sexta-feira, 26 de novembro de 2021

 

Rua Direita, Sé

Ruas de São Paulo e sua Historia ou Historia do Homenageado.



Esta entre os mais antigos logradouros da cidade de São Paulo, aberta ainda no século XVI com o intuito de fazer a ligação do centro da cidade com a antiga estrada que levava à aldeia indígena de Pinheiros.

Sem nenhum planejamento, iniciava próximo ao Pátio do Colégio, berço de São Paulo, ao lado da Igreja da Misericórdia, e após, passava pela  Igreja de Santo Antônio, seguindo  para o Vale do Anhangabaú, dali passava pela atual  Praça da Bandeira e largo da Memória ligando-se a Ladeira do Piques: hoje rua Quirino de Andrade, e então o caminho de Pinheiros, atual Rua da Consolação (antiga Estrada de Sorocaba), e entrava-se no sertão.

Em 1638 já havia referências de sua existência na malha urbana, ela era conhecida como "Rua que vai para Santo Antônio", numa  alusão à Igreja de Santo Antônio, localizada hoje na Praça do Patriarca, mais tarde, ela passou a ser conhecida como Rua Direita da Misericórdia para Santo Antônio, numa referência à Igreja da Misericórdia (hoje demolida) que localizava-se no Largo da Misericórdia. 

Era citada algumas vezes como Direita de Santo Antônio, a origem do nome " Direita", estava sempre ligado à uma Igreja, seja a da Misericórdia, seja a de Santo Antônio, nesse caso, temos 
uma referência da tradição portuguesa de denominar as ruas principais de cada cidade como iniciando-se à Direita da porta principal de cada templo.

Em 1828, a rua ganhou iluminação pública com lampiões funcionando à azeite ou óleo de peixe, e a partir de 1870, passa a ter iluminação pública a gás, bondes tracionados por burros, água encanada e calçamento com paralelepípedos, e iluminação elétrica a partir de 1890.

Juntamente com as Ruas São Bento e XV de Novembro, forma o “Triângulo” paulistano, representando o centro, intelectual e elegante e comercial da cidade de São Paulo dos finais do século XIX e início do século XX.

Em 11/12/1891, vereadores aprovaram uma indicação substituindo o nome da "Rua Direita" para "Rua D. Pedro de Alcântara", mas, na sessão do dia 18/12/1891, esta decisão foi anulada.
Através da Resolução nº 82 de 12/03/1897, a Câmara Municipal novamente substituiu o nome da "Rua Direita" para "Rua Marechal Floriano Peixoto", porém, no dia 28/08/1899 (Lei nº 416), a denominação "Direita" foi restaurada.

Moradores ilustres, o Barão de Iguape (Antônio da Silva Prado), o primeiro a receber o titulo de prefeito de São Paulo, e filho de D. Veridiana Valéria da Silva Prado, o Barão do Tietê (José Manoel da Silva) deputado geral e presidente interino da Província de São Paulo três vezes, e ainda o senador Nicolau de Campos Vergueiro, integrou a Regência Trina provisória após a abdicação de D. Pedro I.

Nela foi construído o  Edifício Guinle, considerado o 1º arranha-céu de São Paulo, com 7 andares, sendo o precursor da verticalização na cidade, construído entre os anos de 1913 a 1916, de autoria do arquiteto Hipólito Pujol Junior, sua construção apenas aprovada após laudo oficial, pois o prefeito Barão de Duprat duvidava que um edifício de tal porte tivesse estabilidade, só liberado após aval do  engenheiro Antônio Francisco de Paula Souza, o diretor da Escola Politécnica.

A partir de 1950, torna-se uma rua destinada ao uso estrito de pedestre, nome oficializado pelo ATO nº 972, de 24/08/1916.
Legislação anterior: Lei nº 416, de 28 de agosto de 1899 e Resolução nº 82 de 12/03/1897.

Fonte: dicionarioderuas. wikipedia 
Fotos.  Guilherme Gaensly .
pinterest 
saopauloesuasruas

1900






1916










1920










quarta-feira, 17 de novembro de 2021

 

Avenida Vinte e Três de Maio

Ruas de São Paulo e sua Historia ou Historia do Homenageado.



Entre a Praça das Bandeiras e até a Rua do Paraíso, era um fundo de vale que dividia os bairros da Liberdade e da Bela Vista. Conhecido como "Vale do Itororó".

No final do século XIX, corria a céu aberto o Ribeirão do Anhangabaú, com a abertura de diversas ruas nesta região a partir de 1900, surgiu a "Rua Itororó", entre as atuais Ruas Condessa de São Joaquim e Pedroso, "Itororó", era uma referência ao córrego de mesmo nome que desaguava no Anhangabaú.

Através da Lei nº 3.209 de 31 de Julho de 1928, o então prefeito J. Pires do Rio aprovava um novo projeto para a então "Av. Itororó" desde a Rua João Julião e até a Rua Paraíso. 

Começava assim a futura Av. 23 de Maio, mais a construção demoraria ainda vários anos, somente em 1969 ela seria entregue ao tráfego, entre os anos de 1930 e 1940, a via passou a ser conhecida como "Av. Anhangabaú", entendia-se que era um prolongamento do "Parque do Anhangabaú". 

Em 1954, mais exatamente na sessão da Câmara Municipal do dia 05/05/1954, através do Projeto de Lei nº 170/54 foi proposto o nome de 23 de Maio, proposta essa assinado pelas Comissões de Justiça, de Educação e de Finanças e Orçamento, o que representava a maioria dos vereadores. 

"A grande data de 23 de maio de 1932, que marcou a reconquista da autonomia paulista em face da ditadura, ainda não tem na cidade a justa comemoração nas placas de uma rua, avenida ou praça. (...) A Avenida 23 de Maio ficará muito bem ao lado de sua irmã gêmea, a Avenida 9 de Julho, formando com um vértice na Praça das Bandeiras, um V que alto falará à alma paulista, simbolizando a vitória de São Paulo." Discutido novamente na sessão do dia 10/05/1954, o projeto transformou-se na Lei nº 4.473 de 22 de maio de 1954. 

 Cinco viadutos estavam concluídos: Dona Paulina, Brigadeiro Luís Antônio, Jaceguai, Condessa de São Joaquim e Pedroso, faltava o Viaduto da Rua João Julião, perto do hospital da Beneficência Portuguesa. 

A preocupação dos engenheiros foi fazer com que a 23 de Maio fosse uma avenida expressa, evitando os cruzamentos de nível. Mesmo incompleta, a população já podia contar com a avenida, construída para ligar o centro à zona sul, desafogando o trânsito da Av. 9 de Julho.

"A data de "23 de maio", nome desta avenida, relembra um dos mais importantes episódios ocorridos durante a "Revolução Constitucionalista de 1932". Na verdade, os acontecimentos daquele dia podem ser considerados como que um estopim da revolta armada que viria em seguida, opondo as forcas paulistas contra o governo federal que, naquela época, era chefiado por Getúlio Vargas. Já no dia anterior, 22 de maio, os ânimos estavam acirrados e passeatas de estudantes e do povo percorriam a cidade. No dia 23 outra manifestação tomou corpo e se dirigiu para a esquina da Rua Barão de Itapetininga com a Praça da República, onde se localizava a sede do PPP (Partido Popular Paulista) que apoiava Getúlio Vargas. Na sede do PPP estavam oito pessoas armadas e já preparadas para resistir a uma possível invasão. Os manifestantes foram recebidos a tiros e a massa popular se dispersou pelas diversas esquinas. Nesse primeiro momento morreram duas pessoas: Euclides Miragaia, estudante de Direito, e Antônio de Camargo Andrade, ficando feridas inúmeras outras. O povo se dividiu entre as esquinas da Rua D. José de Barros e Praça da República. Quem entrasse na Barão de Itapetininga recebia bala. Um bonde que para esta rua se dirigia foi tomado por alguns manifestantes. Tão logo apontou na esquina sofreu uma rajada de metralhadora que matou o estudante Mário
Martins de Almeida. Depois de quatro horas de troca de tiros de parte a parte, chegou um destacamento da Força Pública que isolou o prédio e forçou a rendição dos oitos atiradores do PPP. Também ferido nesse conflito, o jovem Drausio Marcondes de Souza (então com 14 anos de idade) morreu cinco dias depois, aos 28/05/1932. Dos nomes desses jovens surgiu a sigla MMDC (Martins, Miragaia, Drausio e Camargo) que se tornou o símbolo da Revolução de 1932. Esta, por sua vez, teve início no dia 9 de julho do mesmo ano. Um outro ferido nos conflitos de 23 de maio, Orlando de Oliveira Alvarenga, veio a falecer no dia 12/08/1932, quase três meses depois. Por isso, não houve tempo para incluir o seu nome na sigla".
(https://dicionarioderuas.prefeitura.sp.gov.br)


Logradouro oficializado através do ATO nº 947, de 08 de novembro de 1935.
Lei nº 4.473, de 22 de maio de 1954, trata da extensão do referido logradouro.

Nomes anteriores: Rua Itororó, Rua Comandante Saturnino, Avenida Itororó e Avenida Anhangabaú 

Fontes: dicionarioderuas Jornal da Tarde, "Cruzes Paulistas" Estadão
Fotos: pintirest 
educacao.uol.
rnews google


1914

1967

1968

1978


Monumento aos 80 Anos da Imigração Japonesa Tomie Otake



Monumento aos 80 Anos da Imigração Japonesa Tomie Otake





quarta-feira, 10 de novembro de 2021

 

Rua da Glória, Liberdade

Ruas de São Paulo e sua Historia ou Historia do Homenageado.



Rua da Glória foi, no princípio, o antigo Caminho do Mar que ligava São Paulo a Santos, por isso, ela  era conhecida como Estrada de Santos.

Uma das mais antigas e importantes vias de São Paulo, no dia 14 de Novembro de 1851, o vereador Cândido Ribeiro dos Santos apresentou um requerimento que foi aprovado, para rua que a conhecida como "Caminho de Santos" fosse alterado para Rua da Glória".

No século XVIII, existia nos arredores, a "Chácara de N. S. da Glória". que em 1741  era propriedade do Capitão Manuel Pinto Guedes, depois transferida para o Capitão-mor Manoel de Oliveira Cardoso a comprou. 

Anos depois a mesma chácara passou para Bispo D. Mateus de Abreu Pereira e depois passou para o patrimônio nacional. 

Em 1825, o governo provincial instalou no local o "Seminário da Glória", para abrigar meninas órfãs, após a transferência do Seminário para outro local, o prédio ficou em ruínas. 

Após ser reformado anos depois, o edifício abrigou a Casa da Pólvora e serviu como quartel para tropas militares. 

Em 1877, a chácara foi transformada em núcleo colonial, o que deu origem ao bairro da Glória.

Essa rua foi conhecida também por "Rua do Cemitério" uma vez que por ela se chegava ao antigo Cemitério dos Aflitos (que pode ser localizado atualmente no entorno do "Beco dos Aflitos").

E "Rua da Santa Casa", porque ali se localizava esse hospital ate 1884 quando foi transferido para a rua Dr. Cesário Mota Junior, 112 – Vila Buarque. o edifício da Sta Casa, foi demolido em 1888.

Fontes: wikipedia  santacasasp.org
Fotos: 
pinterest institutobixiga

1860 Militão Augusto de Azevedo




1910




1914



Sem data;

sábado, 16 de outubro de 2021

 

Avenida Professor Luiz Ignacio Anhaia Mello, Vila Prudente

Ruas de São Paulo e sua Historia ou Historia do Homenageado.


Começa na Avenida do Estado e termina na Rua Milton da Cruz, segue sobre o Córrego da Mooca, seus nomes foram  Av. Córrego da Mooca, Rua Sto. Emidio, Rua Correa Barros, Rua Araraquara, Rua Santana do Acarau, Av. Diretriz-Um, Rua Nupeba, Av. Sem Denominação, não necessariamente nessa ordem.

A avenida é atendida pela Linha 2 - Verde, por meio da Estação Vila Prudente, e pela Linha 15 - Prata, contando com seis estações: Estação Vila Prudente, Estação Oratório, Estação São Lucas, Estação Camilo Haddad, Estação Vila Tolstói e Estação Vila União. Ambas as linhas são operadas pelo Metrô de São Paulo. Além disso, a avenida também é atendida pelo VLP  Expresso Tiradentes, corredor de ônibus expresso operado pela SPTrans.

Luiz Ignácio Romeiro de Anhaia Mello nasceu na cidade de São Paulo no dia 23/08/1891, seu pai Luiz de Anhaia Mello,( homenageado na Rua Anhaia no Bom Retiro) foi o fundador da Escola Politécnica. 

Sua esposa Melania Novaes de Anhaia Mello e mãe de seus seis filhos,  José, Antonio, Maria da Conceição e Ana Virgínia, não consegui o nome dos outros dois, que residiram em uma das casas que projetou, na Alameda Ministro Rocha Azevedo, que não sobreviveu até os dias de hoje.

Em 1913 ou 1916 data incerta, aos 21 anos de idade, formou-se engenheiro arquiteto pela Escola Politécnica, após formado trabalhou como Administrador, nas empresas de Ramos de Azevedo, grande amigo de seu pai, tendo também trabalhado como arquiteto, projetando na época a Igreja São Luís do Gonzaga, na Avenida Paulista, e a Igreja Divino Espírito Santo, na Rua Frei Caneca. 

Em 1926 tornou-se catedrático da Escola Politécnica, chegando a ser seu diretor em 1930, em 1931, durante a interventoria de João Alberto, ocupou o cargo de Prefeito do município de São Paulo, época em que enfrentou forte oposição principalmente dos seus alunos por representar em São Paulo Getúlio Vargas inimigo dos paulistas.

Em 1941 foi nomeado diretor da  Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP, em 1948 fundou a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU-USP) sendo o seu primeiro diretor. em 1959, voltou a dirigir a FAU, aposentando-se em 1961.

Em 1950, ocupou o cargo de vice-reitor da USP. Dirigiu também o Centro de Estudos e Pesquisas Urbanísticas e foi presidente da Comissão de Construção da Cidade Universitária de São Paulo em 1948. Foi, ainda, Vereador em São Paulo, Secretário da Viação e Obras Públicas do Estado, fundador e presidente da Sociedade Amigos da Cidade, presidente do Instituto de Engenharia e vice-presidente da União Internacional de Arquitetos.

Apesar de grandes amigos Anhaia Mello e Prestes Maia sempre se colocaram em campos opostos, nas questões de urbanismo.

Obras em que participou como arquiteto ou como construtor além das já citadas: Catedral da Se, e Cidade Universitária.

“O Problema Social dos Serviços de Utilidade Pública” e “O Recreio Ativo e Organização nas Cidades Modernas”, são as suas duas importantes obras escritas, em 1961 recebeu o título de Doutor Honoris Causa pela USP e de Professor Emérito da Escola Politécnica, faleceu na cidade de São Paulo aos 16 de janeiro de 1974, aos 82 anos.

Uma curiosidade: Mesmo antes de envelhecer, o urbanista era chamado por seus colegas de “o velho Anhaia”.

Um dia após sua morte, virou nome de avenida, por ato do prefeito Miguel Colasuonno. 
No link https://www.saopaulo.sp.leg.br/apartes/o-professor-apaixonado/ se encontra um belo artigo sobre o arquiteto e urbanista.

Fontes: dicionarioderuas saopaulo.sp.leg. wikipedia
Fotos: 
DocPlayer 
Foursquare 
Mobilidade Sampa 
Folha - UOL
 
Tribuna da Grande SP

1975


Data indefinida


1986








segunda-feira, 11 de outubro de 2021

RUA BOA VISTA

Ruas de São Paulo e sua Historia ou Historia do Homenageado.


Imagina a cena, você andando no alto de uma bela colina, com uma visão deslumbrante onde se avista um belo vale com um rio serpenteando no meio dele, formando uma várzea verde, por esse rio chegam mercadorias e mantimentos vindos de lugares longínquos e outros de bem pertinho.

Essa era o que vislumbrava quem trafegava pela Rua Boa Vista, no inicio do século 18, uma das mais importantes do centro da Cidade de São Paulo.

Por esse motivo o próprio povo deu a ela essa denominação, talvez a única rua do centro que permanece ate hoje com o nome dado pelos habitantes comuns da cidade uma vez que desde 1711 primórdios do século 18 ela era conhecida com este nome. 

Dela, os frequentadores, podiam observar sua bela paisagem: a Várzea do Carmo, hoje Parque. D. Pedro II, os bairros do Brás e Pari, bem como um horizonte que chegava às encostas da Serra da Cantareira, uma "boa vista" das atuais zonas Norte e Leste da cidade. 

No inicio do século XVII, o tráfego pela “Boa Vista”: foi fechado a pedido dos padres beneditinos, e a Câmara fechou a “estrada para o Guaré” hoje região da Luz, no começo da atual Rua Florêncio de Abreu, sob a alegação que estrada tomava parte do quintal do mosteiro, sendo reaberta somente, em 1782.

Nesse período a Rua Boa Vista que era o melhor caminho para se ir da “cidade” para a Luz, deixou de ser usada, ficando então relegada ao quase abandono.

As poucas casas que ali existentes eram casebres, só moravam pobres e escravos forros, na década de 1740, por causa de uma epidemia de varíola, ela foi interditada, por ter ali muitos focos da doença, caudados pela pouca higiene  dos moradores.

 a partir de 1890, foi deixando de ser uma “rua de subúrbio”, para se tornar uma rua importante para o  comércio e o setor financeiro da cidade.

Hoje, já não se pode observar nada dessa "boa vista" devido ao grande número de edifícios, sobrando muito pouco para ser visto de cima do viaduto Boa Vista, que a liga ao Pátio do Colégio e marca seu inicio.

Nome oficializado pelo Ato 972, de 24 de agosto de 1916, outras legislações: Lei nº 3.757, de 20 de maio de 1949.
uma das poucas ruas de São Paulo que não consta um nome anterior.

Fonte: dicionarioderuas saopauloesuasruas
Fotos: 
pinterest 
Brazil Photo Press 
saopauloesuasruas


Rua 15 de Novembro, esquina com rua Boa Vista – 1905 – Nessa época, a Boa Vista, tinha seu início na rua 15, quadra que a partir do final dos anos 20, passou a ser a rua 3 de Dezembro.




Teatro Santana – 1910 – Estava situado bem no atual cruzamento da 3 de Dezembro com a Boa Vista.


1916








1932







1951







quinta-feira, 7 de outubro de 2021

 

Ruas de São Paulo e sua Historia ou Historia do Homenageado.


Começa na Rua da Consolação e termina na Avenida Nações Unidas, aberta em 1916, e seu traçado remonta a trecho do antigo Caminho do Peabiru, nomes anteriores: Rua Dona Antônia Eugenia, Rua Itapirissu, Rua Boaventura Rosa.

Faz a ligação da Avenida Paulista com a Marginal Pinheiros, um dos principais eixos rodoviários e de transporte público da cidade.

A avenida (originalmente chamada rua Doutor Rebouças) foi nomeada em homenagem ao abolicionista e engenheiro baiano André Rebouças, nascido negro e de família livre, e seu irmão, o também engenheiro Antônio Pereira Rebouças Filho.

 Cruza com a Linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, e nela se situa a Estação Oscar Freire, no cruzamento com a Rua Oscar Freire.

Oficializada pelo Atos nº: 972 de 24/08/1916,  Ato 821 de 13/03/1935, Ato 1.248 de 15/04/1937 e pelo 
Decreto-Lei 160 de 09/07/1942 e Lei nº 3.886, de 04 de maio de 1950.
O Processo nº Nº 78606/41 é o que trata da oficialização do nome.

Antônio Pereira Rebouças Filho nascido na cidade baiana de Cachoeira em 13 de junho de 1839,filho de Antônio Pereira Rebouças (1798-1880) e de Carolina Pinto Rebouças. 

Em 1842, a família Rebouças muda-se para o Rio de Janeiro e em 1854 Antônio e seu irmão André  ingressam no curso de engenharia da Escola Militar, concluindo em 1858. 

O pai autodidata obtém o direito de advogar, e e escolhido para representar a Bahia na Câmara dos Deputados em varias legislaturas, e também conselheiro de Dom Pedro II; a mãe, Carolina Pinto Rebouças, era filha do comerciante André Pinto da Silveira.

Os Rebouças concluem o curso de engenharia e são promovidos a primeiro-tenente e recebem a "Carta de Engenheiro Militar", premiados com uma bolsa de estudos, os dois irmãos embarcam para a Europa em 1861.

Em 1863 retornam ao Brasil, onde Antônio e nomeado para inspecionar as obras das fortificações de Santos, Paranaguá e Santa Catarina.

Antônio foi também o responsável pela construção da Estrada de Ferro de Campinas a Limeira e Rio Claro, da ponte de ferro sobre o rio Piracicaba (a primeira em concreto armado do país) e da Estrada de Ferro Antonina - Curitiba, no Paraná, concluída em 1873.

Juntos novamente os  Rebouças foram os responsáveis pela criação da Estrada de Ferro Paranaguá-Curitiba, as soluções encontradas para transpor os obstáculos da Serra do Mar foram consideradas um feito para a época e a malha ferroviária é reconhecida hoje como a maior obra da engenharia férrea nacional.

Em 1871, Antônio Rebouças funda a Companhia Florestal Paranaense, localizada próxima ao traçado da então futura ferrovia Curitiba-Paranaguá e considerada a primeira grande empresa madeireira do Paraná. Faleceu na cidade de São Paulo prematuramente em 24 de maio de 1874, com apenas 35 anos de idade, vítima de febre tifoide.


Fontes: dicionarioderuas. wikipedia.
Fotos: Sérgio Valle Duarte Alexandre Giesbrecht  
exame 
pinterest 
folha.uol

1935


1936

1939








sexta-feira, 1 de outubro de 2021

Praça da Bandeira

Ruas de São Paulo e sua Historia ou Historia do Homenageado.


Em séculos passados, era um descampado onde convergiam três cursos d'água: os ribeirões Saracura, do Bexiga e Anhangabaú (o principal), que continuavam com o nome de "Anhangabaú". Atualmente, todos eles encontram-se canalizados.

O espaço era frequentado por tropeiros que ali vendiam seus produtos, inicialmente conhecido como o "Largo do Bexiga", uma referência à "Chácara do Bexiga" que ficava nas proximidades, esse nome foi expandido para toda região: o "Bairro do Bexiga", oficialmente bairro da "Bela Vista".

O vereador Malaquias Rogério de Salles, no dia 28 de novembro de 1865, propôs a alteração do nome do  Largo do Bexiga para "Largo do Riachuelo", em homenagem à Batalha do Riachuelo, travada no Rio Paraná no dia 11/06/1865, durante a Guerra do Paraguai.

Na época, se encontravam no Largo as Ruas do Bexiga (atual Santo Antônio) e Santo Amaro, as Ladeiras de São Francisco (atual Rua de São Francisco), do Ouvidor (atual Rua José Bonifácio), de Santo Antônio (atual Dr. Falcão), a Rua Formosa e as Ladeiras da Memória e do Piques (atual Quirino de Andrade). 

Era um dos pontos mais movimentados da cidade, ali se praticava o comércio de tecidos, calçados, couro, madeiras e produtos agrícolas que chegavam por intermédio de tropeiros vindos de Santo Amaro e Pinheiros.

Ate o final do século XIX, esse labirinto de ruas e vielas era habitado principalmente por imigrantes italianos.

No início do século XX, essa região foi atingida pela reurbanização iniciada, com a canalização do Ribeirão Anhangabaú. 

Na primeira administração do Prefeito Prestes Maia (1938-1945), toda a área foi arrasada, modificada e urbanizada para a abertura da Av. 9 de Julho, e também o espaço da Praça foi reformulado e o nome, Largo do Riachuelo, foi mantido.

No início dos anos 40, ali foi realizado um grande Congresso Eucarístico que reuniu milhares de pessoas, quando houve um movimento para dar à praça a denominação de "Congresso Eucarístico". o jornalista Zaluar, em sua coluna "Memória" publicada no Diário Popular (19/11/78), que acompanhou o desenrolar das discussões, o Prefeito Prestes Maia não teria aprovado esta sugestão. 

Para amenizar as discussões o prefeito sugeriu a denominação de "Praça da Bandeira", aproveitando que o dia 19 de novembro se aproximava e que, no seu entender, não teria oposição da Igreja. 

A versão oficial porém, é que esta denominação foi sugerida no dia 08/04/1949 pelo vereador Décio Grisi, através do Projeto de Lei nº 74, aprovado no dia 27/03/1950, dando origem à Lei 3.865 de 05/04/1950.

Até a década de 1960, foi um espaço público com jardim, hoje, toda a área é cortada por avenidas, viadutos e passarelas.

A praça serve como confluência entre as avenidas 23 de Maio e 9 de Julho, vindas da zona sul e cujo fluxo segue para a zona norte da cidade por meio do túnel sob o Vale do Anhangabaú.

Instalado em 1970, O mastro da Bandeira, é um dos símbolos do Centro e foi recuperado e inaugurado em 9 de fevereiro de 2008.

A praça possui um terminal de ônibus da SPTrans que ocupa a maior parte de sua área, final do corredor de ônibus Santo Amaro-Nove de Julho-Centro.

Um acontecimento  muito triste e marcante ocorrido na Praça da Bandeira foi o incêndio no Edifício Joelma, em 1 de fevereiro de 1974, o prédio ficou interditado para obras por quatro anos, em outubro de 1978, foi reaberto e renomeado Edifício Praça da Bandeira.

Na praça esteve instalado por 15 anos, desde 1952 até ser demolido definitivamente em 1967, o Teatro de Alumínio, a sede da Companhia de Nicette Bruno.(resumo da historia do teatro em:


Fontes: https://dicionarioderuas wikipedia
Fotos: F J Jarabeck 
Pinterest 
Foursquare wikipedia 

Final dos anos 1940





1945



1948







2009