sábado, 9 de setembro de 2017

Barra Funda 

Antiga Fazenda Iguapé



Propriedade de Antônio da Silva Prado(filho de Dona Veridiana da Silva Prado), o Barão de Iguapé, ate 1850, a fazenda após loteada deu origem a várias chácaras, entre elas a Chácara do Carvalho, pertencente ao Conselheiro Antônio Prado, neto do Barão de Iguapé, e que mais tarde se tornaria prefeito da cidade de São Paulo.

grandiosidade dessa região se comprova pelo fato do Conselheiro Prado ter convidado Luigi Puci projetista do Museu do Ipiranga, para projetar a casa sede da chácara, que anos depois também seria loteada e a casa seria adquirida pelo Instituto de Educação Bonni Consilii que existe ate hoje.

Junto com as outras áreas loteadas deram origem ao distrito da Barra Funda e a parte dos atuais distritos da Casa Verde e Freguesia do Ó.

Em seu inicio seus principais moradores  foram os italianos que trabalhavam em serrarias e oficinas mecânicas, principalmente para atenderem a população do elitizado bairro vizinho dos Campos Elísios e também trabalharam na ferrovia que seria inaugurada no final do século.

Em 1875 ocorreu a inauguração da Estação Barra Funda da Estrada de Ferro Sorocabana, e os armazém dos produtos que eram transportados do porto de Santos para o interior, e funcionando como escoamento da produção de café paulista, o que motivou o crescimento da região que se intensificou em 1892 com a inauguração da estação da São Paulo Railway, no local onde esta hoje o viaduto da Avenida Pacaembu.

Com o crescimento da população em 1920 as ferrovias passaram a transportar alem das cargas também passageiros.

No inicio do seculo XX nota-se um grande aumento da população de negros na região tradicionalmente italiana.

Em 7 de maio de 1902 e inaugurada a linha de Bonde ligando a região ao Largo de São Bento,  à grande facilidade no transporte e à proximidade dos elitizados bairro de Higienópolis e Campos Elísios, fez com que parte da elite paulista da indústria e do café se instalasse nessa região ao sul do bairro, entre a linha férrea e as margens do rio Tietê
Outro fator para o desenvolvimento da Barra Funda foi a instalação das "Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo", no bairro vizinho da Água Branca, em 1920 que oferecia grande oportunidades de emprego.
A região sofreu muito com a crise de 1929, com o fechamento de muitas industrias e a mudança das elites, que transformaram seus casarões em cortiços.

O bairro expôs para o país grandes paulistanos como Mário de Andrade, que nasceu e viveu no bairro, que conserva até hoje sua antiga residência e Inezita Barroso
bibliotecáriaprofessoracantoraatrizinstrumentistafolcloristaapresentadora de rádio e televisão,

Foi também o berço do mais antigo Cordão Carnavalesco, Grupo Carnavalesco Barra Funda, que foi perseguido pelo presidente Getúlio Vargas, que confundiu a associação já que os mesmos utilizavam camisas verdes e calças brancas, mesmas cores da ação Integralista de Plinio Salgado, que mudou o nome em 1953 para o cordão Camisa Verde e Branco , escola de samba a partir de 1972 ganhando o carnaval paulistano por 9 vezes e mantém sua sede no distrito.

Destaques turísticos e culturais: a já sitada Casa de Mario de Andrade, Teatro São Pedro inaugurado em 1917, o Memorial da América Latina, no antigo Largo da Banana, projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, e os estúdios da Rede Record de televisão, a mais antiga do país em atividade,

Destaques de transportes: Terminal Intermodal Barra Funda, um dos maiores do país e com importância semelhante ao Terminal Tietê, pois reúne todas os tipos de transporte coletivo existentes na capital paulista: metrô Estação Palmeiras Barra Funda, trens das antigas linhas Sorocabana e Santos-Jundiaí, além de ônibus para viagens municipais, intermunicipais e internacionais. 

fonte: wikipedia
fotos: estaçõesferroviarias Leonardo Ré-Jorge OS2Warp Dornicke Pinterest Catraca Livre barraviva.


Cabine de chaves no pátio da Barra Funda em 1962.


Memorial da América Latina.


Terminal Barra Funda.



quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Independência 

O acaso premiou São Paulo como o local da independência do país, grande honra para a cidadezinha.
Pedro, vinha cansado, e que cavalgava uma mula, o animal mais apropriado para a subida da serra, com roupas simples, sem a pompa eternizada por Pedro Américo, em sua tela “Independência ou Morte” também conhecida como "O Grito do Ipiranga".
E o nome do riacho passou a ser citado pelos brasileiros ainda criancinhas, a partir do momento em que o poeta Osório Duque Estrada o incluiu no primeiro verso do ‘Hino Nacional’.
Ipiranga, ou Piranga, uma região de muito mato e algumas roças nas duas margens do riacho que lhe empresta o nome, por ali vinha de Santos o príncipe regente dom Pedro, no ano de 1822  e ia para São Paulo, não tinha como não passar pelo local. 
Ocorreu então ali o episódio que, ficou conhecido dos brasileiros e conferiu à passagem do personagem pelo lugar um significado central na história do Brasil.
Emissários que estavam no seu encalço entregaram-lhe ali correspondência de Lisboa que exigia sua volta a Portugal juntamente com o Decreto de D.Leopoldina então Regente pela ausência do Príncipe declarando o Brasil separado de Portugal, e ainda carta de José Bonifácio.
"Tirem suas braçadeiras, soldados. Viva independência, à liberdade e à separação do Brasil." Ele desembainhou sua espada afirmando que "Para o meu sangue, minha honra, meu Deus, eu juro dar ao Brasil a liberdade" e gritou: "Independência ou morte".
fontes: seuhistory wikipedia .historiadasartes
foto: .historiadasartes
Independência ou Morte, 1888, óleo sobre tela, 415 cm x 760 cm, Pedro Américo, Museu Paulista da USP, São Paulo.


domingo, 3 de setembro de 2017

Cemitério da Vila Formosa

O segundo maior cemitério do mundo, localizado na zona leste de São Paulo.

Fundado em 20 de maio de 1949, o Cemitério da Vila Formosa, ocupa uma área de 763.175 m² e desde a sua inauguração, já foram realizados mais de 1,5 milhão de sepultamentos. 
É uma necrópole usada, sobretudo, para enterros de pessoas das classe C, D e E, com vinte e quatro salas para os velórios, todo mês realizam-se uma média de 275 sepultamentos.
Ocupa a quarta maior área verde municipal da Cidade de São Paulo na divisa dos distritos de Vila Formosa e Carrão, só sendo superado pelos parques Anhanguera, Ibirapuera e o Parque do Carmo, e a mais importante área verde da zona leste da cidade, por ser muito arborizado é usado diariamente para o lazer, principalmente das crianças e dos adeptos das caminhadas e corridas. 
Existe uma quadra no cemitério destinada apenas a órgãos amputados, como pernas, braços e até dedos.
Débora Campo de Oliveira, de apenas 5 anos, foi morta e esquartejada por uma vizinha que tinha ciúmes do carinho que o marido sentia por ela, em janeiro 1983, e não demorou muito para que ganhasse status de milagreira e seu tumulo virou ponto de peregrinação a administração do cemitério decidiu reservar toda a quadra para Débora, que tem seu túmulo isolado em uma das áreas do cemitério, além das velas, o túmulo da criança sempre está decorado com brinquedos, doces e até uma mamadeira.

A sepultura do funkeiro, MC Daleste é uma da mais visitada do cemitério, em julho de 2013 adolescentes começaram a se reunir praticamente todas as tardes para, ao som de funk, cantar e dançar em homenagem ao morto com o passar do tempo essa reuniões pararam de acontecer mas o tumulo ainda e o mais visitado por ser a única celebridade sepultada no local.

Documentos comprovam que ao menos 11 vítimas da ditadura 
foram enterradas como indigentes no Vila Formosa entre 1969 e 1970: 
fontes: wikipedia noticias.terra.
fotos: Vila Formosa Web scoopnest.com Notícias - R7.
Tumulo da menina Débora.
O túmulo do cantor de funk MC Daleste, assassinado em 2013




Carrão

Distrito frequentemente chamado de "Vila Carrão"


Seu nome e uma homenagem a João da Silva Carrão, o "Conselheiro" Carrão, ex-presidente da Província de São Paulo.
Essas terras de acordo com alguns historiadores faziam parte da indefinida Sesmaria de João Ramalho, que ao longo dos anos passou pelas mãos de muitos proprietários e recebeu nomes como Tucuri, Bom Retiro e Chácara Carrão, aos poucos o cenário agrícola foi dando lugar ao progresso.
Iniciou-se de um antigo sítio à beira de uma trilha por onde iam e vinham os gentios da aldeia de Piratininga à de Biacica ou Imbiacica (hoje o distrito de Itaim PaulistaVila Curuçá e parte leste de Jardim Helena) e pelos bandeirantes em busca de ouro e índios para escravizar.
Fez parte do Tatuapé ate 1990 quando foi emancipado pela prefeita Luíza Erundina , curiosamente, isso fez que o distrito perdesse a estação de metrô, já que com essa nova divisão, a estação Carrão ficou no Tatuapé.
O Carrão é conhecido pela sua grande comunidade de nipo-brasileiros, a maioria oriunda da província de Okinawa
A  Associação Okinawa Vila Carrão, fundada em 1957, contava em 2011 com 3.000 associados, realizando anualmente Okinawa Festival no Clube Escola Vila Manchester, figura hoje como um dos maiores eventos promovidos pela colônia japonesa na cidade de São Paulo, fazendo parte do Calendário Oficial de Eventos do Município 
O carrão e dividido em sete bairros: Carrãozinho, Chácara Califórnia, Chácara Santo Antônio, Chácara Santo Estêvão, Vila CarrãoVila Nova Manchester, e Vila Santa Isabel.
Cemitério da Vila Formosa, o maior cemitério da América Latina e principal área verde do distrito na divisa com o Distrito da Vila Formosa..
fonte: wikipwdia
fotos: Raphael Igor portalnikkei Ademilar Prefeitura de São Paulo


1956 - Rua Xiririca na Vila Carrão.


Pinheiros 

Alguns historiadores consideram como o mais antigo dos bairros de São Paulo.

A área fazia parte de uma enorme sesmaria  que se estende desde o Butantã até parte do Pacaembu doada por Martim Afonso de Sousa a Pero de Góis, em 1532, cujas terras se estendiam do Butantã à cabeceira do riacho Água Branca
Em 1584, essas terras passaram a pertencer a Fernão Dias Paes, responsável pela expulsão provisória dos jesuítas do local, pois como bandeirante não concordava com a postura jesuíta contra a escravização dos índios.
Após a chegada dos jesuítas ao planalto de Piratininga que originaria a cidade de São Paulo, um grupo indígena se instalou, por volta de 1560, às margens do rio Grande, posteriormente conhecido como rio Pinheiros no local hoje ocupado pelo largo de Pinheiros.
A origem do nome, ao contrario do que se imagina não se deve a existência de araucárias na região (embora existissem algumas)  e sim a fato dos índios tupi chamarem o rio de 
Pi-iêrê, que significa "derramado", em alusão ao transbordamento das águas que alagava as margens, e por corruptela, a palavra teria se transformado em Pinheiros.
Parte da aldeia ficava no atual Largo da Batata, que não era atingido pelas habituais inundações, essa região foi por muito tempo conhecida como Farrapos.
Conhecida como Aldeia dos Pinheiros, ficava isolada da vila paulistana devido à topografia da região, mas apesar disso era usada para passagem pelos bandeirantes e também por outros indígenas por ser um local onde as margens do rio se estreitava, facilitando a passagem, diversas pontes foram construídas e reconstruídas a partir de 1632 por causa das enchentes ate que em 1865 foi construída uma ponte de metal.
No inicio do seculo XVII foi aberta o "Caminho de Pinheiros" atualmente as ruas Butantã, Largo de Pinheiros, rua Cardeal Arcoverde e  Rua da Consolação, que ajudou no desenvolvimento econômico e populacional do bairro juntamente com o sítio do Capão, uma propriedade altamente produtiva que se localizava nas terras da sesmaria, principalmente quando esta se encontrava sob comando de Fernão Dias Paes Leme, o "Caçador de Esmeraldas" e neto do antigo dono da sesmaria.
Em 1786 iniciou-se a construção de estrada ligando Pinheiros aos campos de Santo Amaro, o que hoje corresponde à Av. Faria Lima, posteriormente, a estrada foi estendida até a Lapa, e este novo trecho recebeu o nome de Estrada da Boiada, hoje Av. Diógenes Ribeiro de Lima.
Pouco habitado ate final do seculo XVIII economia era baseada em agricultura, carvoarias e olarias, sua  primeira padaria foi inaugurada em 1890.
A linha de Bondes foi inaugurada em 1904 mas somente ate a esquina da Capote Valente com Teodoro Sampaio, só a partir de 1909 chegaram ao Largo de Pinheiros, apos a drenagem e aterro da área.
Em 1910 foi inaugurado o Mercado de Pinheiros que era apenas uma área cercada de arames farpados, e um pequeno galpão.
No final do seculo XIX recebeu grande quantidade de imigrantes italianos e no inicio do XX de japoneses, quando o bairro se firmou como uma região de classe média, com grande presença de comércio e indústrias.
Em 1915, foi firmado um acordo entre o governo do estado de estado de São Paulo e a Fundação Rockefeller para a construção da sede da Faculdade de Medicina e Cirurgia de São Paulo, acordo que também previa a criação de um hospital para ser utilizado no aprimoramento dos estudantes e ao mesmo tempo no atendimento da população mais carente da capital paulista e até do interior do estado. 
Este hospital, que por uma série de dificuldades começou a ser construído apenas em 1938, foi chamado de Hospital das Clínicas e foi inaugurado oficialmente em 19 de abril de 1944,  hospital que ainda é um dos principais da cidade e considerado o maior complexo hospitalar da América Latina.
Por volta de 1920 é fundada a Sociedade Hípica Paulista, que se tornou um dos grandes pontos de encontro da elite paulistana até meados do século XX.
Inaugurado em novembro de 1966 o Shopping Iguatemi o primeiro do país.
fonte: wikipedia
fotos: Alexandre Giesbrecht things.I.like Deco97 estadao. gazetadepinheiros. Pinterest

Av. Rebouças.

Hospital das Clinicas.
 Rio Pinheiros - 1930

1916

largo de pinheiros - 1900.


sábado, 2 de setembro de 2017

Lauzane Paulista


Por volta de 1870, um casal se estabeleceu naquelas terras - o francês Pedro Gabone e a italiana Francisca Bocaccio, e uma outra família de origem italiana, Vicente Gabriel e Joana Pinheiro Gabriel, foram as primeiras,a povoar a área.
Em 1917 o suíço Alberto Savoy, nascido na cidade de Lausanne, comprou um grande sítio de 65 alqueires, mais em 1924, a vendeu para Francisco Amaro e Cia, como eram muito amigos, Francisco Amaro, resolveu homenagear a família Savoy, denominou a área de terra adquirida com o nome de Lausanne, devido também ser a área muito montanhosa, semelhante a da cidade suíça. 
Essa área de terra foi vendida aos donos da Tecelagem São Carlos, Piero Roversi e José Gonçalves Carneiro, por coincidência Piero era de origem suíça que iniciaram o loteamento Lausanne Paulista.
Tramway da Cantareira, percorria o bairro por um ramal, o "Ramal dos Menezes", que terminava na pedreira junto ao atual Supermercado Bergamais, hoje, a R. Ramal dos Menezes, que corta o bairro, apresenta traçado idêntico ao traçado deste ramal, que engatava com a antiga Estrada de Ferro Cantareira, incorporada à E. F. Sorocabana.
Ate 1970 havia uma represa, oriunda de detonações de dinamite numa pedreira, de onde eram retiradas pedras para o calçamento da cidade, que anos depois tornou-se um lixão, até hoje é possível observar enormes pedras em sua borda.
Bairro predominantemente residencial e está próximo da Serra da Cantareira, seus moradores frequentemente dizem que moram em Santana, e os empreendimentos imobiliários do bairro são falsamente anunciados como "Lançamento em Santana", inclusive o Santana Parque Shopping inaugurado em 2007.
Na pesquisa feita pela revista Exame a Avenida do Guacá apresenta o metro quadrado mais caro da Zona Norte.
fonte: wikipedia
fotos: Pedu0303 Laciportbus



Inauguração da Praça de Esportes Alberto Savoy.
Em 1927 o 
 Sr. Alberto Savoy doa um terreno para o recém fundado  Lausanne Paulista FC. do qual o presidente Janio Quadros foi sócio, e em 1951  foi campeão de Futebol Amador de São Paulo.


Cine Niterói

Rua Galvão Bueno, 88/102


Yoshikazu Tanaka, Susumu Tanaka e Iwao Tanaka os trés filhos homens de uma família de imigrantes japoneses, nascidos em Osaka que imigraram para o Brasil em 1923, foram para Santa Mariana, no Paraná, junto com a família. 
Nessa cidade, os irmãos Tanaka prosperaram bastante, primeiro como cafeicultores e depois como comerciantes de café e feijão, sendo que Iwao era também proprietário de uma serraria em Uraí, também no Paraná e Susumo estava comprando uma grande fazenda em Cornélio Procópio ainda no Parana.
Mas Yoshukazu por ter a saúde frágil atuava mais na área de compra e vendas e viajava muito e era conhecido na Bolsa de Cereais de São Paulo como "O Rei do Feijão" e propôs a os irmãos uma
 ideia que acabaria mudando a vida dos imigrantes japoneses no Brasil. 
Ele queria fundar uma sala de cinema!
E com a anuência dos irmãos, mesmo sem ter nenhuma experiencia na área, comprou o terreno da rua Galvão Bueno e construiu um cinema do zero. 
Viajou ao Japão e fez acordo com a distribuidora Toei para exibir as películas dessa grande empresa, no momento em que o Japão vivia o “boom” de produção cinematográfica, parte das madeiras veio da serraria de Iwao, e o capital necessário saiu do comércio de feijão de Santa Mariana. 
“Esse cinema não foi construído de cimento, esse cinema foi feito com feijão”, frase de Katsuzo Yamamoto, cerealista e amigo da família, no discurso de inauguração do cinema.
O ano era 1953, e a grande sala de cinema de dois andares, com 1500 poltronas estofadas, no térreo, o prédio contava com um restaurante no primeiro andar; um hotel nos dois andares seguintes, e um salão de festas no último pavimento. 
Um empreendimento que certamente encheu de orgulho, não só a família Tanaka, como também toda comunidade japonesa, que saía da triste situação do pós-guerra, quando o seu país foi derrotado. 
O primeiro filme exibido foi “Genji Monogatari”, traduzido como “Os Amores de Genji”, os filmes eram legendados mudados todas segunda-feira, em media 20 mil pessoas passavam pela sala todas as semanas.
Yoshikazu foi ainda mais ousado, por varias vezes trouxe do Japão vários artistas que protagonizaram os filmes de maiores sucesso, como Koji Tsuruta, um galã na época.
O sucesso do Niteroi estimularam a criação dos cines Jóia e Nippon, com a decadência dos cinemas em geral e a obrigatoriedade de exibição de filmes nacionais afastou se publico, o local foi desapropriado em 1968 para a construção da avenida Radial Leste Oeste, e com os recursos recebidos a família adquiriu o prédio do Cine Liberdade na Avenida do mesmo nome, mas 1984 pararam de importar filmes e enceraram as atividades, o Joia e o Nippon fecharam pouco tempo depois.
Muitos filhos de agricultores vinham para estudar e trabalhar em São Paulo, tendo como referência essas salas, e a Liberdade acabou se tornando o “bairro japonês”.
Uma curiosidade o nome Niterói não e uma referencia a cidade de Niterói e sim a junção das palavras: Nitto e Herói, Nitto é Japão, portanto, significa “Herói do Japão”.
Fonte: www.culturajaponesa.com.br 
Fotos: Fundação Japão Acervo Estadão japao100. Jojoscope





Local do Cine Niterói.