comerciais, aliado à falta de estacionamento.
E dessa época a musica de Ronnie Cord, Ronald Cordovil, falecido em 1986:

Legislação Municipal, Acervo do Arquivo Histórico Municipal e VIEIRA, Antonio Paim - Chácara do Capão, In "Revista do Arquivo Municipal", Vol. CXVIII, São Paulo, Departamento de Cultura, 1952. O Ato 699, de 7 de julho de 1914 estende a denominação até o loteamento Jardim América. Pelo Ato 972, de 24 de agosto de 1916 o nome da via ficou reconhecido como oficial por constar na Planta da Cidade produzida nesta época pela Divisão Cadastral da "Directoria de Obras e Viação" da Prefeitura.

Fonte: dicionarioderuas wikipedia

Fotos: FrancisW Vinicius Reis Guilherme B Alves 
pinterest 
passosaugust

1932





1940



Anos 1960




Anos 60 (olha os cabelos)


1965





Esquina com Luiz Coelho

Acarpetada 1973

Acarpetada 1973

Esquina com a Paulista



sexta-feira, 30 de julho de 2021


Ruas de São Paulo e sua Historia ou Historia do Homenageado.


A rua Conselheiro Crispiniano aberta no Morro do Chá, propriedade do Barão de Itapetininga. 
No dia 21 de Abril de 1863, a Câmara Municipal autorizou a desapropriação de área para uma passagem  entre o Paissandu e a rua da Palha, atual Sete de Abril. 
Ate 1873, esta rua ainda não tinha sido aberta e o Ten. Cel. Fernando Braga, determinou a Câmara que a direção da rua deveria seguir pelo lugar já demarcado, ao lado da Chácara do senador Queiroz. 
Em 1904, os proprietários de terrenos nesta rua receberam favores fiscais da prefeitura para edificações, visando a integração de espaços vizinhos com o Teatro Municipal.
Nome oficializado pelo ATO nº 972, de 24/08/1916, embora a rua já fosse conhecida por essa denominação, desde a morte do Conselheiro.

João Crispiniano Soares, nasceu em 24 de julho de 1809 na freguesia de Conceição de "Guarulhos", vizinha a São Paulo. 
Filho de pais pobres, ainda novo consegue emprego na Tesouraria da Fazenda, embora em cargo subalterno.
Consegue apesar de grandes dificuldades matricular-se na Faculdade de Direito, logo nos primeiros anos torna-se um dos mais distintos alunos, recebe no seu 3º ano um prêmio de mérito literário. 
Bacharelou-se em 1834 e, em 1835, conquista o título de doutor.
Em1836 e nomeado professor da mesma Faculdade, onde lecionou Prática logo após foi escolhido para dirigir a cadeira de Direito Romano, onde se destacou por seu grande conhecimento da cultura jurídica. Fora da Academia, também exerceu brilhantemente vários cargos: Inspetor da Tesouraria, delegado de Polícia e juiz municipal suplente. 
Em 1854 presidiu a Província de Mato Grosso, em 1863 a de Minas Gerais, em 1864 a do Rio de Janeiro, e a de São Paulo, de 7 de novembro de 1864 a 18 de julho de 1865. 
Foi ainda, vereador, deputado e presidente da Câmara Municipal de São Paulo nos anos de 1838 a 1847 e deputado da Assembleia Geral por Mato Grosso em 1848. 
Na presidência da Província de São Paulo, prestou relevantes serviços e organizou o 7º batalhão de "Voluntários paulistas", Batalhão que primeiro marchou para as campanhas do Paraguai. 
Aposentou-se no cargo de professor da Faculdade em 1873 . 
Faleceu em São Paulo em 15 de agosto de 1876.

fonte: dicionarioderuas
fotos: 
Mapio 
Pinterest 
Lembranças de São Paulo 
Foursquare

Palacete Jose Paulino, depois Comando Militar do Sudeste, localizava-se ao lado do Cine Marrocos. 



1916





Esquina com São João

1950



Cine Marrocos

Mappin esquina Conselheiro com Pça. Ramos e Barão de Itapetininga

Cine Marrocos

Esquina com São João








 

segunda-feira, 26 de julho de 2021

 

PRAÇA CLÓVIS BEVILAQUA

Ruas de São Paulo e sua Historia ou Historia do Homenageado.



Localizada entre as Ruas Anita Garibaldi, Irmã Simpliciana e Praça da Sé no Centro Histórico de São Paulo.
Um dos mais tradicionais logradores  paulistano é onde estão localizadas várias edificações importantes da cidade, com a construção do Metro sua área se confunde com a Praça da Se.

Clóvis Bevilaqua, nasceu em Viçosa, Ceará, dia 4 de outubro de 1859, iniciou seus estudos em sua cidade, depois formou-se, Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito de Recife. 
Foi Promotor Público em Alcântara no Maranhão, Lente de Filosofia na Faculdade de Recife e de livre docente na mesma escola. 
Organizou o projeto do Código Civil, foi o representante do Brasil no Tribunal de Haia, Consultor Jurídico do Ministério das Relações Exteriores. 
Membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro de Letras, autor de varias obras entre elas: Filosofia Positiva no Brasil, Estudos de Direito e Economia Política, Legislação Comparada, Direito das Obrigações, Direito da Família, Direito Internacional Privado e Direito Público Internacional. 
Foi membro de diversas Associações Científicas Estrangeiras, como; Academia de Jurisprudência de Bogotá; do Instituto de Coimbra; da American Academy of Political And Social Ciences, de Filadelfia; da Associação de Direito comparado, de Berlim. 
Faleceu no Rio de Janeiro em 26 de julho de 1944.

A praça recebeu seu nome pelo Decreto-lei nº 387, de 07 de janeiro de 1947.
Regulamentado pela Lei 4.174, de 05 de janeiro de 1952.

fonte: dicionarioderuas
fotos: 
Classical Buses 
historiadesaopaulo 
 
pinterest 
vovoneuza 
historiadesaopaulo.






1957
1942
1943

1971


1957

Dr. Clóvis Bevilaqua

Vista aérea da Pça Clovis e Pça da Se. entre 1971 e 75






sexta-feira, 23 de julho de 2021

 

Avenida Celso Garcia, Mooca

Ruas de São Paulo e sua Historia ou Historia do Homenageado.


Antiga Avenida da Intendência (Atas da Câmara de 28/10/1891). Com o falecimento do dr. Afonso Celso Garcia da Luz no dia 30/05/1908, sugeriram que se mudasse o nome da avenida  para homenageá-lo. 
O dr. Celso Garcia nasceu em Batatais a 08/10/1869, filho de Evaristo José Garcia e de d. Mariana Garcia da Luz. 
Iniciou seus estudos em Batatais, aos 15 anos de idade, mudou-se para São Paulo estudou dois anos no Seminário Episcopal, em 1890 matriculou-se na Faculdade de Direito. 
Ainda estudante envolveu-se em grandes causas e se tornou escritor brilhante, fundou diversos jornais, Resistência, o Rebate e a Folha Acadêmica. 
Foi colaborador ainda no jornal Gazeta do Povo, ao lado de Julio Ribeiro, publicou diversos textos contra a monarquia. Em janeiro de 1895 recebe o titulo de bacharel e muda para Santa Rita do Passa Quatro, se distingue como  criminalista. 
Casa-se com d. Maria Chaves Garcia, tiveram dois filhos: Evaristo e Elisa. 
De volta a São Paulo, entra para a redação da Nação, com Felix Bocaiuva, juntos mudaram o jornal para uma edição moderna e vigorosa. 
Depois, trabalhou no jornal o Tempo, órgão da dissidência republicana, ainda como jornalista, trabalhou na Platéia, no Comércio de São Paulo e colaborou no jornal O Estado de São Paulo. Durante esse período, destacou-se como defensor das classes populares, quando se envolve na política,  elegeu-se vereador em 1904, mas a comissão verificadora dos votos não sanciona o seu nome, recorre aos tribunais para garantir sua posse, que só ocorre  em 1905. E foi nesse posto que o trabalho de Celso Garcia ganhou vulto na cidade de São Paulo ao apresentar projetos de grande repercussão como o das casas operárias.
Como membro da Comissão de Higiene, denuncia as precárias condições de vida dos operários, e também e dele a ação  no sentido de obrigar a Light, concessionária do transporte, a ofertar  passagens mais baratas para operários, obrigando a respeitar uma cláusula no contrato,  tratou também da redução da tarifa para estudantes (Atas da Câmara 20/07/1907 e 01/02/1908).
Comissão de Higiene, através da qual denunciava as precárias condições de vida dos operários. Teve também atuação determinante no sentido de obrigar a Light, concessionária do transporte, em oferecer passagens mais baratas para operários, lembrando de uma cláusula no contrato daquela companhia que assim determinava, assim como tratou da redução da tarifa para estudantes (Atas da Câmara 20/07/1907 e 01/02/1908).
Em seu mandato (1905 a 1908) fazia visitas aos bairros mais distantes como Lapa, Santana e Braz, cobrando os melhoramentos para a população e denunciava que partes da cidade recebiam melhor atendimento por parte da prefeitura, sendo que os bairros operários, eram esquecidas.
Foi presidente honorário e sócio benemérito de cerca de 20 associações de classes operárias onde gozava de inteira confiança. 
Faleceu dia 30 de maio de 1908, em São João da Boa Vista vítima de pneumonia. Transladado para São Paulo, foi sepultado no cemitério da Consolação.
Avenida Celso Garcia, nome oficializado pela Lei nº 1.086, de 15 de julho de 1908, nessa mesma avenida há um busto de Celso Garcia, feito em bronze e granito, localizado exatamente na Praça Major Guilherme Rudge, em frente ao Hospital Leonor Mendes de Barros, no Brás.

fontes: O Comercio de São Paulo e O Estado de São Paulo dicionarioderuas. wikipwdia
fotos: 
Pinterest 
Eng.Vagner Landi 
Via Trolebus 
Folhapress wikipedia 
Mapio.net