quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Igreja de Santo Antônio 

Praça do Patriarca
Considerada a mais antiga dentre as igrejas remanescentes de São Paulo, sua data de fundação, no entanto, é incerta.
A mais remota referência ao templo comparece no testamento de Afonso Sardinha, datado de novembro de 1592, em que o bandeirante lega a quantia de dois cruzados para a "ermida de Santo Antônio", o que leva a supor que sua construção é anterior a essa data, tratava-se então de uma pequena capela, erguida por fiéis anônimos, ao término da rua hoje conhecida como Direita.
Em 1638, a ermida passa por sua primeira reforma, no ano seguinte, chegam a São Paulo os primeiros frades da Ordem dos Franciscanos, vindos do Rio de Janeiro( ou Bahia conforme outras fontes), e instalam-se na ermida, incumbindo-se de suas tarefas, mesmo após a construção do convento da ordem, erguido no Largo São Francisco entre 1642 e 1647, os franciscanos continuam a zelar pela capela e a mantê-la em funcionamento.
Em 1717, a capela passa por nova e grande reforma para ampliar suas instalações é elevada à categoria de igreja nesse mesmo ano, nova reforma em 1747. 
Em 1774, é fundada a Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Brancos, que assume a administração do templo e o transforma em sua sede.
Em 1891, um incêndio ocorrido em um edifício vizinho danificou parte da igreja, no final da mesma década, em 1899, a prefeitura intimou a irmandade a proceder à demolição e reconstrução da torre e da fachada, devido às obras de alinhamento da rua Direita, as obras foram custeadas por Francisco Xavier Pais de Barros, o barão de Tatuí, e pelo conde de Prates, ambos residentes nas imediações do templo, ainda antes da construção do Viaduto do Chá, obras que demoraram vários anos, e incluíram uma reforma geral da igreja, reinaugurada com nova fachada em estilo eclético, em 1919.
Tombada pelo Condephaat em 1970, em virtude, sobretudo, de sua importância histórica. 
Em 1991, um novo incêndio danificou os fundos do edifício.
Prospecções realizadas no forro do altar-mor revelaram a existência de uma pintura seiscentista com técnica e artística, que resistiu aos incêndios de 1891 e 1991. As camadas de tintas da pintura deverão ser retiradas, permitindo sua plena visualização, é provável que se trate do afresco mais antigo da cidade, sendo um raríssimo exemplar da pintura autônoma praticada em São Paulo durante o período colonial.
fonte vikipedia
fotos: vikipedia preservasp patrimonioespiritual




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